Todo ser humano possui um dom primordial: a capacidade de aprender. E sai aprendendo de tudo por aí, mantendo em seus hábitos diários aquilo que a vida lhe ensinou mais vezes, digamos assim...
Como parte do instinto de sobrevivência, aprendemos a engolir, mesmo antes de nascer. Por isso que, às vezes, num cúmulo de absorção daquilo que o ambiente oferece, o feto engole o líquido que envolve e protege seu ser.
É, aprender o que se deixa entrar e o que deve permanecer do lado de fora é uma tarefa delicada.
O mundo, do jeito que está hoje, nos incentiva a engolir frequentemente sapos, alimentos com agrotóxicos, choro e pílulas que se espera que façam milagres. Com tanto exercício de deglutição, acabamos por estender esse ato a sentimentos positivos que nos passam os outros, nos contextos que menos necessitam dessa nossa retenção.
A dificuldade de se expressar livremente às vezes é tanta que não conseguimos (ou não nos permitimos) elogiar. Achamos um amigo bonito, nossa professora fantástica, o jeito que alguém ri ou dança uma graça, mas não falamos nada! Muitas dessas pessoas elogiáveis andam por aí de cabeça baixa, se achando feias, ou absolutamente sem graça; sem saber o quanto as acham divertidas, charmosas e os vários motivos para serem apreciadas. Custa lhes confessar?!
Quando alguém lhe provoca um sorriso, uma sensação boa, um brilho no olhar, é uma oportunidade perfeita para você a mesma coisa a ele/a proporcionar! Ah, confessa, vai...
Camila Sousa de Almeida













