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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mude o foco


Paralelamente ao aumento de condições e possibilidades de se viver mais e melhor, as pessoas parecem estar experimentando a presença de uma insatisfação: a sensação de que algo está faltando, mesmo quando tudo ocorre como desejado. Lembro de um filme que assisti chamado “Dr. T e as Mulheres” em que a esposa do protagonista desenvolve um transtorno psicológico raro causado por excesso de amor recebido: a vida dela era perfeita demais e ela não tinha mais o que desejar, foi a explicação dada pelos médicos.
Esperar que o sentimento de satisfação venha de fora é um meio certo de se encontrar a frustração; a espera só pode acabar quando se resolve procurar – e se encontra – o sentimento dentro de si mesmo.
O primeiro passo nesse caminho é mudar o foco sobre aquilo que você tem. Observar mais o que há de bom, para agradecer e desfrutar, aqui e agora. Quem vive reclamando aumenta e prolonga aquilo de que gostaria de se livrar. Se algo te incomoda, porque você lhe dá tanta importância? Enquanto resmunga, perde de escutar a música que gosta tocando, que poderia estar lhe fazendo cantar e até dançar. Você sabe, quem canta seus males espanta! E exercícios físicos estimulam a produção de hormônios de bem-estar.
Todas as situações têm seus lados positivos e seus lados negativos, os dois estão ali, é você quem escolhe pra onde olhar. Quando você não espera perfeição do lado de fora e faz prevalecer a compreensão do lado de dentro, você encontra serenidade suficiente para estar satisfeito. Quem você é torna o que você tem suficiente para você estar bem. Você é suficiente. Você é.  
Camila Sousa de Almeida

sábado, 14 de agosto de 2010

Exercite


Toda pessoa que cuida da própria saúde sabe que não deve cair no sedentarismo. No âmbito das relações humanas não é diferente: é preciso ação para mantê-las saudáveis. O comodismo diante daqueles que convivemos com mais freqüência muitas vezes nos cega para suas belezas, suas qualidades, suas necessidades simples, mas nem por isso pouco profundas. 

Todo mundo gosta de ser elogiado, reconhecido, presenteado, de receber um beijo, ou um abraço, ou algum tipo de carinho. Palavras são opcionais, indispensável só a boa intenção. Você tem feito esses exercícios ou tem acumulado as gordurinhas para você?! 

Experimente treinar isso em casa, na rua, e observe como os resultados são rápidos: no mínimo, você ganha instantaneamente um sorriso. E eu não garanto que isso não o faça sorrir também. : )


Quando algo simplesmente se sai e vai
Ao mundo e aos demais
E a mente de palavras se esvai
É porque a energia existe.
Insiste, se move e movimenta
O que só aparenta ser não-dito
Porque é no silêncio que os ouvidos são sentidos
Ao som da mágica que faz sorrir os amigos.


Camila Sousa de Almeida
Obs: Post em homenagem a um querido amigo que me presenteou hoje. ^^

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Fácil é aquilo que a gente aprende a fazer." João Facchinetti


Quando Lua era nova estabeleceu para si uma meta para diminuir o consumo de refrigerante: só tomaria aos finais de semana; de segunda à sexta, nem um gole! Estava cumprindo, até que acabou esquecendo num dia de semana que passou no parque e aceitou um gole de guaraná. Após tomar, lembrou que havia descumprido o plano e, por ser radical, deixou-o completamente para lá. Era difícil não fazer uma coisa que todos a sua volta faziam e não queriam parar.
Os anos se passaram e Lua estava num aniversário, dias antes do seu próprio. Todos tomavam refrigerante, como era de se esperar numa festinha de adolescentes, à exceção de uma menina que pediu para a dona da casa pegar o seu chá na geladeira. “Chá?! Por que ela vai tomar chá?”, perguntou Lua. “Porque ela não toma refrigerante, toma chá gelado”, a pessoa lhe respondeu. Pensou consigo mesma: “interessante... se ela consegue, eu também consigo!” Parou no dia seguinte. O que a fez ser a única a não tomar refrigerante, no seu próprio aniversário, dias depois.
Isso aconteceu há nove anos e meio. Desde então, Lua tomou refrigerante em raríssimos casos, porque às vezes sente vontade. Quando bebe, sente-se cheia demais e míngua sua vontade. Não sente falta nem necessidade; mas pode, quando quer. Ela tem a opção, não o hábito. 
Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Duvide!



Quando você lê um livro ou assiste um filme pela segunda vez sempre há coisas novas para ver. E existe uma certa distância necessária a se manter da página ou da tela, para que a absorção do conteúdo flua normalmente e não em pedaços do contexto; para que você possa ver a tela inteira, e observar melhor os inúmeros detalhes. Já experimentou ler bem próximo do livro? Já viu um filme na primeira fila do cinema?
Nossas experiências de vida são do mesmo jeito. Por isso é fácil olhar para trás e perceber coisas novas. E se quiser, aprender com elas.
Dois amigos estavam a relembrar quando se conheceram: após uma conversa inicial promovida por uma amiga em comum, na internet, ambos mantiveram o MSN um do outro, mesmo sem continuarem a se falar. Um achava que não tinha sido excluído por educação, e avisou à outra pessoa que esta poderia apagá-lo de seu MSN, se era de sua vontade. A outra permaneceu sem procurá-lo por acreditar que ele não tinha o menor interesse em interagir com ela. Dado o aviso, a segunda disse ao primeiro que não queria deletá-lo, e a partir daí surgiu uma conversa que deu início a uma grande amizade. Ambos, obviamente, tinham muito em comum...
Que tal perguntar?!

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Convívio com animais favorece sistema imunológico e reduz estresse

Acariciar um cão pode elevar os níveis de anticorpos que evitam a proliferação de vírus e bactérias

A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.

De acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade. Os pesquisadores da USP citam, por exemplo, um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães. Certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano quando expostas precocemente à presença de um cão. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, este trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas por volta dos 4 anos e dos 6 aos 7, devido à redução da imunoglubina E, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, afirma. De acordo com a pesquisa ainda há resistência de pessoas com filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de famílias com crianças até 9 anos. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.

Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos e outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Já no controle de hipertensão arterial, os estudos também apontam benefícios. Profissionais que viviam em condições de estresse e faziam controle do problema com medicação foram divididos em dois grupos: os que tinham cachorro ou gato e os que não possuíam animais. A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, foi constatado que as taxas de pressão sanguínea diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de estresse a resposta foi melhor para os donos de cães. Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais.

Fonte: http://bit.ly/bxpa0Y

sábado, 7 de agosto de 2010

A Arte da Multiplicação ou O Mistério dos Muitos




Quando abraçar alguém, abrace como se estivesse abraçando todas as pessoas do mundo. Quando cuidar de uma criança, cuide como se ela fosse todas as crianças do mundo. Quando plantar uma árvore, plante como se estivesse reflorestando o mundo. Quando der comida a alguém, dê como se estivesse alimentando todos os famintos do mundo. Quando perdoar algo, perdoe como se perdoasse todos os erros do mundo. Entregue-se completamente ao único, como se se entregasse ao Todo. Sinta a satisfação de estar mudando o mundo, pois você está! Jogue a latinha no lixo como se ela fosse todas as latinhas do mundo. Pois as milhões de pessoas que pensam que “uma só não vai fazer diferença” incrivelmente transformam essa uma em milhões. Não sei como...!  

Camila Sousa de Almeida

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Regra de etiqueta


Parei num ponto, atrás de uma mulher de blusa rosa com a etiqueta para fora. Veio uma vontade grande de colocar a etiqueta dela para dentro, o que eu provavelmente faria se a conhecesse.
Por que é que nós nos incomodamos tanto com a exposição da etiqueta alheia? E por que é que nós, só porque somos amigos, pais, irmãos, vizinhos, ou qualquer coisa de alguém, nos achamos no direito de “endireitar-lhe” as etiquetas?! Constantemente observamos se o outro está com alguma coisa “fora do lugar” (nosso, não necessariamente dele) e, se encontramos, queremos mudar (ele, não nós).
Será que a fulana da blusa rosa não se sentiria invadida se alguém mexesse na sua etiqueta antes de pedir (ou sem pedir)? E quem foi que disse que a etiqueta para fora a incomoda também? Quem sabe até não seja o contrário, pois só o dono da pele é que sabe o que lhe pinica... E uma etiqueta para fora não faz mal a ninguém.
P.S. Etiqueta boa mesmo, seria avisar e deixar a própria pessoa decidir o que fazer (ou não fazer).  
Camila Sousa de Almeida
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