Tem vezes que ficamos com uma idéia fixa na cabeça. E aquilo parece martelar como um aviso: “faça, faça, faça” porque enquanto não fizer, estaremos aqui com você (os pensamentos, e sua coleguinha, a ansiedade).
Passei um tempo assim ano passado, com uma espécie de necessidade de escrever e postar algo no meu blog todos os dias. Produzi muito e tive bons resultados. Mas acontece que nem todo pensamento e ação que este incita são benéficos, ou para serem de fato executados.
Você pode, como eu, ter uma idéia que, colocada em prática, produz algum bem e elimina a sua ansiedade; e pode, compulsivamente, realizar tarefas planejadas obsessivamente, que no final das contas a mantém (a ansiedade), perpetuando o(s) pensamento(s) e a sensação de necessidade daquela ação.
Este padrão parece um círculo fechado, em que não há fim nem começo... Mas se traçarmos uma linha reta no meio desse círculo ele não continuará sendo um círculo. Torna-se o quê, então? Alguma coisa que não um círculo, simplesmente... E mesmo estando ainda fechado, não será mais o mesmo.
Pois se tentarmos repetir o desenho com um lápis sobre ele, haverão mais possibilidades de sequências... agora eu vou por aqui ou por ali? Você terá mais opções para escolher... O padrão antigo estará quebrado, e você terá novamente o controle nas mãos.
Deu pra entender? Se não, não tem problema... Muita coisa não se entende, mas se faz, ou se resolve, mesmo sem saber como nem porquê... Terapia às vezes é assim. ;)
Camila Sousa de Almeida














