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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tocar um braço é tocar uma pessoa


Estava lendo um livro de um terapeuta – muito bom, a propósito – em que ele afirma haver uma necessidade de revelação total d@ paciente (termo utilizado por ele) na psicoterapia. Fui obrigada a discordar. 

Não penso que a terapia seja baseada em necessidade alguma, além da participação voluntária; mas sim que se desenvolve diante de infinitas possibilidades. @ cliente (termo que eu uso, apesar de não ser dos melhores também) procura a terapia para sentir-se melhor e é muito difícil que isso aconteça à força ou sob pressão. Mostrar-se é uma conseqüência da vontade da pessoa em atingir seus objetivos, somada à habilidade d@ terapeuta em deixar a pessoa à vontade o suficiente para isso. Observem que o verbo aqui é DEIXAR e não empurrar. 

E se a aceitação da pessoa é um princípio terapêutico bastante importante, nisso se inclui respeitar seu direito à privacidade. É @ terapeuta quem deve se adaptar ao cliente; que deve ser capaz de trabalhar com o que tem, de fazer o máximo que pode apenas com o que sabe. Porque é impossível saber tudo! Mas, ao mesmo tempo, é possível  mexer com tudo, quando se muda qualquer coisa. Eu não precisaria saber todos os ingredientes que uma sopa tem para mudar seu sabor acrescentando um legume diferente na panela.

É muito bom perceber que não se resolve apenas o que é dito, mas aquilo no que foi mexido. A dança em si se faz em silêncio.

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 21 de março de 2011

O uso da hipnose na Psicologia

RESOLUÇÃO CFP N.º 013/00 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2000


Aprova e regulamenta o uso da
Hipnose como recurso auxiliar de
trabalho do Psicólogo.

 




O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei nº 5.766, de 20 de dezembro de 1971 e;
 
CONSIDERANDO o valor histórico da utilização da Hipnose como técnica de recurso auxiliar no trabalho do psicólogo e;

CONSIDERANDO as possibilidades técnicas do ponto de vista terapêutico como recurso coadjuvante e;

CONSIDERANDO o avanço da Hipnose, a exemplo da Escola Ericksoniana no campo psicológico, de aplicação prática e de valor científico e;

CONSIDERANDO que a Hipnose é reconhecida na área de saúde, como um recurso técnico capaz de contribuir nas resoluções de problemas físicos e psicológicos e;

CONSIDERANDO ser a Hipnose reconhecida pela Comunidade Científica Internacional e Nacional como campo de formação e prática de psicólogos,

RESOLVE:

Art. 1º – O uso da Hipnose inclui-se como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, quando se fizer necessário, dentro dos padrões éticos, garantidos a segurança e o bem estar da pessoa atendida;

Art. 2º - O psicólogo poderá recorrer a Hipnose, dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar capacitação adequada, de acordo com o disposto na alínea “a” do artigo 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Art. 3º - É vedado ao psicólogo a utilização da Hipnose como instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista ou que crie situações constrangedoras às pessoas que estão se submetendo ao processo hipnótico.

Art. 4° - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5° - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília (DF), 20 de dezembro de 2000.

ANA MERCÊS BAHIA BOCK
Conselheira-Presidente

sábado, 12 de março de 2011

Se toque!



A pessoa que menos costuma te observar no dia-a-dia é você mesmo, já observou?! Os outros vêem mais suas expressões, seus gestos, escutam suas palavras percebendo mais fácil o tom de voz utilizado e, muito mais frequentemente, vêem o que você está vestindo, o que o espelho lhe mostra pouco e por reduzidos ângulos. Você não costuma ver como anda, como come, como sorri, como chora (ou prende esse choro) e como falam seus olhos até o que você não ousa pronunciar. 

E já que não nos percebemos como os outros percebem, às vezes podemos ouvir alguém nos falar: “se toque!”. Talvez isso anuncie alguma incoerência. Talvez alguma coisa tenha para se reparar. 

Você tem se tocado? Tem buscado comunicar-se com você mesmo? Talvez algumas partes suas, como o seu corpo, estejam carentes de você. Da sua atenção, dos seus cuidados, da sua compreensão. Porque o corpo fala e nos dá sinais o tempo todo, mas nem sempre nos dispomos a ouvir, já que somos nós mesmos ali... Mas nós mesmos somos como os outros: precisamos também ouvir, não só falar. 

É verdade que temos vários sentidos bem elaborados para apreender aquilo que vem de fora, mas temos também a habilidade – e necessidade – de conhecer o que vem do nosso interior. E podemos aprender alguma coisa com isso. Observe que, internamente, você pode ouvir a sua própria respiração. E esse som de lá de dentro só você pode ouvir. 

Mas quando alguém fala, fala, e não é ouvido, faz o que? Às vezes experimenta gritar. E sim, seu corpo também grita, assim como partes da sua mente – em formas de comportamentos incongruentes com seu modo de pensar. É como um filho adolescente: se você não se abre para o diálogo, não tem tempo para ouvir e fazer algo junto; se não se aproximar, ele vai ficar tão distante que vocês vão parecer estranhos e a rebeldia dele não vai ser fácil de controlar. Ele buscará seus meios para, consciente ou inconscientemente, a sua atenção para ele chamar. 

Toque é contato, ato de aproximar. E ninguém pode ficar tão perto de você quanto você mesmo. Portanto, trate de se tocar!

Camila Sousa de Almeida


quinta-feira, 10 de março de 2011

A tensão



De passageira numa moto, avistei à frente do meu caminho uma lombada daquelas feitas de pedras. Logo me preparei para passar por ela, tensionando todo o corpo para que não sentisse tanto incômodo. Mas o motorista achou uma falha e, inesperadamente, passou por um espaço vazio entre as pedras. Assim, nem aconteceu o que eu esperava; e o único incômodo real que tive foi a pré-tensão de ter me preparado. 

Camila Sousa de Almeida

sábado, 5 de março de 2011

Comece


Às vezes, para fazer algo, basta começar. O primeiro impulso pode conter dentro de si todos os recursos necessários ao cumprimento do ato completo. 

Assim é para mim escrever. Simplesmente pôr em movimento a vontade pode trazer à tona algum conteúdo que, de repente, se mostra útil para alguém. E esse alguém inicialmente sou eu. Porque fazer algo que lhe dá prazer é estar fazendo algum bem ao mundo, muitas vezes de uma forma que você não espera ou não imagina, ou até mesmo sem você saber. Pois se um bater de asas de borboleta na China pode provocar um vendaval aqui, por que o ato que me dá prazer não iria provocar algum misterioso efeito lá, aqui ou ali?

Talvez pensar isso seja justamente o que faça isso acontecer. Sendo o pensamento uma ação concreta dentro do meu cérebro, tendo como conseqüência reações corporais, ampliando assim, a si mesmo (do cérebro para o resto do corpo); pensar já é provocar efeitos no mundo:
 
A MENTE PENSA (CONSCIENTE OU INCONSCIENTEMENTE)
O CÉREBRO CONCRETIZA (FÍSICO-QUIMICAMENTE)
O RESTO DO CORPO REAGE (SENSAÇÕES, EMOÇÕES, SOMATIZAÇÕES)
O CORPO ATUA NO AMBIENTE (COMUNICANDO AS MENSAGENS DOS SEUS PENSAMENTOS)

Podemos perceber que cada um de nós é um micro universo, convivendo com diversos outros, formando sistemas baseados no princípio natural básico da conexão. Os movimentos dos corpos celestes nos afetam; por que não iam os movimentos dos nossos corpos afetar a eles? E se tudo é interdependente, da minha felicidade depende parte da felicidade do mundo. Por isso escrevo. Por isso estou aqui, a ser feliz. 

Camila Sousa de Almeida

Flexibilidade é necessidade!

O gerente chama o empregado da área de produção. É um homem forte, 1,90m de altura, 100kg, recém admitido, e inicia o diálogo: 

- Qual é o seu nome? 

- Eduardo - responde o empregado. 

- Olhe, - explica o gerente - eu não sei em que espelunca você trabalhou antes, mas aqui nós não chamamos as pessoas pelo seu primeiro nome. Isso é muito familiar e pode levar a perda de autoridade. Eu só chamo meus funcionários pelo sobrenome: Ribeiro, Matos, Souza... Então saiba que eu sou seu gerente e quero que me chame de Mendonça. Bem, agora quero saber: qual é o seu nome completo?

O empregado responde:
- Meu nome é Eduardo Paixão. 

- Tá certo, Eduardo. Pode ir agora...


:P


sexta-feira, 4 de março de 2011

No Shopping

Elas sobem e descem. Não fazem idéia de quem são, só do que querem. E as idéias parecem brotar como plantas do chão; inconseqüentes conseqüências do que se acumulou, sem exposição, por anos ou séculos em vão. 

Viemos aqui buscar ou ter? Na verdade não se pode ter nada além de ilusões. Por isso sorriem, por isso olham no espelho e encontram respostas. E as dúvidas, onde estão? 

Ninguém pode vender o que é dado, mas aposto que eles, na ironia do destino, vão. Porque o chão é feito de carne; o céu, de ação. E a estupidez é aquela [tão bela] que vive em promoção!

Camila Sousa de Almeida

Eles são...

Crianças.

Pessoas.





Deixem que eles escolham suas próprias etiquetas.
Chega de rótulos psiquiátricos para crianças.

terça-feira, 1 de março de 2011

Você tem experiência?

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. E ele foi aprovado. 

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da Panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a Cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência. Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"
 

Quando me amei de verdade

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O que de bom aconteceu?


Às vezes um acontecimento sem importância é capaz de transformar toda a beleza em um momento de angústia. Insistimos em ver o cisco no olho, e esquecemos as montanhas, os campos e as oliveiras.


Paulo Coelho

Opcionalmente



É muito bom saber que temos opções. Imagine uma freira que “não pode escolher o que vestir”; um presidiário que “não pode escolher o chão que vai pisar”; um menino de antigamente que “não podia chorar”. É certo que antes de chegar a essa aparente falta de escolha, muitas foram feitas, tendo-se tido opção ou não. Temos que escolher, não há escolha. Escolher ter escolha é uma opção? Você pode criar novas opções de escolha, e escolher o que vai optar, sem deixar de considerar o que não escolheu como uma opção possível de um dia ser escolhida, inédita ou novamente. A escolha é sua, tenha opção!

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ser ou sou?

Se eu fosse você não faria isso

O que?

Seu eu fosse, você não faria isso

Quem ta falando?

Eu.

Quem é você? 

Você eu não, eu sou eu.

Eu o que? Quem é?

Eu só sou você é só

Mas não se pré-ocupe

Tudo já está sendo

Em ser 

Então eu sou você?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Versão 2011


Seguindo o fluxo natural da vida, estou mais uma vez me mudando e, consequentemente, proporcionando mudanças para meus clientes.

O consultório, novinho em folha, faz parte da AVATAR SAÚDE, que começa a sair do casulo na Rua Permínio de Souza, nº 448, do bairro Cirurgia. Telefone: (79) 3222-9833.


 “Nada é permanente, exceto a mudança.” 
Heráclito

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Já percebeu?

 É curioso como o céu parece permanecer igual 
quando ficamos olhando para ele ininterruptamente... 

 
 
Mas se tiramos o olhar por um tempo, quando voltamos, 
vemos que mudou.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O amor-perfeito

Um rei foi para seu jardim e encontrou plantas, arbustos e flores murchas, quase morrendo. O carvalho disse que estava morrendo pois ele não podia ser tão alto como o pinho. Virando-se para o pinho, percebeu que estava murcho porque este era incapaz de dar uvas como a parreira. E a parreira estava morrendo, pois ela não podia florescer como a roseira. Mas encontrou o amor-perfeito florescendo e tão viçoso como jamais antes. Após inquirir, ele recebeu essa resposta:

“Eu tinha como certo que quando você me plantou você queria um Amor-perfeito. Se houvesse desejado um carvalho, uma videira ou uma roseira, você as teria plantado. Assim eu pensei desde que você me colocou aqui, eu devia fazer o melhor para ser eu mesma. Eu nada posso ser senão o que sou e estou tentando sê-lo no máximo da minha capacidade.”


Aceitação cria o ambiente no qual o amor cresce, é o solo no qual o amor floresce.

Trecho de "Auto-Aceitação" 
Tarô da Transformação 
Osho

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sou grat@


Por minha mulher...
por ela dizer que teremos cachorro-quente ao jantar, porque ela está em casa comigo!

Por meu marido...
por ele estar esparramado no sofá como um purê de batata, porque ele está comigo!

Pela adolescente lá de casa...
que está reclamando por ter que lavar a louça, porque isso significa que está em casa, e não nas ruas!

Pelas broncas do chefe...
pois isto significa que estou empregad@!

Pela bagunça que restou depois da festa...
porque isto significa que estive rodead@ de amigos!

Pelas roupas que estão ficando apertadas...
porque isso significa que tenho mais que o suficiente para comer!

Pela minha sombra que me observa em ação...
porque isso significa que estou fora, ao sol!

Pela grama que precisa ser cortada, pelas janelas que precisam ser limpas e pelas calhas que preciso consertar...
Porque isso significa que tenho uma casa!

Pela vaga que achei bem no final do estacionamento...
porque isso significa que posso caminhar e que tenho meio de transporte!

Pela conta monstruosa de energia que pago...
porque isso significa que estou sempre confortável!

Pela senhora desafinada que canta atrás de mim na Igreja...
porque isso significa que posso ouvir!

Pela pilha de roupas para lavar e passar...
porque isso significa que tenho roupa para vestir!

Pelo cansaço e músculos doloridos ao final do dia...
porque isso significa que fui capaz de dar duro o dia inteiro!

Pelo alarme que desligo pela manhã...
porque isso significa que continuo viv@! 

... 

Retirado de um e-mail recebido.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"O lado sério da hipnose"

A ciência explica como a técnica tem ajudado pacientes a deixar de fumar, perder peso, combater estresse e tratar dores crônicas

por Guilherme Pavarin e Tiago Mali 
 
 
A psicóloga Lina Schlachter ouve gritos vindos da emergência do centro médico da Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, e se apressa. No corredor do setor de traumas, depara-se com um mecânico de 42 anos urrando de dor. Ele teve a perna direita destroçada após um acidente em uma das fábricas da região e está imobilizado, suando muito. Após encontrar com Lina, pouco a pouco, os gritos do paciente se transformam em gemidos, cada vez mais baixos. Dez minutos depois, ele relata que a dor, antes insuportável, não o incomoda mais. No lugar, diz haver apenas um formigamento. Tudo isso, sem nenhum sedativo.

A cearense Lina, doutora em psicologia clínica pela Universidade do Tennessee, não faz mágica. “Foram exercícios de respiração e uma série de sugestões para que ele se concentrasse, pensasse no lugar de que mais gosta de passear e começasse a relaxar”, diz. O caso do acidente, apresentado em uma conferência médica nos Estados Unidos em 2008, é um exemplo de como a medicina tradicional tem se aliado a certas técnicas de hipnose para combater diversos problemas de saúde. Ele se soma a uma série de pesquisas publicadas em alguns dos periódicos científicos mais rigorosos do mundo, como Science, The Lancet e Proceedings of the National Academy. E o que esses estudos afirmam? Que dá, sim, para tratar dores crônicas, insônia, enxaqueca, obesidade, vícios, fobias, doenças de pele, entre outros males, com hipnose. Mas não é aquela hipnose de estalar dedos e fazer com que o problema desapareça. São sessões com método definido, em tratamentos que podem levar meses.
 
Não à toa, há cada vez mais cientistas e pesquisadores “hipnotizados” pelo tema. O número de estudos publicados por ano sobre o assunto cresceu 50% na última década, chegando a 280 só em 2009 (último ano com números fechados), segundo o banco de dados científico Pubmed. Entre as pesquisas recentes, destaca-se levantamento com 124 mulheres realizado em 2010 na Universidade de Stanford que constatou que a prática da hipnose pode atenuar o sofrimento de pacientes com câncer de mama. Outro trabalho, feito em 2008 na Universidade da Califórnia, avaliou fumantes que usaram a técnica para largar o cigarro — o grupo de hipnotizados teve 50% mais sucesso no tratamento em relação ao outro time.

Quem hipnotiza hoje não são showmen com ar sombrio, jeito de ilusionista e papo de charlatão. Os novos hipnotizadores têm diploma de médico, psicólogo ou dentista, e preferem ser chamados de hipnólogos. Não se encontram em programas de variedades, mas em locais como o Hospital das Clínicas, o A.C. Camargo e o São Camilo, todos em São Paulo, além de clínicas médicas renomadas. “A prática vem crescendo bastante no Brasil, principalmente contra problemas de somatização, quando uma doença se manifesta ou se agrava por causa de algum distúrbio emocional. Os conselhos federais de medicina, psicologia, odontologia e fisioterapia já a aprovam”, diz a psicóloga Miriam Pontes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, que conta com 2 mil profissionais associados em todo o Brasil. 
 
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