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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

Albert Einstein


domingo, 1 de novembro de 2009

Lembranças


Um velho sábio chinês estava caminhando por um campo de neve, quando viu uma mulher chorando.
Dirigiu-se a ela e perguntou:
- Porque choras?
- Porque me lembro do passado, da minha juventude, da beleza que via no espelho... Deus foi cruel comigo por me fazer lembrar. Ele sabia que, ao recordar a primavera da minha vida, eu sofreria e acabaria chorando.
O sábio, então, em silêncio ficou contemplando o campo de neve, com o olhar fixo em determinado ponto...
A mulher, intrigada com aquela atitude, parou de chorar e perguntou:
- O que estás vendo aí?
- Eu vejo um campo florido, disse o sábio.
Deus foi generoso comigo por me fazer lembrar.
Ele sabia que, no inverno, eu poderia sempre recordar a primavera e sorrir.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Para refletir



"O pessimista se queixa do vento;
O otimista espera que ele mude;
O realista ajusta as velas do barco."

William George Ward

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A fé não move só montanhas...

Anchored from lindsey olivares on Vimeo.

A Lei

Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos fatos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor — sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exatamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efetuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose. Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.

Teoria das Cores, Herberto Helder.

Como você quer viver daqui a 10 anos?


Mais informações: http://www.xixinobanho.org.br/

sábado, 17 de outubro de 2009

Você trabalha com hipnose, é? Você usa pêndulo?

O pêndulo é um instrumento da hipnose clássica; sua utilização não é indispensável para hipnotizar. O instrumento principal de trabalho do terapeuta ericksoniano é a voz. Ao cliente, cabe apenas estar disposto a ouvir...

Alheias e nossas

as palavras voam.

Bando de borboletas multicolores,

as palavras voam.

Bando azul de andorinhas,

bando de gaivotas brancas,

as palavras voam.

Voam as palavras

como águias imensas,

Como escuros morcegos

como negros abutres,

as palavras voam.


Oh! alto e baixo

em círculos e retas

acima de nós, em redor de nós

as palavras voam.


E às vezes pousam.

.

Cecília Meireles


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pode chorar


Milágrimas

Composição: Itamar Asumpção e Alice Ruiz

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo for já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um entre um milhão de caminhos...


Qualquer coisa é um caminho entre muitos caminhos. Por isso deve ter sempre presente que um caminho é só um caminho: se sente que não deveria seguí-lo, não deve seguir nele sob nenhuma condição... e não há vergonha nem para você, nem para outros, em deixá-lo se é isso o que seu coração lhe pede... olha cada caminho de perto e com intenção. Experimenta-o tantas vezes quantas considere necessário. Depois faz a você mesmo e somente a você, uma pergunta: esse caminho tem coração? Todos os caminhos são iguais: não levam a lugar nenhum. São caminhos que levam pelo matagal... Esse caminho tem coração? Se tiver, o caminho é bom; se não, de nada serve. Nenhum caminho leva a parte alguma, mas um tem coração e o outro não. Um torna prazerosa a viagem; enquanto o seguir, é um com ele. O outro lhe levará a maldizer sua vida. Um lhe faz forte, o outro lhe debilita...
Carlos Castañeda

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Você já observou como respira?


Muitos de nós não costumamos respirar de uma forma adequada. Quando nascemos, respiramos naturalmente e aos poucos vamos nos acostumando a ter uma respiração curta e rasa. Desfrutá-la longa e profundamente nos possibilita energizar e alimentar melhor o nosso corpo. Respirando corretamente, você massageia todos os seus órgãos internos, melhora sua circulação sanguínea e todas as suas funções vitais. Isso ajuda a equilibrar-se emocionalmente, ter mais disposição e concentração. Você pode aprender novamente a respirar, observando um bebê....


Uma entre tantas técnicas de respiração é respirar contando até quatro. É um trabalho com resultados excelentes. Você começa a encher os seus pulmões numa contagem bastante lenta até quatro, expandindo a sua caixa torácica com o objetivo de encher plenamente os seus pulmões, inclusive a parte superior que raramente se expande. Quando chegar ao quatro, quando você sentir que não pode mais tomar nem mais um pouquinho de ar, tome ainda mais uma rápida inspirada, segure o ar na contagem de quatro e exale também na contagem de quatro. Quando você sentir que já retirou todo o ar dos pulmões, dê mais uma espremida para sair um pouco mais de ar.
Você logo perceberá o quanto isso poderá fazer por você. Às vezes, quando você começar a praticar mais intensamente a sua respiração, poderá se sentir um pouco tonto, talvez, mas saiba que isto é um efeito normal.

Você pode controlar sua respiração enquanto caminha, corre, ou dirige, toma banho, em pé, sentado, ou deitado... E depois, quando perceber que já respira tranquilamente e automaticamente nesta contagem de quatro, pode ir aumentando gradativamente a contagem para seis, depois oito... Você saberá o seu limite.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

"Autobiografia em Cinco Capítulos"

Capítulo 1
Vou andando pela rua.
Há um grande buraco na calçada.
Caio.
Estou perdido... Não sei o que fazer.
Não é culpa minha.
Demoro séculos em sair.

Capítulo 2
Caminho pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Faço de contas que não o vejo.
Volto a cair.
Não posso crer que haja caído no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Levo bastante tempo em sair.

Capítulo 3
Ando pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Está ali.
Caio... é uma rotina, mas tenho os olhos bem abertos.
Sei onde estou.
É culpa minha.
Saio rapidamente.

Capítulo 4
Vou pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Me esquivo.

Capítulo 5
Vou por outra rua.


Autor: Nelson Portia

Obs: Ericksonianamente, você pode pular do 1º para o 5º capítulo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas. Você sabia?

As pérolas são produtos da dor; resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.

Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo da ostra.

Como resultado, uma linda pérola vai se formando.

Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Embrulhando para presente

Uma conhecida anedota árabe conta que um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - Exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido. - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

A arte de ser feliz







Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

De grão em grão a galinha enche o papo!


Um homem estava passeando por uma praia deserta, ao pôr-do-sol, quando viu ao longe um jovem.
À medida que se aproximava, percebeu que se tratava de um nativo que se inclinava, apanhava alguma coisa, e a jogava em direção a água. O tempo todo o homem se abaixava, apanhava algo e arremessava na água.
Chegando mais perto, o homem percebeu que eram estrelas-do-mar que estavam na praia. e que o homem devolvia ao mar.
Ele ficou sem entender, aproximou-se do jovem e disse:
- Boa tarde amigo, tudo bem? Estou aqui pensando e querendo entender o que você está fazendo.
O nativo respondeu:
- Estou jogando as estrelas-do-mar de volta para a água. Sabe, agora que a maré baixou, se estas estrelas-do-mar não forem devolvidas ao oceano vão morrer por falta de oxigênio.
- Entendo – disse o homem – mas deve haver milhares de estrelas-do-mar nesta praia. Você não vai conseguir devolver todas elas, são muitíssimas. E a mesma coisa deve estar acontecendo em centenas de outras praias, em toda a costa. Na verdade seu gesto, apesar de nobre, não vai fazer nenhuma diferença.
O rapaz sorriu, inclinou-se, apanhou mais uma estrela e, arremessando-a de volta ao mar, lhe disse:
- Pra essa fez muita diferença!



terça-feira, 14 de julho de 2009

Em breve, numa sala próxima de você!

Encomendando meus cartões de visita recentemente, disse ao senhor responsável para escrever: psicoterapia breve. Gentilmente, este sugeriu algo como “na área de vocês, se é algo que terá em breve, é melhor não colocar em cartão, mas em um folder”. Ri muito e expliquei ao gentil vendedor que psicoterapia breve era um modelo de terapia de curta duração. 

É difícil dizer exatamente quanto durará um processo terapêutico – mesmo sendo breve, porque cada pessoa tem seu próprio ritmo – mas as diversas abordagens em geral costumam demorar um bom tempo. A psicoterapia ericksoniana é naturalmente breve: o cliente chega com algum ou alguns objetivos e a terapia se encerra quando os mesmos são atingidos (a não ser que surjam outros após isso). Nós, ericksonianos, achamos que a terapia não é uma solução; a solução é conseguir, o mais rápido possível, que os clientes saiam da terapia lidando saudavelmente com os diversos aspectos de suas vidas. 

E mesmo focada em algum ponto a terapia pode abranger várias áreas da vida da pessoa, assim como quando, num jogo de sinuca, uma tacada bem direcionada acerta uma bola que acerta outras, provocando o deslocamento de várias bolas que não foram tocadas diretamente pelo taco. 

Assim, se algum cliente chegar querendo saber logo em quanto tempo sairá da terapia, certamente eu posso dizer: em breve! :)  

Camila Sousa de Almeida

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