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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Confesse


Todo ser humano possui um dom primordial: a capacidade de aprender. E sai aprendendo de tudo por aí, mantendo em seus hábitos diários aquilo que a vida lhe ensinou mais vezes, digamos assim...

Como parte do instinto de sobrevivência, aprendemos a engolir, mesmo antes de nascer. Por isso que, às vezes, num cúmulo de absorção daquilo que o ambiente oferece, o feto engole o líquido que envolve e protege seu ser.  

É, aprender o que se deixa entrar e o que deve permanecer do lado de fora é uma tarefa delicada. 

O mundo, do jeito que está hoje, nos incentiva a engolir frequentemente sapos, alimentos com agrotóxicos, choro e pílulas que se espera que façam milagres. Com tanto exercício de deglutição, acabamos por estender esse ato a sentimentos positivos que nos passam os outros, nos contextos que menos necessitam dessa nossa retenção. 

A dificuldade de se expressar livremente às vezes é tanta que não conseguimos (ou não nos permitimos) elogiar. Achamos um amigo bonito, nossa professora fantástica, o jeito que alguém ri ou dança uma graça, mas não falamos nada! Muitas dessas pessoas elogiáveis andam por aí de cabeça baixa, se achando feias, ou absolutamente sem graça; sem saber o quanto as acham divertidas, charmosas e os vários motivos para serem apreciadas. Custa lhes confessar?!

Quando alguém lhe provoca um sorriso, uma sensação boa, um brilho no olhar, é uma oportunidade perfeita para você a mesma coisa a ele/a proporcionar! Ah, confessa, vai...

Camila Sousa de Almeida

domingo, 24 de abril de 2011

Felicidade




Composição : Marcelo Jeneci/Chico César

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
/Dançar na chuva quando a chuva vem./

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aprendendo “na-tora-mente”, como dizem...


Tragédias, massacres, catástrofes da natureza, a violenta (re)ação se tornando cada vez mais constante no nosso mundo. Seria mero acaso, culpa sempre do próximo ou conseqüências de nossos atos? 

A re-volta verdadeira é nossa ou desses fatos? Quem começou? Procurar culpas e encontrar “os culpados” parece uma tradição diante do inexplicável; um modo de tentar manter-se numa posição confortável: aquela de quem não tem “nada a ver” com o ocorrido e apenas viu pela TV, no noticiário. Mas na TV só passa aquilo que tenha quem assista. Uma pergunta: a violência está fora ou dentro de mim, quando me permito ser diariamente violado?

Assistir é uma forma passiva de participar ativamente. Sim, porque o observador também influi no desenrolar dos fatos observados, fenômeno comprovado por pesquisas científicas. É o subjetivo influenciando o objetivo, não só sendo influenciado. 

Ontem assisti uma reportagem interessante, sobre o que aconteceu depois do assassinato de crianças e adolescentes numa escola, por um homem que, em poucos instantes, interferiu para sempre na vida de muitas famílias. Em retaliação, picharam o muro da casa de seus familiares. Mas voluntários, desconhecidos de tais alvos, pintavam o referido muro de branco, estancando assim a violência, que uma bola de neve gerava. Como esperar o fim levando algo adiante? Alguns se perguntavam...

E na mesma linha de raciocínio sábio, ia uma mãe recolher a mochila da filha morta; além de já ter doado os órgãos da menina, repassaria ainda os livros dela, ainda em bom estado. Mais didática era a atitude da mãe cidadã, do que aqueles objetos a serem doados. Destoando do comum, estava ali a filmagem da dor do vivo, transformada em lindas cores de solidariedade. 

Como num truque de mágica parecia incrível como, algo que costuma levar as pessoas para um movimento interno de mergulho em seus sentimentos, na falta e no vazio que parecem deixar esses momentos, estava levando alguém a olhar justamente para o lado de fora; e querer preencher algo além de si mesma... 

Será que finalmente estamos aprendendo? O exemplo de Gandhi está sendo compreendido? Será que a morte está conseguindo se tornar mais do que corpos caídos nos vãos e impedindo que nossas vidas sigam nocivamente em vão?

Camila Sousa de Almeida

sábado, 9 de abril de 2011

Não Basta


Não basta abrir a janela

Para ver os campos e o rio.

Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
 
Alberto Caeiro

terça-feira, 29 de março de 2011

Congresso Brasileiro de Hipnose

Aviso: O Congresso foi cancelado.

Hipnose no Século XXI: Desafios e Possibilidades

O principal intuito do Congresso é o de favorecer a divulgação e o conhecimento da Hipnose aplicada às áreas de saúde, atingindo tanto o público profissional quanto o estudantil. Conhecer a contribuição dos profissionais psicoterapeutas do Brasil, realizando intercâmbio de idéias, experiências e conhecimento acerca desta área do saber. Apoiar modelos de intervenção mais breves e efeitos no atendimento de um público mais amplo.

 
16, 17 e 18 de Setembro de 2011
Instituto Milton H. Erickson de Belo Horizonte
Rua Conde Linhares, 837 – Cidade Jardim
CEP: 30.380-030 – Belo Horizonte – MG
Fone: (31) 3296-5299 – email: instituto@ericksonbh.com.br
http://www.miltonerickson-bh.psc.br/

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aprendendo a lição

 

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.  

Gibran Khalil Gibran


Fogo de Artifício



Fogo de Artifício

Você já se sentiu
Como um saco plástico
Flutuando pelo vento
Querendo começar de novo?

Você já se sentiu,
Com um papel bem fino
Como um castelo de cartas
A um sopro de desmoronar?

Você já se sentiu
Como se estivesse enterrado ao fundo
Gritando sob seis palmos
Mas ninguém parece ouvir nada?

Você sabe que ainda
Há uma chance para você?
Porque há uma faísca em você

Você só tem
Que acendê-la
E deixá-la brilhar
Apenas domine a noite
Como no dia da independência

Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer “Ah, ah, ah!”
Enquanto você é atirado pelo céu “Ah, ah!”

Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer “Ah, ah, ah!”
Você vai deixá-los dizendo “awe, awe, awe”

Você não tem que se sentir
como um desperdício de espaço
Você é original,
não pode ser substituído

Se você soubesse
o que o futuro guarda
Depois de um furacão
vem um arco-íris

Talvez a razão pela qual
todas as portas estejam fechadas
É que você possa abrir uma que te leve
para a estrada perfeita

Como um relâmpago,
seu coração vai brilhar
E quando chegar a hora, você saberá

Você só tem que
acender a luz
E deixá-la brilhar
Apenas domine a noite
Como o dia da independência

Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer “Ah, ah, ah!”
Enquanto você é atirado pelo céu “Ah, ah!”

Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer “Ah, ah, ah!”
Você vai deixá-los dizendo “awe, awe, awe”

Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Sempre esteve dentro de você, você, você
E agora é hora de deixá-lo sair

Porque baby, você é um fogo de artifício
Vá em frente, mostre o que você vale
Faça-os fazer “Ah, ah, ah!”
Enquanto você é atirado pelo céu “Ah, ah!”

Baby, você é um fogo de artifício
Vamos, deixe suas cores explodirem
Faça-os fazer “Ah, ah, ah!”
Você vai deixá-los dizendo “awe, awe, awe”

Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua
Boom, boom, boom
Mais brilhante que a lua, lua, lua

Katy Perry

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tocar um braço é tocar uma pessoa


Estava lendo um livro de um terapeuta – muito bom, a propósito – em que ele afirma haver uma necessidade de revelação total d@ paciente (termo utilizado por ele) na psicoterapia. Fui obrigada a discordar. 

Não penso que a terapia seja baseada em necessidade alguma, além da participação voluntária; mas sim que se desenvolve diante de infinitas possibilidades. @ cliente (termo que eu uso, apesar de não ser dos melhores também) procura a terapia para sentir-se melhor e é muito difícil que isso aconteça à força ou sob pressão. Mostrar-se é uma conseqüência da vontade da pessoa em atingir seus objetivos, somada à habilidade d@ terapeuta em deixar a pessoa à vontade o suficiente para isso. Observem que o verbo aqui é DEIXAR e não empurrar. 

E se a aceitação da pessoa é um princípio terapêutico bastante importante, nisso se inclui respeitar seu direito à privacidade. É @ terapeuta quem deve se adaptar ao cliente; que deve ser capaz de trabalhar com o que tem, de fazer o máximo que pode apenas com o que sabe. Porque é impossível saber tudo! Mas, ao mesmo tempo, é possível  mexer com tudo, quando se muda qualquer coisa. Eu não precisaria saber todos os ingredientes que uma sopa tem para mudar seu sabor acrescentando um legume diferente na panela.

É muito bom perceber que não se resolve apenas o que é dito, mas aquilo no que foi mexido. A dança em si se faz em silêncio.

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 21 de março de 2011

O uso da hipnose na Psicologia

RESOLUÇÃO CFP N.º 013/00 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2000


Aprova e regulamenta o uso da
Hipnose como recurso auxiliar de
trabalho do Psicólogo.

 




O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei nº 5.766, de 20 de dezembro de 1971 e;
 
CONSIDERANDO o valor histórico da utilização da Hipnose como técnica de recurso auxiliar no trabalho do psicólogo e;

CONSIDERANDO as possibilidades técnicas do ponto de vista terapêutico como recurso coadjuvante e;

CONSIDERANDO o avanço da Hipnose, a exemplo da Escola Ericksoniana no campo psicológico, de aplicação prática e de valor científico e;

CONSIDERANDO que a Hipnose é reconhecida na área de saúde, como um recurso técnico capaz de contribuir nas resoluções de problemas físicos e psicológicos e;

CONSIDERANDO ser a Hipnose reconhecida pela Comunidade Científica Internacional e Nacional como campo de formação e prática de psicólogos,

RESOLVE:

Art. 1º – O uso da Hipnose inclui-se como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, quando se fizer necessário, dentro dos padrões éticos, garantidos a segurança e o bem estar da pessoa atendida;

Art. 2º - O psicólogo poderá recorrer a Hipnose, dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar capacitação adequada, de acordo com o disposto na alínea “a” do artigo 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Art. 3º - É vedado ao psicólogo a utilização da Hipnose como instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista ou que crie situações constrangedoras às pessoas que estão se submetendo ao processo hipnótico.

Art. 4° - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5° - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília (DF), 20 de dezembro de 2000.

ANA MERCÊS BAHIA BOCK
Conselheira-Presidente

sábado, 12 de março de 2011

Se toque!



A pessoa que menos costuma te observar no dia-a-dia é você mesmo, já observou?! Os outros vêem mais suas expressões, seus gestos, escutam suas palavras percebendo mais fácil o tom de voz utilizado e, muito mais frequentemente, vêem o que você está vestindo, o que o espelho lhe mostra pouco e por reduzidos ângulos. Você não costuma ver como anda, como come, como sorri, como chora (ou prende esse choro) e como falam seus olhos até o que você não ousa pronunciar. 

E já que não nos percebemos como os outros percebem, às vezes podemos ouvir alguém nos falar: “se toque!”. Talvez isso anuncie alguma incoerência. Talvez alguma coisa tenha para se reparar. 

Você tem se tocado? Tem buscado comunicar-se com você mesmo? Talvez algumas partes suas, como o seu corpo, estejam carentes de você. Da sua atenção, dos seus cuidados, da sua compreensão. Porque o corpo fala e nos dá sinais o tempo todo, mas nem sempre nos dispomos a ouvir, já que somos nós mesmos ali... Mas nós mesmos somos como os outros: precisamos também ouvir, não só falar. 

É verdade que temos vários sentidos bem elaborados para apreender aquilo que vem de fora, mas temos também a habilidade – e necessidade – de conhecer o que vem do nosso interior. E podemos aprender alguma coisa com isso. Observe que, internamente, você pode ouvir a sua própria respiração. E esse som de lá de dentro só você pode ouvir. 

Mas quando alguém fala, fala, e não é ouvido, faz o que? Às vezes experimenta gritar. E sim, seu corpo também grita, assim como partes da sua mente – em formas de comportamentos incongruentes com seu modo de pensar. É como um filho adolescente: se você não se abre para o diálogo, não tem tempo para ouvir e fazer algo junto; se não se aproximar, ele vai ficar tão distante que vocês vão parecer estranhos e a rebeldia dele não vai ser fácil de controlar. Ele buscará seus meios para, consciente ou inconscientemente, a sua atenção para ele chamar. 

Toque é contato, ato de aproximar. E ninguém pode ficar tão perto de você quanto você mesmo. Portanto, trate de se tocar!

Camila Sousa de Almeida


quinta-feira, 10 de março de 2011

A tensão



De passageira numa moto, avistei à frente do meu caminho uma lombada daquelas feitas de pedras. Logo me preparei para passar por ela, tensionando todo o corpo para que não sentisse tanto incômodo. Mas o motorista achou uma falha e, inesperadamente, passou por um espaço vazio entre as pedras. Assim, nem aconteceu o que eu esperava; e o único incômodo real que tive foi a pré-tensão de ter me preparado. 

Camila Sousa de Almeida

sábado, 5 de março de 2011

Comece


Às vezes, para fazer algo, basta começar. O primeiro impulso pode conter dentro de si todos os recursos necessários ao cumprimento do ato completo. 

Assim é para mim escrever. Simplesmente pôr em movimento a vontade pode trazer à tona algum conteúdo que, de repente, se mostra útil para alguém. E esse alguém inicialmente sou eu. Porque fazer algo que lhe dá prazer é estar fazendo algum bem ao mundo, muitas vezes de uma forma que você não espera ou não imagina, ou até mesmo sem você saber. Pois se um bater de asas de borboleta na China pode provocar um vendaval aqui, por que o ato que me dá prazer não iria provocar algum misterioso efeito lá, aqui ou ali?

Talvez pensar isso seja justamente o que faça isso acontecer. Sendo o pensamento uma ação concreta dentro do meu cérebro, tendo como conseqüência reações corporais, ampliando assim, a si mesmo (do cérebro para o resto do corpo); pensar já é provocar efeitos no mundo:
 
A MENTE PENSA (CONSCIENTE OU INCONSCIENTEMENTE)
O CÉREBRO CONCRETIZA (FÍSICO-QUIMICAMENTE)
O RESTO DO CORPO REAGE (SENSAÇÕES, EMOÇÕES, SOMATIZAÇÕES)
O CORPO ATUA NO AMBIENTE (COMUNICANDO AS MENSAGENS DOS SEUS PENSAMENTOS)

Podemos perceber que cada um de nós é um micro universo, convivendo com diversos outros, formando sistemas baseados no princípio natural básico da conexão. Os movimentos dos corpos celestes nos afetam; por que não iam os movimentos dos nossos corpos afetar a eles? E se tudo é interdependente, da minha felicidade depende parte da felicidade do mundo. Por isso escrevo. Por isso estou aqui, a ser feliz. 

Camila Sousa de Almeida

Flexibilidade é necessidade!

O gerente chama o empregado da área de produção. É um homem forte, 1,90m de altura, 100kg, recém admitido, e inicia o diálogo: 

- Qual é o seu nome? 

- Eduardo - responde o empregado. 

- Olhe, - explica o gerente - eu não sei em que espelunca você trabalhou antes, mas aqui nós não chamamos as pessoas pelo seu primeiro nome. Isso é muito familiar e pode levar a perda de autoridade. Eu só chamo meus funcionários pelo sobrenome: Ribeiro, Matos, Souza... Então saiba que eu sou seu gerente e quero que me chame de Mendonça. Bem, agora quero saber: qual é o seu nome completo?

O empregado responde:
- Meu nome é Eduardo Paixão. 

- Tá certo, Eduardo. Pode ir agora...


:P


sexta-feira, 4 de março de 2011

No Shopping

Elas sobem e descem. Não fazem idéia de quem são, só do que querem. E as idéias parecem brotar como plantas do chão; inconseqüentes conseqüências do que se acumulou, sem exposição, por anos ou séculos em vão. 

Viemos aqui buscar ou ter? Na verdade não se pode ter nada além de ilusões. Por isso sorriem, por isso olham no espelho e encontram respostas. E as dúvidas, onde estão? 

Ninguém pode vender o que é dado, mas aposto que eles, na ironia do destino, vão. Porque o chão é feito de carne; o céu, de ação. E a estupidez é aquela [tão bela] que vive em promoção!

Camila Sousa de Almeida

Eles são...

Crianças.

Pessoas.





Deixem que eles escolham suas próprias etiquetas.
Chega de rótulos psiquiátricos para crianças.

terça-feira, 1 de março de 2011

Você tem experiência?

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. E ele foi aprovado. 

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da Panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a Cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência. Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"
 

Quando me amei de verdade

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O que de bom aconteceu?


Às vezes um acontecimento sem importância é capaz de transformar toda a beleza em um momento de angústia. Insistimos em ver o cisco no olho, e esquecemos as montanhas, os campos e as oliveiras.


Paulo Coelho

Opcionalmente



É muito bom saber que temos opções. Imagine uma freira que “não pode escolher o que vestir”; um presidiário que “não pode escolher o chão que vai pisar”; um menino de antigamente que “não podia chorar”. É certo que antes de chegar a essa aparente falta de escolha, muitas foram feitas, tendo-se tido opção ou não. Temos que escolher, não há escolha. Escolher ter escolha é uma opção? Você pode criar novas opções de escolha, e escolher o que vai optar, sem deixar de considerar o que não escolheu como uma opção possível de um dia ser escolhida, inédita ou novamente. A escolha é sua, tenha opção!

Camila Sousa de Almeida

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