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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

sábado, 14 de novembro de 2009

O último conselho de um sábio

O discípulo de um filósofo foi procurar seu mestre que estava para morrer e perguntou-lhe: mestre, não terias mais alguma coisa a dizer a teu discípulo?

O sábio, então, abriu a boca e ordenou ao jovem que olhasse lá dentro. Vês minha língua? - perguntou.

Claro - respondeu o discípulo.


E os meus dentes, ainda existem perfeitos?

O discípulo replicou: não.

E sabes por que a língua sobrevive aos dentes? A língua é feita de carne e músculos, aliás músculos muito frágeis. Os dentes são estruturas mineralizadas, muito fortes, mas se acabam e caem primeiro, porque são duros. A língua é mole e flexível. Apesar de ser firme naquilo de que necessita, ela aprende a se adaptar... Assim aprendeste tudo o que vale a pena aprender. Nada mais tenho a ensinar-te.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O besouro é um inseto que, por suas características, não deveria voar, mas voa.

"Besouro" é um filme nacional que conta a história de Manuel Henrique Pereira (1895-1924), um capoeirista que se tornou um mito e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil. (www.besouroofilme.com.br)

Logo no início do filme, seu mestre fala sobre o besouro, que apesar de pesado e com asas finas, voa. E nem a ciência dá conta de como ele faz isso... Achei interessante esta observação e, pesquisando sobre isso, encontrei este texto:

Como os besouros conseguem voar sendo tão pesados e tendo asas tão finas?

O mecanismo que permite o voo dos besouros é o conjunto dos dois pares de asas que eles têm e a musculatura vigorosa. O primeiro par de asas (os élitros) desses insetos da ordem Coleoptera fica em posição superior e é bastante endurecido.

Quando o besouro está em repouso, funciona como um estojo que protege o segundo par. Este fica no interior, é membranoso, tem a consistência do couro e é sustentado por número variável de nervuras. Durante o voo, os élitros têm papel secundário, funcionando como um paraquedas.

O nome Coleoptera vem do grego e significa koleos = estojo e pteron = asa. Porque os besouros têm, em geral, corpo volumoso e pesado, seu voo, comparado ao de outros insetos, é de velocidade baixa: nos casos conhecidos, pode variar de 0,8 m/s a 3 m/s.

A musculatura responsável por fazê-los subir é bastante desenvolvida, sendo que alguns dos músculos que movem as asas se originam na coxa do inseto. O mecanismo básico é o seguinte: os besouros abrem os élitros que ficam imóveis, formando um ângulo com o corpo, estendem as asas membranosas até ficarem planas e dão um impulso com as pernas.

Assim, começam um voo planado e apenas em seguida dão início ao batimento vertical das asas membranosas, que possibilita seu deslocamento no ar. Muitas vezes, durante o voo planado, podem aproveitar as correntes aéreas para voarem mais alto.

Cleide Costa
Laboratório de Sistemática, Evolução e Bionomia de Coleóptera,
Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo

http://cienciahoje.uol.com.br/151020

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hipnose: a pá que cava tesouros escondidos

A maioria das pessoas já ouviu falar de hipnose, mas poucas sabem realmente do que se trata. Você pode já ter assistido a um programa de televisão em que alguém era hipnotizado e comia uma cebola sentindo o sabor de uma maçã, ou alguma outra demonstração similar. Tais indivíduos podem até dominar determinadas técnicas, mas carecem de senso ético. A hipnose é um fenômeno que demonstra que nossas capacidades vão muito além do que estamos acostumados a experimentar no cotidiano; através dela podemos trazer à tona recursos internos que não acessamos normalmente. Utilizá-la em demonstrações fúteis, sensacionalistas, sem um fim relevante, é utilizá-la de forma leviana.

Para nós, psicólogos, o uso da hipnose é aprovado e regulamentado pela Resolução CFP Nº 013/00 de 20 de Dezembro de 2000, como um recurso terapêutico auxiliar. É importante para as pessoas que buscam ajuda profissional assegurar-se de que o escolhido é habilitado, informar-se e, se necessário, denunciar aos órgãos responsáveis. Mas o que é, afinal, a hipnose?

Podemos conceituá-la como um estado alternativo de consciência, atenção e percepção, “no qual as limitações que uma pessoa tem, no que diz respeito à sua estrutura comum de referências e crenças, ficam temporariamente alteradas, de modo que a pessoa se torna receptiva aos padrões, às associações e aos moldes de funcionamento que conduzem à solução de problemas”, de acordo com Milton Erickson, o criador da hipnose moderna. Hipnose moderna? E como é isso?

A forma mais conhecida de hipnose, inclusive devido aos programas de televisão anteriormente citados, é aquela a qual chamamos de clássica: o sujeito permanece numa posição passiva, na qual é submetido diretamente às sugestões do hipnotizador, que determina “como”, “quando” e “o quê” ele experimenta. O mesmo padrão de tratamento, com as mesmas sugestões é aplicado a todos os indivíduos com aquele diagnóstico de “depressão”, “fobia”, “tabagismo”, etc.

Milton Erickson (1901 – 1980) criou novas formas de utilizar a hipnose, proporcionando um transe natural no qual o foco de atenção é interior. A hipnoterapia ericksoniana é um procedimento individualizado, ou seja, feito sob medida para aquela pessoa, naquele momento. Não tratamos “a depressão” mas sim aquele indivíduo, que vivencia aquelas dificuldades, do seu jeito particular e vai participando ativamente do processo, que não é determinado pelo terapeuta, mas orientado no sentido de facilitar que o mesmo entre em contato com seus recursos inconscientes que podem levá-lo à solução de suas dificuldades.

O uso do termo “terapeuta” no lugar de “hipnotizador” atenta para o fato de que somos profissionais de saúde, portanto, nosso objetivo é sempre proporcionar bem-estar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. A hipnose é ainda temida por muitos devido a idéias equivocadas tais como “a pessoa fica inconsciente e é controlada”; “a pessoa conta todos os seus segredos”; “a pessoa pode não voltar mais”. Na verdade, no estado de transe hipnótico não perdemos a consciência e não fazemos nada que não queiramos fazer; as sugestões podem ser aceitas ou não. E é impossível não voltar do transe; no máximo, podemos dormir e depois acordar normalmente. Além desses, há muitos outros mitos que podemos ir esclarecendo aos poucos.

Por ora, apresentamos a hipnose como um recurso facilitador, que acelera o processo terapêutico e pode trazer resultados fantásticos se bem utilizada. Amplas são as suas possibilidades de aplicação, abrangendo os mais diversos problemas de saúde e situações de vida, tais como estresse, transtornos alimentares, ansiedade, depressão, fobias, pânico, problemas de pele, disfunções sexuais, distúrbios do sono, dor, luto, baixa autoestima, timidez, entre tantos outros. O tesouro guardado todos nós temos. Mas para encontrá-lo é preciso pegar uma pá e cavar.

Camila Sousa de Almeida

Publicado no Portal Sergipe Saúde:

http://www.sergipesaude.com.br/artigo.php?op=36

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A linguagem do inconsciente


Ah, tudo é símbolo e analogia!
O vento que passa, a noite que esfria,
São outra coisa que a noite e o vento —
Sombras de vida e de pensamento.
Tudo o que vemos é outra coisa.
A maré vasta, a maré ansiosa,
É o eco de outra maré que está
Onde é real o mundo que há.

Tudo o que temos é esquecimento.
A noite fria, o passar do vento,
São sombras de mãos, cujos gestos são
A ilusão madre desta ilusão.
Fernando Pessoa

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

Albert Einstein


domingo, 1 de novembro de 2009

Lembranças


Um velho sábio chinês estava caminhando por um campo de neve, quando viu uma mulher chorando.
Dirigiu-se a ela e perguntou:
- Porque choras?
- Porque me lembro do passado, da minha juventude, da beleza que via no espelho... Deus foi cruel comigo por me fazer lembrar. Ele sabia que, ao recordar a primavera da minha vida, eu sofreria e acabaria chorando.
O sábio, então, em silêncio ficou contemplando o campo de neve, com o olhar fixo em determinado ponto...
A mulher, intrigada com aquela atitude, parou de chorar e perguntou:
- O que estás vendo aí?
- Eu vejo um campo florido, disse o sábio.
Deus foi generoso comigo por me fazer lembrar.
Ele sabia que, no inverno, eu poderia sempre recordar a primavera e sorrir.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Para refletir



"O pessimista se queixa do vento;
O otimista espera que ele mude;
O realista ajusta as velas do barco."

William George Ward

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A fé não move só montanhas...

Anchored from lindsey olivares on Vimeo.

A Lei

Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.
O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos fatos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor — sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar sobre as razões da mudança exatamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efetuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose. Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.

Teoria das Cores, Herberto Helder.

Como você quer viver daqui a 10 anos?


Mais informações: http://www.xixinobanho.org.br/

sábado, 17 de outubro de 2009

Você trabalha com hipnose, é? Você usa pêndulo?

O pêndulo é um instrumento da hipnose clássica; sua utilização não é indispensável para hipnotizar. O instrumento principal de trabalho do terapeuta ericksoniano é a voz. Ao cliente, cabe apenas estar disposto a ouvir...

Alheias e nossas

as palavras voam.

Bando de borboletas multicolores,

as palavras voam.

Bando azul de andorinhas,

bando de gaivotas brancas,

as palavras voam.

Voam as palavras

como águias imensas,

Como escuros morcegos

como negros abutres,

as palavras voam.


Oh! alto e baixo

em círculos e retas

acima de nós, em redor de nós

as palavras voam.


E às vezes pousam.

.

Cecília Meireles


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pode chorar


Milágrimas

Composição: Itamar Asumpção e Alice Ruiz

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo for já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um entre um milhão de caminhos...


Qualquer coisa é um caminho entre muitos caminhos. Por isso deve ter sempre presente que um caminho é só um caminho: se sente que não deveria seguí-lo, não deve seguir nele sob nenhuma condição... e não há vergonha nem para você, nem para outros, em deixá-lo se é isso o que seu coração lhe pede... olha cada caminho de perto e com intenção. Experimenta-o tantas vezes quantas considere necessário. Depois faz a você mesmo e somente a você, uma pergunta: esse caminho tem coração? Todos os caminhos são iguais: não levam a lugar nenhum. São caminhos que levam pelo matagal... Esse caminho tem coração? Se tiver, o caminho é bom; se não, de nada serve. Nenhum caminho leva a parte alguma, mas um tem coração e o outro não. Um torna prazerosa a viagem; enquanto o seguir, é um com ele. O outro lhe levará a maldizer sua vida. Um lhe faz forte, o outro lhe debilita...
Carlos Castañeda

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Você já observou como respira?


Muitos de nós não costumamos respirar de uma forma adequada. Quando nascemos, respiramos naturalmente e aos poucos vamos nos acostumando a ter uma respiração curta e rasa. Desfrutá-la longa e profundamente nos possibilita energizar e alimentar melhor o nosso corpo. Respirando corretamente, você massageia todos os seus órgãos internos, melhora sua circulação sanguínea e todas as suas funções vitais. Isso ajuda a equilibrar-se emocionalmente, ter mais disposição e concentração. Você pode aprender novamente a respirar, observando um bebê....


Uma entre tantas técnicas de respiração é respirar contando até quatro. É um trabalho com resultados excelentes. Você começa a encher os seus pulmões numa contagem bastante lenta até quatro, expandindo a sua caixa torácica com o objetivo de encher plenamente os seus pulmões, inclusive a parte superior que raramente se expande. Quando chegar ao quatro, quando você sentir que não pode mais tomar nem mais um pouquinho de ar, tome ainda mais uma rápida inspirada, segure o ar na contagem de quatro e exale também na contagem de quatro. Quando você sentir que já retirou todo o ar dos pulmões, dê mais uma espremida para sair um pouco mais de ar.
Você logo perceberá o quanto isso poderá fazer por você. Às vezes, quando você começar a praticar mais intensamente a sua respiração, poderá se sentir um pouco tonto, talvez, mas saiba que isto é um efeito normal.

Você pode controlar sua respiração enquanto caminha, corre, ou dirige, toma banho, em pé, sentado, ou deitado... E depois, quando perceber que já respira tranquilamente e automaticamente nesta contagem de quatro, pode ir aumentando gradativamente a contagem para seis, depois oito... Você saberá o seu limite.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

"Autobiografia em Cinco Capítulos"

Capítulo 1
Vou andando pela rua.
Há um grande buraco na calçada.
Caio.
Estou perdido... Não sei o que fazer.
Não é culpa minha.
Demoro séculos em sair.

Capítulo 2
Caminho pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Faço de contas que não o vejo.
Volto a cair.
Não posso crer que haja caído no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Levo bastante tempo em sair.

Capítulo 3
Ando pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Está ali.
Caio... é uma rotina, mas tenho os olhos bem abertos.
Sei onde estou.
É culpa minha.
Saio rapidamente.

Capítulo 4
Vou pela mesma rua.
Há um grande buraco na calçada.
Me esquivo.

Capítulo 5
Vou por outra rua.


Autor: Nelson Portia

Obs: Ericksonianamente, você pode pular do 1º para o 5º capítulo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas. Você sabia?

As pérolas são produtos da dor; resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.

Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo da ostra.

Como resultado, uma linda pérola vai se formando.

Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...

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