Minha foto
Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)
Mostrando postagens com marcador Sabiamente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sabiamente. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Bom dia



Dia desses ouvi na rádio, num dia nublado, a previsão do tempo: "o dia vai melhorar". Pensei: vai chover?
Porque dia bom é dia de chuva! Tanto quanto dia de sol...

Camila Sousa de Almeida

domingo, 21 de abril de 2013

Errando para acertar


Estava jogando dardos, eu e mais três jogadores. Cada área do alvo tinha o seu valor se acertada, e o objetivo era atingir determinada pontuação com a soma dos três arremessos a que cada um tinha direito. Entre os quatro, era eu quem estava mais distante do objetivo, pois sempre acertava alguns centímetros pro lado esquerdo de onde mirava. Virei motivo de piada. Esperavam que qualquer um ganhasse primeiro, menos eu. Isso me fez atentar mais para minha falha... Percebi que estava errando sempre do mesmo jeito. Enquanto me zoavam, silenciosamente decidi utilizar o meu erro ao meu favor: mirei alguns centímetros pro lado direito de onde eu realmente queria acertar. Bingo! De uma só vez alcancei a pontuação que precisava e venci o jogo antes de todos os outros. Hahahahaha! ;)

Camila Sousa de Almeida



domingo, 14 de abril de 2013

Desautomatizando-se


Um homem veio a mim. Ele sofria do vício de fumar há trinta anos; ele estava doente e os médicos disseram:  "Você nunca ficará bom se não parar de fumar." Ele era um fumante crônico e não conseguia parar. Mas ele tentou, tentou arduamente e sofreu muito tentando. Conseguia por um ou dois dias, mas então a necessidade de fumar vinha tão forte que simplesmente o vencia. Novamente ele caía no mesmo esquema. Por causa disso, ele perdeu toda a autoconfiança; sabia que não podia fazer nem essa pequena coisa: parar de fumar. Ele se desvalorizou diante de si mesmo; considerava-se a pessoa mais sem valor do mundo. Não tinha mais respeito por si mesmo. E assim, ele veio a mim. Ele disse: "O que posso fazer? Como posso parar de fumar?" Eu lhe disse: "Você tem que entender. Agora, fumar não é apenas uma questão de decisão. É algo que já entrou no seu mundo de hábitos; já se enraizou. Trinta anos é um longo tempo. Esse hábito tem raízes no seu corpo, na sua química, espalhou-se em você. Não é mais apenas uma questão de decidir com a cabeça; sua cabeça não pode fazer nada. Ela é impotente; pode começar coisas, mas não pode pará-las facilmente. Uma vez que você começou e praticou por tanto tempo, você é um grande iogue - trinta anos de prática em fumar! Já se tornou automático; você tem que desautomatizar isso." Ele perguntou: "O que você quer dizer por desautomatizar?" É nisto que consiste toda a meditação: na desautomatização. Eu lhe disse: "Faça uma coisa: esqueça tudo sobre parar de fumar. Não há necessidade. Por trinta anos você fumou e viveu; é claro que foi um sofrimento, mas você se acostumou a ele também. E o que importa se você morrer algumas horas antes do que morreria sem fumar? O que você vai fazer aqui? O que você fez? Então, qual a importância em morrer na segunda, na terça ou no domingo, neste ou naquele ano - que importa?" Ele disse: "Sim, isso é verdade; não importa". Então eu disse: "Esqueça tudo sobre parar de fumar; não vamos parar absolutamente. Ou melhor, vamos compreender isso. Assim, da próxima vez, faça do fumar uma meditação". Ele disse: "Do fumar uma meditação?" Eu disse: "Sim. Se as pessoas zen podem fazer do beber chá uma meditação, uma cerimônia, por que não com o cigarro? Fumar também pode ser uma bela meditação". Ele ficou impressionado e disse: "O que você está dizendo? Meditação? Conte-me - nem posso esperar!" Então dei a meditação para ele: "Faça uma coisa. Quando pegar o maço de cigarros do seu bolso, pegue-o bem lentamente. Curta, não há pressa. Fique consciente, alerta, atento; pegue lentamente com atenção total. Então, tire um cigarro do maço com toda a atenção, lentamente, não da velha maneira apressada, inconsciente, mecânica. Depois, comece a bater o cigarro no maço, atentamente. Escute o som, como fazem as pessoas zen quando o samovar começa a cantar e o chá começa a ferver... e o aroma... Então cheire o cigarro e sinta sua beleza..." O homem disse: "O que você está dizendo? A beleza?" "Sim, ele é belo. O tabaco é tão divino quanto qualquer outra coisa. Cheire-o; é o cheiro de Deus". O homem ficou um pouco surpreso: "O quê? Você está brincando?" "Não, não estou brincando. Mesmo quando brinco, não brinco. Sou muito sério." Então, ponha o cigarro na boca, com toda a atenção, e acenda-o. Curta cada ato, cada pequeno ato, e divida-o em muitos pequenos atos para que você possa tornar-se o mais alerta possível. Dê a primeira tragada: Deus em forma de fumaça. Os hindus dizem, "Annam Brahm" - "Comida é Deus". Por que não a fumaça? Tudo é Deus. Encha profundamente seus pulmões - isto é pranayam. Estou lhe dando uma nova ioga para um novo tempo! Depois, solte a fumaça, relaxe; dê outra tragada - e faça tudo bem devagar... Se você puder fazer isso, ficará surpreso; logo verá toda a estupidez disso. Não porque os outros estão lhe dizendo que é estúpido, que é ruim. Você o verá; e não apenas intelectualmente, mas a partir de seu ser total; será uma visão da sua totalidade. E então, um dia, se o vício desaparecer, desapareceu; se continuar, continuou. Você não tem que se preocupar com isso." Depois de três meses, o homem voltou e disse: "Ele desapareceu!" "Agora, eu disse, tente isso com outras coisas também". Este é o segredo, o segredo: desautomatizar. Andando, ande devagar, atentamente. Olhando, olhe cuidadosamente e você verá que as árvores estão mais verdes do que nunca e as rosas estão mais rosas do que nunca. Escute! Alguém está falando, sussurrando: ouça atentamente. Quando você falar, fale atentamente. Deixe que toda a sua atividade de despertar torne-se desautomatizada.

Osho


domingo, 13 de janeiro de 2013

Metáforas: uma loja de presentes




Metáfora vem do grego metaphorá, que significa meta (“além”) mais phorein (“transportar de um lugar para outro”). A metáfora é mais conhecida como uma figura de linguagem através da qual descrevemos uma coisa em termos de outra, como na famosa frase de Shakespeare em Romeu e Julieta: “Julieta é o sol”. A metáfora está intensamente, embora imperceptível, presente em tudo, desde a economia e a propaganda até a política e os negócios, na ciência e na Psicologia, ou seja, vivemos em um mundo repleto de símbolos e linguagem metafórica.

Uma parte interessante do poder transformador da metáfora é sua presença nas fábulas, parábolas e histórias infantis de todo mundo. Dessa forma, ao contar para as crianças uma metáfora, estamos criando, através de suas próprias representações internas, uma semente de mudança, onde os recursos admirados dos personagens e heróis, como coragem, força, determinação, paciência, entre outros, podem favorecer em muito o processo de a criança lidar com o medo, a timidez, a frustração e a superação de obstáculos no desenvolvimento infantil. Assim, podemos dizer que quando contamos uma metáfora para nossos filhos e eles ficam focados e absorvidos pelo encanto da história, estamos sendo ótimos hipnotistas.

As brincadeiras, os jogos, os desenhos e várias outras atividades infantis e de adolescentes funcionam como metáforas que facilitam o processo de mudança e aprendizagem. Uma verdadeira loja de presentes para o inconsciente e o processo hipnótico.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Conte mais


Certa vez, uma professora me ensinou que em alguns lugares, onde quase ninguém sabia ler, não existiam histórias escritas, textos tais quais conhecemos como sendo literatura, hoje. Em alguns países da África, por exemplo, existiu algo antes dos textos escritos, que eram os chamados contos populares. Acredito que, em muitos outros lugares existiu algo pa
recido. Esses contos eram histórias contadas pela pessoa mais velha da tribo ou do grupo, que era muito respeitada e reconhecida como a mais sábia por causa de seus cabelos brancos. Os contos eram sobre coisas que os mais velhos diziam ter presenciado, e sempre tinha uma lição, uma moral a se pregada. Através desses contos, eram passados os valores, de pai para filho, de geração para geração. Nas tribos africanas, em que as pessoas acreditavam muito na necessidade da harmonia do homem com a natureza, muitas histórias eram justamente sobre isso e sempre que alguém quebrasse essa harmonia, algo de ruim acontecia, vindo da própria natureza.

Independente da cultura, dos modos de ver o mundo, das crenças, temos de convir que "contar" é um método de educação muito eficaz. Estamos falando de um povo que não tinha estudo, ainda não tinha a tal “educação dos brancos", nem nada parecido e desde sempre teve a cultura de ensinar os seus filhos a importância da natureza, da honestidade, do respeito e amor ao próximo, mesmo que esse próximo seja uma árvore, um animal.


Além de transmitir valores de pai para filho, o ato de contar histórias tem outros benefícios, entre eles, despertar a imaginação e a criatividade. E, como disse certa vez o educador Jean Piaget "o principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram." Ou seja, contando histórias, você educa, conduzindo a pessoa à reflexão.


Hoje, não temos o hábito de nos reunirmos com nossos familiares, tão pouco com pessoas de nosso bairro para contar-lhes histórias com uma intenção pedagógica. Até porque isso não é de nossa cultura. Entretanto, podemos deixar nosso legado sim e ensinar os nossos filhos à nossa maneira. Contar história deveria entrar novamente nos nossos planos, por ser um recurso tão produtivo, principalmente se tratando de crianças. Então, porque não contar mais?!

Mariana Motta

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sabichões e sabichonas


Eles moravam na beira da estrada. Por um lado, pois do outro era mata. Ela não era fechada: todos os dias as crianças entravam adentro para se divertir e colher alimentos. Diziam brincar de “se perfumar por dentro”, “colorir o sangue de vermelho” e “lavar a roupa do avesso”. Pisando na terra, pegando sol, lua e chuva, correndo com bicho e subindo em árvore; era assim a escola deles, pois ninguém ali estudava, mas todo mundo aprendia. A vida era simples demais pra qualquer um querer complicá-la.

Mas as coisas do mundo não são como as coisas da natureza: o humano é capaz até de perder a humanidade. Um grupo desses, que se dizia ser o que não era, derrubou todas as casas da região, mesmo sem ter ido lá. Quem ali vivia teve que se mudar: não fazia diferença ser gente, bicho ou planta.

Mas ainda bem, nem tudo muda... As crianças crescidas, mesmo sem saber nem a própria idade, eram muito sabidas! Foram viver em outra margem, agora na cidade. E lá começaram a chamar os outros pra brincar aquelas brincadeiras que, apesar da escolaridade, quase ninguém lá tinha aprendido. Impressionaram-se eles com a ignorância dos ditos sabidos, mas justamente por isso tinham muito que ensinar.

A brincadeira foi ficando séria quando os fracos foram se fortalecendo; os ansiosos se tornando calmos e os medrosos aprendendo a se enraizar... Todo mundo queria entender o poder por trás da simplicidade da bebida colorida que misturava água com flores; de respirar fundo sem calçar sapato; de beber água natural o tempo todo; de comer fechando o olho; de deixar a chuva molhar a cabeça, o corpo, e ainda dançar!

Ainda sem entender o povo já gostava, porque, além de tudo, ninguém gastava nada além de energia pra se perfumar por dentro... Nem precisava de tinta pra pintar o sangue, já vermelho... E, com prazer, descobria a própria pele como uma roupa feita sob medida... Fazendo bobagens, estavam deixando de ser bobos. Crianças crescidas, mas como frutas colhidas antes do tempo, só agora amadurecendo. Descobrindo-se parte da natureza... Que sustenta a si mesma...

Camila Sousa de Almeida


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Medo



65.700.000 de resultados no Google.

"Um resultado emocional resultante da consciência do perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginário" segundo o dicionário.

"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela" 
Charles Chaplin.


Hoje eu estava assistindo ao Jornal do SBT, na programação noturna do canal. Apesar de ser o meu jornal favorito, por causa de umas grandes sacadas da Rachel Sheherazade, eu senti uma grande aflição depois do anúncio das manchetes principais. "TRAGÉDIA Nº 01" vírgula "TRAGÉDIA Nº 02" vírgula "TRAGÉDIA Nº 03" vírgula "TRAGÉDIA Nº 04".

Cara! O quê que é isso? Quando foi que a desgraça virou o foco? Agora, dentro de tanta coisa boa que acontece por todo este pequeno planeta, os jornalistas acham mais informativo transmitir um assalto surpreendente que uma câmera de segurança gravou por acaso?

Foi assistindo a esse jornal que eu entendi porquê o mundo nunca foi tão perigoso - ele nunca teve tantas televisões. Elas não transmitem somente novelas e desenhos animados, elas transmitem o MEDO. O medo de andar nas ruas cheias de bandidos, o medo de pegar doenças de pandemias inventadas, o medo ser você mesmo.

Charles Chaplin não poderia estar mais certo. E eu mais certo de que ele está certo. Há pouco, minha vida era baseada no "E se...?" Ah, como eu adorava um "se...", ao contrário do Djavan. Diziam ser por causa do meu signo, alegando que librianos são muito ponderados. Mas acho que eu era mesmo um otário. Por uma sequência de fatos que não cabem ser publicados aqui, tudo mudou neste ano.

O começo da mudança foi um promessa linda: não recusar nenhum convite (dependendo da origem, é claro). Alguns amigos se aproveitam dessa promessa e eu não deveria estar anunciando publicamente a existência dela, mas, desde junho/2012, ela vem me trazendo ótimas experiências. Elas expurgaram meus medos de uma forma incrível.

Assaltos agora encaro como uma renovação de pertences. Estar solteiro me garante conhecer pessoas incríveis. Estar sem dinheiro, uma ótima oportunidade de aprender modos alternativos de me divertir e uma forma de conter gastos impulsivos. Não consigo mais ver como essas coisas podem me incomodar novamente. Hoje a consciência do perigo soa muito mais imaginária do que real ou hipotética.

Num clássico filme de terror dos anos 90, A Hora do Pesadelo, quanto mais os mocinhos falavam do vilão Freddy Krueger, mais ele tinha força para aterrorizar os sonhos dos adolescentes. O medo funciona bem assim.






"O perigo existe, faz parte do jogo
Mas não fique triste, que viver é fogo
Veja se resiste, comece de novo
Comece de novo, comece de novo
Ao cruzar a rua você está arriscando
Pode estar na lua, pode estar amando
Passa um caminhão, cruza uma perua
O cara tá na dele, você tá na sua
Você tá na sua, você tá na sua
Mas atravesse a rua sem medo"
(Vinícius de Moraes / Toquinho) 

Iury Vincenzo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Não sabia que sabia


Um rei recebeu como obséquio dois filhotes de falcões e os entregou ao mestre da falcoaria para que os treinasse para a próxima temporada de caça, entretenimento dos nobres da época, enquanto esperavam por alguma guerra.

Passados alguns meses, o instrutor comunicou ao rei que uma das aves já estava com toda sua performance de caça pronta para ser testada, mas que a outra ave não tinha se movido do seu galho desde que tinha chegado ao palácio, a tal ponto de que tinham que lhe alcançar a comida, para que não morresse de fome.

O rei, um sujeito muito hábil, mandou chamar curandeiros e até senadores para que verificassem qual o problema com a ave, mas de nada adiantou, ela não saía do lugar...

Pelas janelas dos seus aposentos o monarca podia ver o pássaro imóvel no galho, e mesmo que sua pose fosse autêntica e seu corpo delineado, faltava-lhe a qualidade principal que era voar.

Publicou por fim um anúncio entre seus súditos procurando alguém que ensinasse o pássaro a voar. Na manhã seguinte, viu a ave voando agilmente pelos jardins!

- Traga-me o autor desse milagre! - disse o rei. - Quero recompensá-lo e aprender sua técnica mágica.

Quando o sujeito é apresentado, o rei lhe pergunta:

- Como conseguiste? Tu és mágico, por acaso?

E o homem respondeu:

- Não alteza, apenas observei que se cortasse o galho onde a ave se agarrava, ela iria precisar de algo mais, e isso eram suas asas...

Autor desconhecido


Related Posts with Thumbnails