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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Opcionalmente



É muito bom saber que temos opções. Imagine uma freira que “não pode escolher o que vestir”; um presidiário que “não pode escolher o chão que vai pisar”; um menino de antigamente que “não podia chorar”. É certo que antes de chegar a essa aparente falta de escolha, muitas foram feitas, tendo-se tido opção ou não. Temos que escolher, não há escolha. Escolher ter escolha é uma opção? Você pode criar novas opções de escolha, e escolher o que vai optar, sem deixar de considerar o que não escolheu como uma opção possível de um dia ser escolhida, inédita ou novamente. A escolha é sua, tenha opção!

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ser ou sou?

Se eu fosse você não faria isso

O que?

Seu eu fosse, você não faria isso

Quem ta falando?

Eu.

Quem é você? 

Você eu não, eu sou eu.

Eu o que? Quem é?

Eu só sou você é só

Mas não se pré-ocupe

Tudo já está sendo

Em ser 

Então eu sou você?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Versão 2011


Seguindo o fluxo natural da vida, estou mais uma vez me mudando e, consequentemente, proporcionando mudanças para meus clientes.

O consultório, novinho em folha, faz parte da AVATAR SAÚDE, que começa a sair do casulo na Rua Permínio de Souza, nº 448, do bairro Cirurgia. Telefone: (79) 3222-9833.


 “Nada é permanente, exceto a mudança.” 
Heráclito

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Já percebeu?

 É curioso como o céu parece permanecer igual 
quando ficamos olhando para ele ininterruptamente... 

 
 
Mas se tiramos o olhar por um tempo, quando voltamos, 
vemos que mudou.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O amor-perfeito

Um rei foi para seu jardim e encontrou plantas, arbustos e flores murchas, quase morrendo. O carvalho disse que estava morrendo pois ele não podia ser tão alto como o pinho. Virando-se para o pinho, percebeu que estava murcho porque este era incapaz de dar uvas como a parreira. E a parreira estava morrendo, pois ela não podia florescer como a roseira. Mas encontrou o amor-perfeito florescendo e tão viçoso como jamais antes. Após inquirir, ele recebeu essa resposta:

“Eu tinha como certo que quando você me plantou você queria um Amor-perfeito. Se houvesse desejado um carvalho, uma videira ou uma roseira, você as teria plantado. Assim eu pensei desde que você me colocou aqui, eu devia fazer o melhor para ser eu mesma. Eu nada posso ser senão o que sou e estou tentando sê-lo no máximo da minha capacidade.”


Aceitação cria o ambiente no qual o amor cresce, é o solo no qual o amor floresce.

Trecho de "Auto-Aceitação" 
Tarô da Transformação 
Osho

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sou grat@


Por minha mulher...
por ela dizer que teremos cachorro-quente ao jantar, porque ela está em casa comigo!

Por meu marido...
por ele estar esparramado no sofá como um purê de batata, porque ele está comigo!

Pela adolescente lá de casa...
que está reclamando por ter que lavar a louça, porque isso significa que está em casa, e não nas ruas!

Pelas broncas do chefe...
pois isto significa que estou empregad@!

Pela bagunça que restou depois da festa...
porque isto significa que estive rodead@ de amigos!

Pelas roupas que estão ficando apertadas...
porque isso significa que tenho mais que o suficiente para comer!

Pela minha sombra que me observa em ação...
porque isso significa que estou fora, ao sol!

Pela grama que precisa ser cortada, pelas janelas que precisam ser limpas e pelas calhas que preciso consertar...
Porque isso significa que tenho uma casa!

Pela vaga que achei bem no final do estacionamento...
porque isso significa que posso caminhar e que tenho meio de transporte!

Pela conta monstruosa de energia que pago...
porque isso significa que estou sempre confortável!

Pela senhora desafinada que canta atrás de mim na Igreja...
porque isso significa que posso ouvir!

Pela pilha de roupas para lavar e passar...
porque isso significa que tenho roupa para vestir!

Pelo cansaço e músculos doloridos ao final do dia...
porque isso significa que fui capaz de dar duro o dia inteiro!

Pelo alarme que desligo pela manhã...
porque isso significa que continuo viv@! 

... 

Retirado de um e-mail recebido.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"O lado sério da hipnose"

A ciência explica como a técnica tem ajudado pacientes a deixar de fumar, perder peso, combater estresse e tratar dores crônicas

por Guilherme Pavarin e Tiago Mali 
 
 
A psicóloga Lina Schlachter ouve gritos vindos da emergência do centro médico da Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, e se apressa. No corredor do setor de traumas, depara-se com um mecânico de 42 anos urrando de dor. Ele teve a perna direita destroçada após um acidente em uma das fábricas da região e está imobilizado, suando muito. Após encontrar com Lina, pouco a pouco, os gritos do paciente se transformam em gemidos, cada vez mais baixos. Dez minutos depois, ele relata que a dor, antes insuportável, não o incomoda mais. No lugar, diz haver apenas um formigamento. Tudo isso, sem nenhum sedativo.

A cearense Lina, doutora em psicologia clínica pela Universidade do Tennessee, não faz mágica. “Foram exercícios de respiração e uma série de sugestões para que ele se concentrasse, pensasse no lugar de que mais gosta de passear e começasse a relaxar”, diz. O caso do acidente, apresentado em uma conferência médica nos Estados Unidos em 2008, é um exemplo de como a medicina tradicional tem se aliado a certas técnicas de hipnose para combater diversos problemas de saúde. Ele se soma a uma série de pesquisas publicadas em alguns dos periódicos científicos mais rigorosos do mundo, como Science, The Lancet e Proceedings of the National Academy. E o que esses estudos afirmam? Que dá, sim, para tratar dores crônicas, insônia, enxaqueca, obesidade, vícios, fobias, doenças de pele, entre outros males, com hipnose. Mas não é aquela hipnose de estalar dedos e fazer com que o problema desapareça. São sessões com método definido, em tratamentos que podem levar meses.
 
Não à toa, há cada vez mais cientistas e pesquisadores “hipnotizados” pelo tema. O número de estudos publicados por ano sobre o assunto cresceu 50% na última década, chegando a 280 só em 2009 (último ano com números fechados), segundo o banco de dados científico Pubmed. Entre as pesquisas recentes, destaca-se levantamento com 124 mulheres realizado em 2010 na Universidade de Stanford que constatou que a prática da hipnose pode atenuar o sofrimento de pacientes com câncer de mama. Outro trabalho, feito em 2008 na Universidade da Califórnia, avaliou fumantes que usaram a técnica para largar o cigarro — o grupo de hipnotizados teve 50% mais sucesso no tratamento em relação ao outro time.

Quem hipnotiza hoje não são showmen com ar sombrio, jeito de ilusionista e papo de charlatão. Os novos hipnotizadores têm diploma de médico, psicólogo ou dentista, e preferem ser chamados de hipnólogos. Não se encontram em programas de variedades, mas em locais como o Hospital das Clínicas, o A.C. Camargo e o São Camilo, todos em São Paulo, além de clínicas médicas renomadas. “A prática vem crescendo bastante no Brasil, principalmente contra problemas de somatização, quando uma doença se manifesta ou se agrava por causa de algum distúrbio emocional. Os conselhos federais de medicina, psicologia, odontologia e fisioterapia já a aprovam”, diz a psicóloga Miriam Pontes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, que conta com 2 mil profissionais associados em todo o Brasil. 
 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As maçãs



Tempo é só uma palavra.
A realidade é feita de maçãs. As maçãs são reais.
Têm cor. Têm cheiro. Têm forma. E gosto.
Cada uma é única e todas são doces. Mesmo quando não são.
Posso gostar de sua cor, sentir seu cheiro
e desejar sua forma enquanto como seu gosto.
Ou desejar sua cor, comendo sua forma
e gostando do seu cheiro enquanto sinto seu gosto.
Maçãs são colhidas no tempo certo.
Mas o tempo é só uma palavra.
As maçãs é que ensinam a viver.

Camila Sousa de Almeida
02 de abril de 2008

Rua da Passagem


Os curiosos atrapalham o trânsito
Gentileza é fundamental

Não adianta esquentar a cabeça
Não precisa avançar no sinal

Dando seta pra mudar de pista
Ou pra entrar na transversal

Pisca alerta pra encostar na guia
Pára brisa para o temporal

Já buzinou, espere, não insista,
Desencoste o seu do meu metal

Devagar pra contemplar a vista
Menos peso do pé no pedal

Não se deve atropelar um cachorro
Nem qualquer outro animal

Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual

Motoqueiro caminhão pedestre
Carro importado carro nacional

Mas tem que dirigir direito
Para não congestionar o local

Tanto faz você chegar primeiro
O primeiro foi seu ancestral

É melhor você chegar inteiro
Com seu venoso e seu arterial

A cidade é tanto do mendigo
Quanto do policial

Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual

Travesti trabalhador turista
Solitário família casal

Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual

Sem ter medo de andar na rua
Porque a rua é o seu quintal

Todo mundo tem direito à vida
Todo mundo tem direito igual

Boa noite, tudo bem, bom dia,
Gentileza é fundamental

Pisca alerta pra encostar na guia
Com licença, obrigado, até logo, tiau.

Composição: Arnaldo Antunes / Lenine

sábado, 1 de janeiro de 2011

O poço e a pedra

Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.
 
Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.
 
O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado: "sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!"- pediu ajoelhando-se.
 
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse: "estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"
 
Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu: "sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
 
O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço.
 
Pouco depois, veio a voz do monge: "pode puxar!"
 
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir
 
Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início
 
Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo.
 
Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
 
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado: "hei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo."
 
De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
 
"Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada." [Autor desconhecido]
 
Você pode soltar a(s) pedra(s), depende de você.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Eu Novo

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

Cecília Meireles


domingo, 26 de dezembro de 2010

Equipada mente

Estava na praia tirando fotos quando a carga das pilhas da máquina acabou. Na bolsa tinha novas pilhas recarregáveis, numa embalagem tão hermeticamente fechada que me perguntei por que não abri antes de sair, com uma tesoura ou faca. 

Bem, de nada adiantava chorar o leite derramado (ou seria a caixa de leite lacrado? rs), eu estava ali precisando das pilhas e tinha que arrumar um meio de, naquele momento, ter acesso a elas. 

Apenas com minhas mãos eu não conseguiria abrir, pelo menos não sem me cortar. Então busquei entre as outras coisas que levava na bolsa algo que pudesse me servir de ferramenta, e achei o molho de chaves! Com um pouco de dificuldade consegui abrir a embalagem, improvisando o instrumento principal que utilizei: a criatividade. 

Camila Sousa de Almeida

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Movimento comente mais

O selo dispensa comentários. 
Meus, não seus. rs

Idéia: http://www.dasgurias.com/2010/05/14/movimento-comente-mais/

sábado, 18 de dezembro de 2010

A sexualidade e assexualidade


Tenho ouvido e lido sobre um não-novo grupo de pessoas que agora estão resolvendo sair do armário: @s assexuad@s. São pessoas que não gostam e não têm a mínima vontade de ter relações sexuais ou qualquer contato deste tipo com outras, mas que se apaixonam, gostam e querem se relacionar amorosamente (beijar, abraçar, namorar, até mesmo casar e ter filh@s). Há ainda aqueles que nem disso sentem falta e desejo: são @s chamad@s atualmente de assexuad@s não-romântic@s. 

Gente que costuma sofrer desde cedo nessa sociedade de tantas cobranças, primeiramente porque não sabem o que lhes acontece “de errado”; até compreenderem-se e, para sobreviver, ter que buscar uma forma de continuar respirando mesmo fora d’água... Muitas vezes julgad@s de ser o que não são, por uma suposta falta de definição (engraçado, já vi isso acontecer antes) muit@s acabam esforçando-se para fazer o que é esperado que se faça. Mas simplesmente o que empolga e atrai a maioria das pessoas, a partir de uma certa idade, (seja de um lado, de outro ou de ambos) para el@s é indiferente. 

Aí fica difícil satisfazer a necessidade humana de inserir tudo e todos numa categoria conhecida, que permita inferir-lhes características comuns a outros “iguais”. O indivíduo sente essa necessidade de inserção de si mesmo na busca do “quem eu sou” e de inserção do outro para saber “quem é el@” e assim poder sentir-se algum “nós”, pois uma identidade também se cria a partir de quem não somos. Agora, ao levantar a voz, @s assexuad@s começam a perceber que também têm um "nós".

Hoje assistimos (e participamos) de muitas guerras; uma delas se dá entre essa diversidade sexual que mostra a cara e os velhos padrões e preconceitos de quem não quer ouvir seus semelhantes – porque no final das contas há mais semelhanças – falar em voz alta. Sim, porque no fundo el@s nunca estiveram quiet@s... E inquieto agora está o mundo que, baseando seu modo de vida capitalista na manipulação dos desejos humanos, lamenta a descoberta de pessoas bem resolvidas com o fato de que absolutamente não querem sexo!

De que adianta manter velhas estruturas se o construído continua desabando?

@ = eles e elas. 

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Conto do Sábio Chinês


Era uma vez
Um sábio chinês
Que um dia sonhou
Que era uma borboleta
Voando nos campos
Pousando nas flores
Vivendo assim
Um lindo sonho...
Até que um dia acordou
E pro resto da vida
Uma dúvida
Lhe acompanhou...
Se ele era
Um sábio chinês
Que sonhou
Que era uma borboleta
Ou se era uma borboleta
Sonhando que era
Um sábio chinês...

Composição: Raul Seixas
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