Minha foto
Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Rituais


Hoje em dia, com a consciência ambiental sendo amplamente discutida, sabemos que não podemos separar o que acontece no nosso ambiente de nós mesmos: os atos e fatos se interconectam de forma que um evento externo simboliza e é simbolizado por processos que se desenvolvem dentro de nós. Entre o fenômeno interno e externo existe (ou pode existir) um comportamento; uma ação que liga um ao outro concretamente. Um exemplo muito bom disso são os rituais que podemos criar e praticar, para trabalhar alguma questão pessoal. É uma ótima idéia colocar no papel tudo que lhe frustra (ou lhe chateia; ou lhe machuca; ou lhe amedronta; ou lhe entristece; ou lhe debilita; etc) e depois queimar, deixando o fogo transformar tudo aquilo em cinzas fáceis do vento levar. Você pode ver isso acontecendo com seus próprios olhos, realizar tudo com suas próprias mãos (sem se queimar), e sentir que, à medida que o fogo faz o trabalho dele naturalmente, você gradativamente tem menos o que segurar... até terminar. Você pode, inclusive, ir falando o que vê e o que está acontecendo para você: “o fogo está transformando tudo isso”; “as coisas estão ficando diferentes”; “eu tenho o poder de mudar e estou fazendo isso”; etc. Você saberá. Crie seus próprios rituais, faça você mesmo. TransFORME-SE num TRANSFORMAdor.

Camila Sousa de Almeida

Vi vendo

Viajar é um bom exercício de desapego. A roda gira, o chão constantemente é outro e a poeira sobe pra avisar. O rio-mar de longe se vê fluindo a passar, mesmo naquele mesmo lugar. A água da garrafa você vai consumindo, o vento vai batendo, o sol subindo ou, dependendo, baixando até esfriar. Os animais caminham, correm, as pedras paradas ficam pra trás. Cada segundo uma foto única pra se apreciar. As plantas se movem e envolvem os olhos de encantos enquanto os cantos dos pássaros são a música a se escutar. Os ponteiros saindo do lugar... O corpo equilibra, tudo balança, e a vida de viajante é a mesma: nunca na mesma, sempre a se transformar! 
Camila Sousa de Almeida
*Foto tirada por mim em uma de minhas jornadas...

domingo, 21 de novembro de 2010

Iluminando-se

A auto-imagem é como uma fotografia que tiramos de nós mesmos. E um fato muito curioso sobre fotografias é que, a mesma que agora não lhe agrada, pode ser agradável aos olhos do(s) outro(s), ou até aos seus próprios olhos, em outro momento. Assim, até o que não muda, muda. Imagine então como não muda o que vive mudando...

A palavra Fotografia vem do grego φως [fós] ("luz"), e γραφις [grafis] ("estilo", “pincel") ou γραφη grafê, e significa "desenhar com luz e contraste".

Por definição, fotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas e, desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilizando as etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Verbo Ser


Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pergunta quais são as perguntas...


Sobrevivemos por causa de nossas certezas, mas crescemos por causa de nossas dúvidas. Porque é quando você não sabe o que fazer ou dizer, que você procura a melhor opção.
Sempre há opções.

Camila Sousa de Almeida

Tudo está interligado



http://www.youtube.com/watch?v=vzOTz27CXOI

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O diário de uma lúpica

“Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.”

Cecília Meireles

Falar sobre meu cabelo é um assunto bastante motivador. Eu descobri que tenho lúpus desde 2005 e a partir desse momento se iniciou uma nova fase em minha vida: adaptações, transformações, mudanças de hábito, enfim, busca de estratégias para viver melhor. O primeiro impacto foi quanto à restrição de luz solar, associada ao uso dos corticóides e como conseqüência a retenção de líquido, aumento de peso, aparecimento de estrias, entre outros... Pra resumir a história, todos esses aspectos afetaram diretamente a minha auto-estima.

Entretanto, eu não sabia que o pior ainda estava por vir... Como o lúpus se caracteriza por fases de remissões, em alguns momentos da minha vida a situação se complicou. Em 2006 tive sérias crises de artrite, acometimento renal e neurológico, então meu reumatologista – Dr. Georges Basile – recomendou que eu fizesse algumas sessões de pulseterapia, uma espécie de “quimioterapia mais leve”, cuja substância utilizada no meu caso foi a ciclofosfamida. Em relação às crises de artrite e outros sintomas correlatos, o efeito foi fantástico; em poucos dias meu corpo respondeu satisfatoriamente.

Em compensação, os efeitos colaterais de longo prazo me deixaram um tanto angustiada... Meu cabelo começou a cair muito, pensei até que fosse ficar careca... (risos – depois que passa a gente ri!) Brincadeiras a parte, meu cabelo diminuiu significativamente o volume, então tive que cortá-lo curtinho e iniciar um tratamento orgânico intensivo com a minha Cabelereira – Sandra. Uma das coisas que eu mais gostava em mim era justamente o cabelo e foi muito difícil aceitar essa mudança de visual. Depois de muito ouvir a Sandra e minha mãe falar dos benefícios, eu resolvi cortá-lo. Fui vivenciando cada etapa desse processo, nunca imaginei, mas comecei a gostar da forma como cabelo se moldava, à medida que minha saúde foi se restabelecendo os fios foram tomando vida e gradativamente se fortaleceram.

O resultado é que hoje, após dois anos e meio dessa trajetória, aprendi a valorizar muito mais meu cabelo. Comumente, quando vou ao salão de beleza, Sandra e eu admiramos a evolução dos fios. É indescritível a sensação, mas sempre que me olho no espelho agradeço imensamente a Deus meus cabelos com vida, e isso só me faz confirmar algo muito importante: que nós temos uma força, um incrível poder regenerador em nosso íntimo, capaz de transformar positivamente qualquer realidade.

Ludmila França dos Santos, 30 de setembro de 2009




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lá do outro lado


Quem senta na janela do ônibus costuma olhar para fora enxergando o que se passa do seu lado.
Mas hoje aconteceu algo diferente.
O ônibus que peguei tinha uma cadeira singular: ficava de frente pro lado oposto.
Pude ir de um lado, mas enxergando o outro.
Recomendo.

Camila Sousa de Almeida

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Homenagem aos meus clientes


Um modo de aproveitar bem a vida e evoluir mais fácil é olhar tudo e todos com olhos de aprendiz. É fato, se você prestar atenção: sempre há algo para aprender. Sinto-me realizada por ter a profissão que tenho; viver ajudando as pessoas e, de quebra, crescer junto com elas.

Inclusive porque auxiliar alguém a superar alguma dificuldade específica às vezes significa descobrir junto com ele como... Não é raro terapeutas e clientes terem diversos aspectos em comum. Coisas da vida... Nós também somos pessoas que buscam se superar. 

E para facilitar o encontro do outro com sua sabedoria interior, capaz de fazê-lo resolver o que precisa ser resolvido, temos que sintonizar nossa própria parte mais sábia, e isso tudo acontece simultaneamente, antes e depois. 

Um amigo de um cliente estava aborrecido com o chefe mal humorado. Meu cliente lhe perguntou: “se um cachorro latir para você, você vai latir de volta?”. A reação do amigo foi: “é mesmo, não é?!”. 

Vocês aprendem. Eu aprendo. Outros podem aprender. Nunca aprendemos sozinhos, se aprendemos a compartilhar. 

Com vocês, queridos clientes, aprendo que todo ser humano é essencialmente amável (nunca me chegou ninguém em quem eu não enxergasse isso). Com vocês aprendo que nada é insuperável, se temos vontade e disposição (porque na falta de forças suficientes, a busca pela terapia pode significar achar a força – em si mesmo – que faltava). Com vocês aprendo que todo mundo é melhor do que geralmente pensa que é (eu vejo o melhor em vocês). Cada um, em suas idiossincrasias, me ensina ainda muito mais. E com todos vocês aprendo que a vitória do outro é minha vitória também.

Na verdade, tudo isso eu já sabia, mas com cada um aprendo de novo. Sempre e novamente. E melhor, porque as lições aprendidas acarretam mudanças concretas e positivas em mais de uma vida. 

Nenhum cliente, em nenhum encontro, me permite continuar a mesma. Por isso, MUITO OBRIGADA! 

Camila Sousa de Almeida 

Related Posts with Thumbnails