- Camila Sousa de Almeida
- Aracaju, Sergipe, Brazil
- Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
A dança é a metáfora favorita do mundo. [Kristy Nilsson]
Wayne Dyer
domingo, 23 de agosto de 2009
"Autobiografia em Cinco Capítulos"
Vou andando pela rua.
Há um grande buraco na calçada.
Caio.
Estou perdido... Não sei o que fazer.
Não é culpa minha.
Demoro séculos em sair.
Capítulo 2
Caminho pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Faço de contas que não o vejo.
Volto a cair.
Não posso crer que haja caído no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Levo bastante tempo em sair.
Capítulo 3
Ando pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Está ali.
Caio... é uma rotina, mas tenho os olhos bem abertos.
Sei onde estou.
É culpa minha.
Saio rapidamente.
Capítulo 4
Vou pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Me esquivo.
Capítulo 5
Vou por outra rua.
Autor: Nelson Portia
Obs: Ericksonianamente, você pode pular do 1º para o 5º capítulo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas. Você sabia?

As pérolas são produtos da dor; resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo da ostra.
Como resultado, uma linda pérola vai se formando.
Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Embrulhando para presente
Uma conhecida anedota árabe conta que um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - Exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A arte de ser feliz
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles
De grão em grão a galinha enche o papo!

Autor: Marco Fabossi
terça-feira, 14 de julho de 2009
Em breve, numa sala próxima de você!
É difícil dizer exatamente quanto durará um processo terapêutico – mesmo sendo breve, porque cada pessoa tem seu próprio ritmo – mas as diversas abordagens em geral costumam demorar um bom tempo. A psicoterapia ericksoniana é naturalmente breve: o cliente chega com algum ou alguns objetivos e a terapia se encerra quando os mesmos são atingidos (a não ser que surjam outros após isso). Nós, ericksonianos, achamos que a terapia não é uma solução; a solução é conseguir, o mais rápido possível, que os clientes saiam da terapia lidando saudavelmente com os diversos aspectos de suas vidas.
E mesmo focada em algum ponto a terapia pode abranger várias áreas da vida da pessoa, assim como quando, num jogo de sinuca, uma tacada bem direcionada acerta uma bola que acerta outras, provocando o deslocamento de várias bolas que não foram tocadas diretamente pelo taco.
Assim, se algum cliente chegar querendo saber logo em quanto tempo sairá da terapia, certamente eu posso dizer: em breve! :)
domingo, 12 de julho de 2009
O Porteiro da Boate
Carlos trabalhava há muitos anos como porteiro da boate. Não havia muitas oportunidades naquela pequena cidade.
Um dia, entrou um novo gerente na boate. Um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
O gerente chamou Carlos e disse:
- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor – balbuciou Carlos – mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Que pena! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito, e que tenha sorte.
Carlos sentiu-se como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que na boate, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usou então o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Gostaria de saber se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar…
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Ele aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
Carlos abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: “não disponho de tempo para viajar para fazer compras”.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc..
E após foram os pregos e os parafusos. Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha – disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor?!?! – disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder – disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever, ainda seria o PORTEIRO DA BOATE!!!
Autor: Marco Fabossi
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Você Pode...
Para ilustrar melhor o assunto, copio aqui uma experiência tirada da minha apostila do Curso de Formação em Hipnose e Psicoterapia Ericksoniana, realizada no Instituto Erickson de Maceió, e também um vídeo com uma história muito interessante:
Há alguns anos J. R. Burnham (1966) realizou um estudo interessante sobre os efeitos da expectativa do pesquisador. Os pesquisadores deveriam fazer com que os ratos atravessassem um labirinto. A metade deles tinha tido partes do cérebro removidas cirurgicamente. A metade restante recebeu incisões idênticas, mas nenhum tecido cerebral foi removido. Para os observadores de fora, os ratos pareciam iguais. Foi dito aos pesquisadores que o propósito da experiência era observar os efeitos das lesões cerebrais na aprendizagem. Foi dito a alguns pesquisadores que eles tinham ratos com lesões cerebrais, quando na verdade os ratos não tinham qualquer lesão. A outros pesquisadores foi dito que tinham ratos intactos, mas na verdade seus ratos tinham lesões cerebrais. Alguns receberam ratos corretamente identificados (com lesão ou intacto). Os resultados foram os seguintes:
1. Os ratos que tinham lesões não apresentaram um resultado tão bom quanto aqueles que não tinham lesões.
2. Os ratos cujos pesquisadores acreditavam ter lesões, mas estavam intactos, não obtiveram resultados tão bons quanto os ratos que os pesquisadores acreditavam estarem intactos.
3. Os ratos com lesões, cujos pesquisadores acreditavam estarem intactos, obtiveram melhores resultados do que os ratos intactos que se acreditava terem lesões.
Conclusão: A verdadeira condição do cérebro do rato influenciou menos o resultado do que a expectativa do pesquisador sobre o provável resultado.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Naturalmente...

Para aqueles que têm medo da hipnose e de que descubram todos os seus segredos, podem relaxar e desfrutar protegidamente: ela é um estado natural da mente humana, tão velha quanto o homem, e que todos nós experimentamos normalmente. É uma absorção da atenção da mente consciente, que permite ao inconsciente experimentar diversas formas de manifestar sua riqueza: quem nunca ficou tão concentrado em um filme ou programa de tv que nem ouviu alguém falando com você?! Pois é, você estava em transe! E a idéia de que o hipnotizado revela tudo ou fica sob domínio do hipnotizador é mito. A pessoa em transe hipnótico não age contra si mesma e pode aceitar ou não as sugestões.
Muitas pessoas esperam da hipnose uma coisa de outro mundo e quando passam pela experiência de serem conduzidos acabam achando que “não conseguiram” ou que “não entraram em transe” porque “estavam todo tempo ali” e “ouviram tudo o que foi dito”. É assim mesmo. Ou não... afinal, cada pessoa é única e tem uma experiência única. Sabendo que este é um estado natural e que todos nós entramos em transe frequentemente sozinhos, podemos ficar tranquilos quando formos conduzidos por um profissional competente e ético (importante verificar), porque sua meta será nos direcionar à saúde.
Na Psicoterapia Ericksoniana a hipnose é uma ferramenta valiosa, mas não obrigatória. Ninguém é hipnotizado se não quiser. Muitas pessoas que têm o cabelo grande sabem que, para desembaraçá-lo mais rápido e facilmente, podemos aproveitar para fazer isso enquanto o condicionador está agindo nele... Sem o efeito do condicionador conseguimos desembaraçar também, só que é mais demorado e difícil...
A hipnose ericksoniana é diferente daquela que chamamos de clássica. Esta última é autoritária, dando sugestões diretas e iguais para todas as pessoas que tiverem aquele mesmo problema. Ericksonianamente, a hipnose é feita para aquela pessoa, naquele momento. Utilizamos histórias, metáforas e técnicas que despertam os aprendizados guardados no inconsciente da pessoa, sem dar a ela uma resposta pronta e única de como solucionar seus problemas. O que fazemos é ajudá-la a descobrir o que ela já sabe, mas não sabe que sabe...
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Respeitável Público!




