- Camila Sousa de Almeida
- Aracaju, Sergipe, Brazil
- Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)
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sábado, 1 de dezembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
E se...
Um amigo seu diz que tem um problema super sério e vem lhe pedir ajuda. Na mesma hora, você encontra uma boa solução para o dilema. Ele agradece aliviado e diz: “Puxa, como é que eu não havia pensado nisso?”. Você concorda em pensamento: a solução era simples. Como é que o cara não pensou nisso antes? Você vai para casa se sentindo o grande solucionador de problemas da humanidade. Na semana seguinte, é você quem se depara com um pepino – e, por mais que tente, não encontra saída.
O paradoxo tem explicação. Os pesquisadores Evan Polman e Kyle Emich, da Universidade de Nova York, fizeram uma série de testes e descobriram que somos mais criativos quando temos de resolver os problemas dos outros. Tudo por causa da chamada distância social.
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que uma maior distância temporal e física nos ajuda a pensar de forma mais abstrata. Assim, conseguimos solucionar mais facilmente um problema quando nos imaginamos confrontados por ele em um lugar distante e em um tempo futuro. Agora, Polman e Emich descobriram que a distância social pode ter o mesmo benefício psicológico.
O estudo envolveu centenas de estudantes e foi realizado em várias etapas. Na primeira, os participantes tiveram que desenhar alienígenas para histórias que eles mesmos escreveriam e para as histórias dos outros. Os desenhos mais criativos foram aqueles feitos para as tramas alheias. Em outra etapa, os cientistas testaram a distância psicológica. Descobriu-se que é mais fácil ter ideias para completos desconhecidos do que para pessoas que têm alguma coisa em comum com você (a mesma data de nascimento, por exemplo).
Depois, o pessoal teve que resolver um desafio hipotético de escapar de uma torre. Os voluntários que imaginaram a si mesmos na situação tiveram 48% de sucesso. Quando pensavam que o problema era com os outros, a porcentagem chegou a 66%. E as soluções criadas também foram mais criativas nesse caso.
A descoberta da eficiência da distância psicológica foi comemorada. “Saber disso é valioso não apenas para os pesquisadores em psicologia social, tomada de decisão, marketing e gestão, mas também deve ser de interesse considerável para os negociadores, gerentes, designers de produto, marketing e anunciantes, entre muitos outros”, disseram eles.
Então, fica a dica: se você está tendo dificuldade para resolver um problema, faça de conta que ele pertence a outra pessoa. Isso poderá ajudá-lo a pensar em soluções que não viriam de outro modo.
http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/precisa-resolver-um-problema-finja-que-ele-nao-e-seu/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Antes tarde de domingo do que nunca
Bárbara queria aproveitar sua
tarde de domingo como há muito tempo não fazia: queria ir pro parque pedalar.
Mas sozinha ela não iria. Sabe como é, né... Sozinha dá preguiça! Mas aí marcou
de se encontrar lá com uma amiga, por isso conseguiu pedalar de casa até lá com
toda energia! A idéia de ter companhia já cumpria a função que uma presença “real”
exerceria. Mas isso só ficou claro depois, quando Bárbara foi percebendo que
sua amiga não chegaria. Tranquila, continuou aproveitando o dia, a sua própria
companhia, a natureza e toda aquela energia... Mas ficou pensando que só teve a disposição de ir até lá porque
achava que alguém a encontraria, e se pensasse que iria pra ficar sozinha, provavelmente não
iria! E tudo aquilo perderia...
Camila Sousa de Almeida
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Saltando alto
Aquele bicho era uma rã, mas parece que ninguém o tinha avisado. Ele subiu no prédio como quem sobe numa grande árvore... será que desconfia que foi parar no oitavo andar?! Ali não tem nada pra ele comer, nem grama pra pisar, só mesmo o ar pra saltar... Os dias passam, mas ele que é bom só passa pra lá e pra cá. Que pena... sem asa, sem ser pássaro, e tão no alto. Por que não volta pelas mesmas portas que se abriram pra sua subida? Se fosse gente, chamariam isso de teimosia. Mas se é bicho, chama de quê? Talvez ele, se rã não fosse, caracterizasse a si mesmo como um sonho-buscador... Afinal, o salto é apenas um tipo de vôo.
Camila Sousa de Almeida
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Feliz e Triste
Eu acho que estou feliz e triste
Tudo o que eu tenho cabe
Na minha mão
E eu te dou de coração
Na minha mão
E eu te dou de coração
E eu te dou de coração
Eu não preciso de nada
O mundo é minha casa
O céu é minha camisa
Estrelas vestem meus pés
Eu não preciso de nada
Estrelas vestem meus pés
Ceumar
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Uma comédia
Era noite e Isadora ia dormir
sozinha em casa. Iniciando os preparativos para deitar, tinha ido à cozinha
tomar água, quando ouviu um barulho vindo do computador de seu pai, na sala.
Aquele medinho bateu e ela achou melhor entrar no quarto e deixar o barulho pra
lá. Mas a consciência pesou, pois o aparelho podia dar algum problema sério e
ela contribuir pela negligência... voltou. De perto, o som que ouvia parecia
muito com alguém digitando em algum teclado... nossa, sinistro! Aproximou-se
mais ainda e pensou: “se estivesse em um filme de terror, essa seria a hora da
entidade aparecer”. E sentiu aquele medinho... Logo em seguida deu um apagão: “aaaah,
a energia faltou, então era isso!”. Caminhando pro quarto, na total escuridão,
bateu o medinho de novo: “se isso fosse um filme de terror, com eu sozinha em
casa, faltando energia, essa era a hora perfeita para o serial killer me
pegar...!”. Mas aí Isadora acendeu uma vela, escovou os dentes e deitou.
Demorou um pouco a adormecer; ficou sentindo falta daquela distração cotidiana
até o momento de dormir... Obviamente, Isadora percebeu o que já sabia: a gente
assiste o filme, e depois o filme nos dá a assistência (in)de-vida
Camila Sousa de Almeida
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
E nova ação
Ser normal é enquadrar-se no grupo da maioria, é estar contido nas estatísticas mais abrangentes, é compartilhar dos costumes e aparências mais comumente observáveis. Em se tratando de saúde mental percebo que hoje em dia cada vez mais se usa o termo ‘típico’ e ‘atípico’ em substituição a ‘normal’ e ‘anormal’, mas não é só esse campo que opera mudanças, muitos outros também se valem de novas denominações para provocar a REleitura de velhos conceitos.
À primeira vista pode parecer que nada mudou, porém a análise dos termos permite notarmos que o caráter das colocações muda completamente na medida em que abandonam o teor qualitativo pelo quantitativo. Assim, ser normal ou anormal implica necessariamente num julgamento, estes nomes classificam implicitamente o indivíduo em bom ou ruim. Já o típico e atípico se referem à frequência em que são vistos, sem trazerem arraigados a si qualquer tipo de hierarquia ou valor.
A todo instante as nomenclaturas utilizadas pela sociedade mudam e não é por acaso, poucos se dão o trabalho de interpretar o que falam, apenas perpetuam a mudança sem observar a inovação semântica. Alguns, inclusive, nem se dão ao trabalho de mudar, permanecem engessados nos termos antiquados e carregados de valores inadequados.
Fico feliz, muito feliz, a cada leitura que faço e leio sobre o desenvolvimento atípico na infância, sobre o comportamento atípico nos portadores de determinado transtorno. Em seguimento a esses textos quase sempre se discute as formas de tratamento com relação a essas pessoas, as maneiras de tratá-las e garantir-lhes qualidade de vida. E isso não se fazia no tempo em que eram classificados em normais e anormais, a discussão se encerrava nesse ponto como se por acaso os anormais não tivessem chance de progredir. A anormalidade era um decreto, o desenvolvimento atípico é um novo caminho, diferente.
Então por meio dessa análise eu tento abrir os olhos de quem ainda pensa que a mudança de uma palavra por outra não carrega profundas transformações no entendimento do comportamento humano. Pra você que acha que deficiente e aleijado são a mesma coisa, que caduco e idoso são sinônimos, diria que precisa prestar atenção ao sentido implícito em cada palavra que diz. Atente para o que fala, pois as mudanças não ocorrem em vão e quem não as compreende é porque não lê a respeito nem participa das mudanças ideológicas por trás de uma ‘simples’ mudança de termo.
Ricardo Senna
Fonte: http://mente-hiperativa2.blogspot.com.br/2012/10/novos-termos-que-carregam-novas-ideias.html
sábado, 20 de outubro de 2012
"Do que depende a minha felicidade"
Joãozinho estudava e trabalhava de dia e só tinha a noite para brincar. Por isso, o pôr-do-sol trazia pra ele muita alegria. Um dia a professora pediu que os alunos fizessem uma redação com o tema "do que depende a minha felicidade". Na sua redação, Joãozinho falou do sol; contando que dependia do movimento dele para ter o melhor momento do seu dia. Ao ler a história, a professora aproveitou para dar uma lição de geografia: falou sobre o nosso sistema solar, onde o sol, no centro, fica circulado por planetas girando ao seu redor, além de girarem em torno de si mesmos... Foi aí que Joãozinho entendeu que na verdade o sol nunca se põe! Nós é que mudamos e, por isso, o enxergamos diferente.
Camila Sousa de Almeida
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
No meio do caminho não tinha uma pedra
Na época de Drummond tinha uma
pedra no meio do caminho. Hoje, quando caminho, encontro buracos. Muitos, por
todos os lados! Passo por uma banca de revistas e vejo uma manchete de jornal: “Pai
estupra filha em pleno dia das crianças!” Como?! Quer dizer que se fosse outro
dia do ano seria menos absurdo??? Como diz um velho amigo, é uma falta de
absurdo... Antes a pedra do que a falta dela, ou seja, o buraco.
Por que somos bons atletas quando
se trata de fugir do esforço? Ficamos acomodados quando temos à disposição um
carro; esquecemos que temos pernas! Elas existem, e se existem, não é por
acaso. E não é porque sejam vingativas não, mas se não lembrarmos muito delas,
elas também nos esquecerão; com razão de não fazer questão de serem boas na
hora que a gente precisar de uma forcinha. Beber ou comer algo estragado nos faz
passar mal, mas vômito não é castigo; é a natureza seguindo sua ordem em busca
da natural harmonia.
Nesse trecho de menos de meia
hora de caminhada senti que é muito menos arriscado não desviar do catador de
lixo bêbado do que do estranho engravatado. Porque, como concluiu meu primo em
sua sabedoria, é melhor ter certeza de uma verdade feia, é melhor uma sincera
futilidade... Perigoso é não saber. Pior é a incerteza do que o outro pensa e
quer de você.
A falta, o escondido, o comodismo
e outras barbaridades modernas são reflexos de alguma coisa que estamos
chamando de sociedade. Na realidade o que parece é que nos tornamos sócios
falidos de uma catástrofe natural encomendada. Mas, felizmente, pernas também
fazem pensar. As danadinhas sempre nos levam a algum lugar...
Camila Sousa de Almeida
domingo, 7 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Tô ligada!
Quando eu era pequena não entendia
porque uma pessoa que quebrou o braço não podia jogar futebol; ficava me
perguntando o que o braço engessado tinha a ver com o movimento das pernas,
afinal era com elas que se jogava!
Hoje, com um dente arrancado, precisando
repousar completamente, experimento na prática a compreensão de que tudo em nós
é conectado...
Camila Sousa de Almeida
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
“Cada um sabe onde o sapato aperta”
"Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos."
Carl Jung
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