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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Kit argumentação


  Hoje em dia uma das frases que mais se ouve falar é “o mundo ta perdido”; e a gente pode escutar isso pelos mais diversos motivos. Alguns comemoram o fato de muitas coisas estarem diferentes; enquanto outros lamentam o que não é mais como antes, como “no seu tempo”. Claramente hoje temos mais liberdade, e isso nos faz ter que conviver com o que discordamos; mas poder falar que não concordamos e escutar que discordam da gente. 

 
  Sobre a atual polêmica do kit gay a ser distribuído nas escolas brasileiras, circula na internet um vídeo feito por um anônimo, dando a sua opinião sobre o assunto. Ouvi e também quis falar. No meu caso, escrevo, porque sei que muitas pessoas que não pensam sozinhas no assunto podem ouvir ou ler os argumentos e a partir disso criar suas próprias opiniões.

 O “mascarado polêmico” começa falando que “o Congresso Brasileiro está perdendo o senso de moralidade”. Penso eu que o Congresso deve servir ao povo e com a palavra povo quero dizer todo e qualquer cidadão. Se moral é um conjunto de normas de conduta consideradas mais ou menos absoluta e universalmente válidas, não depende da própria sociedade a que esta moral se refere, a validação de tais normas? Se existe um grupo em relevante quantidade, com argumentação embasada cientifica e politicamente, que apresenta soluções para um problema social que mantém a injusta desigualdade entre os cidadãos do país, o que teria de moral em ignorá-los?

  Segundo o mascarado, o kit está “pondo o que é absurdo como normal”. Poderia eu fazer o mesmo comentário a respeito das idéias que o vídeo expõe, pois fala como se as crianças pudessem ser educadas para ter alguma orientação sexual específica; como se “ser homem” fosse o contrário de “ser gay”; como se apenas a escola fosse responsável pelo que a criança aprende; como se a distribuição de camisinhas aliada à explicação sobre sexualidade na escola fosse a única variável causadora da iniciação sexual precoce e promiscuidade de meninos e meninas. Será mesmo que as coisas são tão simplistas assim? 

  Ele diz que “a criança que ta na idade escolar ainda não tem caráter pronto, não tem a consciência definida. Se você se utiliza de meios influenciativos na escola, é claro que a criança vai dar ouvido”. Só na escola? Será que a família, os amigos, a mídia não influencia?! Uma criança e principalmente um adolescente não vive só na escola, ela aprende onde ela estiver, e se a escola tem o papel formal de educar ela tem o dever de orientar para os desafios do mundo; e em todo lugar convivemos com pessoas diferentes de nós... Você acha que o “certo” seria a escola dizer que “ser gay” é errado? O que o aluno gay acharia? Ou melhor, como se sentiria? O que aprenderia? Se os Conselhos Federais de Medicina e Psicologia negam a idéia de que a homossexualidade é uma doença, por que a escola lidaria diferente com isso?

   Ele diz que “quem sempre sofreu bullying na escola foi o gordo, o baixinho. E quem na verdade sempre sofreu preconceito foi o preto. E eu não via absolutamente ninguém distribuir um folheto sequer sobre desigualdade racial nesse tempo”. Bem, pelo que sei, a luta contra o bullying e pela igualdade racial existe hoje de muitas formas, e se não existia na escola do mascarado, no tempo dele, eu não considero isso sequer um argumento plausível contra ações pela igualdade, do que quer que seja, atualmente. Se antes não se fazia nada para mudar algo e hoje se faz, que bom! Entro no grupo daqueles que acham bom então as coisas terem mudado...

  O mascarado diz que os políticos não estão interessados em realmente melhorar a educação, pois se estivessem realmente preocupados com isso não faltaria mais merenda nas escolas, entre outras coisas. De fato, é um absurdo este problema. Mas, a título de informação, O Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, conhecido como Merenda Escolar, consiste na transferência de recursos financeiros do Governo Federal, em caráter suplementar, aos estados, Distrito Federal e municípios, para a aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. Não cabe aos parlamentares a responsabilidade pela falha neste quesito. Além disso, será que não ter um problema resolvido é motivo para não se resolver outro?

  Ele reclama que se você não concorda com a “ideologia GLS” você já é tido como homofóbico. Nesse caso, gostaria de maiores explicações do mascarado, pois desconheço uma “ideologia GLS”... Conheço as orientações sexuais homoafetivas, conheço pessoas da mesma orientação sexual que possuem ideologias diferentes e conheço as reinvindicações do grupo LGBT – que luta pelo respeito aos direitos que todo cidadão tem (ou deve ter), inclusive o mascarado, provavelmente.

  “Eu tenho todo direito de gostar de futebol sem brincar de boneca” o mascarado diz. Com certeza, nada de errado com esta declaração. Mas quem disse que ensinar às crianças que não há nada de errado com o colega que gosta de coisas diferentes é dizer a elas que o que elas gostam ou fazem é errado?! Se a proposta é justamente respeitar as diferenças, porque se tentaria igualizar todos? “Não sou obrigado a por o gay acima de todos” é mais uma declaração inexplicável, pois a proposta é tirá-los de uma condição mais baixa em relação aos outros. O mascarado utiliza o direito constitucional de “igualdade” para dizer que “se vai ter cartilha gay, vai ter que ter cartilha hétero”, mas ele mesmo reclama no início do vídeo das orientações sobre sexualidade que tiveram na escola, na época dele. Aquela era a “cartilha hétero”!

  E para finalizar, e não continuar infinitamente contra-argumentando, gostaria de comentar a acusação de que o governo está “gastando dinheiro público para influenciar teu filho a virar pro outro lado”: quem disse que teu filho é desse lado? Os filhos podem estar de todos os lados... mas ninguém precisa ficar do lado de cima, nem de baixo...

Camila Sousa de Almeida

Carta de real idade


Oi, você não me conhece, mas queria te contar um pedacinho da minha história. Eu tenho seis anos e meus pais estão se separando. E eu acho engraçado que adulto acha que criança não entende nada. Como não entender que as coisas não estão bem se presencio caras feias, discussões e até agressão física em casa? Agora eu, na minha lucidez dos seis anos de idade, posso afirmar que quem não entendia do que se passava comigo eram eles. Eu os amava mais que tudo, a presença dos dois era extremamente importante para mim, me fazia imensamente feliz. Minha mãe com seu jeito tão carinhoso de ser e meu pai com a sua alegria que me encantava... O meu amor por eles era tão grande... E de repente, por não entenderem nada de mim, nada do que sinto, nada do meu amor por eles, começam a me disputar como se quem fosse o ganhador ficaria com todo o amor que havia em mim. E nesse jogo de disputa só tinha uma coisa que eu não entendia: era que tudo não passava de um jogo, ou seja, muitas peças eram mexidas, muitas táticas eram utilizadas para conseguir ser “o grande vencedor”. Para mim, aquilo tudo era real. Quando um dizia “vá, vá ficar com seu pai, você ama mais ele que eu!” ou então “de quem é o seu amor?” e eu respondia “de papai” e ainda não contente perguntava “todinho, todinho, todinho?”, aquilo me cortava por dentro, porque eu amava tanto aquela mulher que não queria perdê-la também, já que o convívio com meu pai já tinha se tornado esporádico devido à separação dos dois; e também não queria perdê-lo mais ainda.  Quando eu ouvia essa frase ou outra que me fizesse achar que estava deixando a minha mãe – aquela mulher que tanto amava – triste e que, por isso podia perdê-la; ou que deixava meu pai bravo porque queria minha mãe, aquilo me dava desespero. E o pior, o que “os machucava” era o amor que eu sentia pelos dois. Como pode isso? Eu não conseguia lidar com isso, não conseguia arrancar de mim e nem queria também, porque o que sentia pelos dois era grande demais. Eu me senti só, com tudo aquilo dentro de mim, e sem saber o que fazer. O que me restava era chorar, até que aprendi a ceder, a fazer a vontade dos dois; ora de um, ora do outro. Era ser uma quando estava com minha mãe e ser outra quando estava com meu pai. Era me dividir em duas para não perder os dois. Mas uma pessoa partida em duas é uma pessoa morta. Pois era isso mesmo que acontecia comigo, ia morrendo aos pouquinhos sempre que omitia o meu amor por eles, já que, na minha cabecinha, admitir isso os “machucaria” e eu poderia perdê-los. Passei a fazer isso não só com os meus pais, mas com as pessoas de quem gostava e que não queria perder. Fazia-lhes a vontade, sempre procurando agradar para ser a pessoa bacana e tê-las sempre perto de mim. Passaram-se muitos anos até que eu pudesse entender tudo aquilo, entender porque eu agia assim e porque hoje era difícil para mim escolher entre coisas, dar minha opinião sobre um assunto qualquer... Tinha medo, medo que as pessoas se afastassem, assim como tive medo que meus pais me deixassem. Por isso te contei essa história, para que você entenda que a única coisa que uma criança não entende é quando está num jogo; para te mostrar o quanto isso é perigoso e doloroso para ela e para te dizer que, até que ela entenda tudo isso, já se passaram trinta anos...

M.E.N.I.N.A.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Diversidades reconhecidas psicossocialmente


RESOLUÇÃO CFP Nº 014 /11

Dispõe sobre a inclusão do nome social no campo “observação” da Carteira de Identidade Profissional do Psicólogo e dá outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei n° 5.766, de 20/12/1971;

CONSIDERANDO o direito à cidadania e o princípio da dignidade da pessoa humana, previstos no artigo 1º, inc. I e III da Constituição Federal de 1988;

CONSIDERANDO o direito à igualdade de todos os cidadãos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, previsto no art. 5º da Constituição Federal de 1988;

CONSIDERANDO o disposto na Lei n.º 6.206/75, a qual dá valor de documento de identidade às carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional;

CONSIDERANDO que nos termos do artigo 14 da Lei n.º 5.766/71 e art.47 do Decreto n.º 79.822/77 e art. 47 da Resolução CFP n.º 003/2007, o documento de identificação do psicólogo é a carteira de identidade profissional;

CONSIDERANDO que o artigo 47 do Decreto n.º 79.822/77 estabelece que deferida a inscrição será fornecida ao Psicólogo Carteira de Identidade Profissional, em que serão feitas anotações relativas à atividade do portador, e

CONSIDERANDO decisão do Plenário do Conselho Federal de Psicologia do dia 17 de junho de 2011,

RESOLVE:

Art. 1º - Assegurar às pessoas transexuais e travestis o direito à escolha de tratamento nominal a ser inserido no campo “observação” da Carteira de Identidade Profissional do Psicólogo, por meio da indicação do nome social.

Art. 2º - A pessoa interessada solicitará, por escrito, ao Conselho Regional de Psicologia a inclusão do prenome que corresponda à forma pela qual se reconheça e é identificada, reconhecida e denominada por sua comunidade e em sua inserção social.

Art. 3º - Fica permitida a assinatura nos documentos resultantes do trabalho da(o) psicóloga(o) ou nos instrumentos de sua divulgação o uso do nome social, juntamente com o nome e o número de registro do profissional.

Art. 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
   
Brasília (DF), 20 de junho de 2011.
HUMBERTO COTA VERONA
Conselheiro - Presidente

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O obstáculo




Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão. Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu. O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.

Do livro "Antes que Você Morra", Osho

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Impressionantemente comum


É surpreendente perceber o quanto as pessoas surpreendem-se em perceber em si algo fora do padrão. É tão comum se ter algo incomum, mas mesmo assim muita gente não tem coragem de dizer que tem medo; outros têm vergonha de ter vergonha; e alguns ficam ansiosos ao pensar em falar sobre seus problemas de ansiedade... 

É muito doida essa idéia de que psicólog@ é pra doid@, inclusive porque tod@ psicólog@ deve fazer psicoterapia. O ser humano é um ser social, mas o social muitas vezes não é humano. A pressão por perfeição cria estados de depressão, de hipertensão; as pessoas ficam impressionadas pelo que acreditam que é esperado pelos outros, que estão no mesmo barco... 

Isso me lembrou uma história: "Certa vez, um grupo de pesquisadores enjaulou cinco macacos. Dentro desta jaula, colocaram uma escada que levava a um cacho de bananas. Porém, cada vez que um macaco tentava subir a escada para alcançar as bananas, os pesquisadores davam um jato de água fria nos demais. Tanto foi que, em um dado momento, os macacos desistiram de subir a escada, afinal, ninguém queria se molhar. Foi então os pesquisadores começaram a trocar os macacos, um a um. Ora, o macaco novato não sabia do jato de água fria e tentava se aventurar na escada. No entanto, era surrado pelos demais. Até chegar o momento em que todos os macacos foram trocados e, ainda assim, a atitude permanecia. Eles batiam no novato que tentava subir a escada, mesmo sem saber o porquê de estar batendo."

Já pensou que loucura?! Normal mesmo é o fato de que todo mundo é igual no fato de ser diferente. E o que você tem de diferente não precisa permanecer igual, nem ser diferente do que você quer que seja, pois você pode, de diferentes maneiras, não deixar igual. Você pode querer mudar coisas diferentes do que os outros querem deixar diferente em você, você pode também querer continuar igual, igualmente aos outros que supostamente pensam que você é diferente. 

O que você quer é igual ou diferente do que os outros querem? Você pode pensar diferente de quem quer que você seja diferente. Até seus pensamentos sobre si mesmo podem ficar diferentes. Reconhecendo que ninguém pode ser igual a você, e nem mesmo você pode continuar igual...

Parecem diferentes esses pensamentos...

Camila Sousa de Almeida

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Você Pode ConTer-se


Às vezes nos pegamos sem controle de alguma coisa específica. Pode começar como um hábito esporádico que, frequentemente praticado, acaba tornando-se um vício. Pensamentos, atos compulsivos, ansiedades, e mesmo o que é bom e saudável, exagerado e sem controle, acaba tornando-se um mal: como o sexo, por exemplo. Mas se você perdeu o controle significa que você o tinha e, portanto, pode recuperar.  

Quando se pensa que é difícil controlar algum hábito que deixamos passar do ponto, é porque pensamos que temos que eliminar tudo aquilo de uma vez e completamente; porque olhamos para o problema e o vemos grande demais, não percebendo que tudo que é grande, por maior que seja, é feito de pequenas partes... 

Quer melhorar a sua alimentação? Não precisa radicalmente eliminar/acrescentar tudo de uma vez. Você pode começar trocando o arroz branco pelo integral, trocando o refrigerante pelo suco; uma única mudança que você faça, qualquer que seja, já é uma evolução. 

Quer parar de pensar coisas negativas? Não precisa lutar contra esses pensamentos, apenas acrescente pensamentos novos, positivos. Deixe que sua mente resgate, a partir dos elementos do pensamento indesejado, lembranças agradáveis que, se não houverem, você pode inventar. Porque na sua imaginação tudo é possível! 

Quer relaxar diante de uma situação que lhe causa extrema ansiedade? Não precisa controlar a ansiedade, basta apenas observar a sua respiração e aprofundá-la lentamente... Isso você consegue, não é?! Mudar a sua respiração faz mudar outras funções do seu corpo; mudar o funcionamento do corpo faz mudar as suas sensações; sensações diferentes provocam pensamentos diferentes; pensamentos diferentes provocam sensações diferentes... Nada permanecerá igual, e você só controlou a respiração, simplesmente...

Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 14 de junho de 2011

No consultório do psiquiatra

O médico entra em sua sala e encontra um homem no chão que se arrasta de quatro com algo na boca.

O Psiquiatra indaga...

- Ah! Olha quem veio aqui hoje! É um gatinho?

O homem rasteja para outro canto. O médico o segue:

- Um cachorro?

Ele se rasteja até embaixo da mesa do médico e coloca a mão sobre o computador e vira-se para um buraquinho no chão puxando um fio...

O médico então se senta na sua poltrona e diz:

- Ok. Acho que realmente é um gato. Quer conversar sobre isso?

O cara tira da boca um rolo de fita isolante e diz...

- Olha, doutor, ou o senhor me deixa em paz ou não vou mais instalar essa porcaria de internet aqui!!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Paradoxo da terapia


Já aconteceu de você ter uma dúvida na cabeça, e ao comentar com alguém sobre ela, você mesm@ dar a solução, sem a menor participação alheia?! Pois é, parece que às vezes dependemos do outro para fazer aparecer nossa independência...

Camila Sousa de Almeida


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entend eu?




Quando pequenos aprendemos a usar lápis para desenhar, rabiscar, antes de aprender a escrever. E o que é escrever senão desenhar formas que formam letras? E seguindo os riscos de linhas no papel se formam palavras inteiras... frases, textos, histórias e vidas. 

Com vários pontos finais que não as terminam, vamos continuando com inícios de letras grandes, enquanto as pausas explicam o que certas formas não poderiam ditar. É preciso respirar para continuar. 

E o que continua pede espaço, pede buracos e vazios para ter conteúdo. É você que torna uma palavra, que é um simples desenho quase igual a outros iguais, uma forma única, porque só você a coloca onde só você a consegue colocar: no meio de outras, criadas por tua mente e tuas mãos que escrevem e desenham sons no ar quando escritos com a língua de falar. 

As mãos que escrevem também esculpem formas sem fôrmas, preenchendo com seu próprio pensamento o interior de um vaso, que é algo em que outras coisas se pode colocar. 

Palavras são vasos. Você preenche. Você esvazia. Você carrega, ou entrega, e dá. A utilidade que cabe nela cabe a ti colocar. 

“Mundo” se faz com apenas 5 elementos, cinco que cabem exatamente na sua mão, onde se põe lápis e objetos de criação. Crie então, desenhando e inventando todas as formas de mundos que podem nascer da imaginação. Alterne retas e curvas, não fique parado nos acentos, porque o tom da sua vida pode ter, nos desenhos que formam você, o som da batida feliz de um coração.

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A história do pato


Dois irmãos visitavam seus avós no sítio, nas férias. Felipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo.

Certa tarde viu o pato de estimação da vovó. Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste.

Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira! Beatriz, a sua irmã, viu tudo mas não disse nada aos avós.

Após o almoço do dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, vamos lavar a louça". Mas ela disse: "Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha". E olhando para ele sussurrou: "Lembra do pato?" Então o Felipe lavou os pratos.

Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse: "Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar." Beatriz apenas sorriu e disse, "Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje", e sussurrou novamente para ele, "Lembra do pato?". Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar.

Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não agüentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato.

A vovó o abraçou e disse: "Querido, eu sei... eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!".

Autor desconhecido

domingo, 8 de maio de 2011

Dê a luz!


De vez em quando é bom cobrar-se arrumar o quarto.  Cozinhar para si mesm@, negociar o que vai comer de saudável antes da sobremesa. Estar atent@ às pessoas com quem se faz amizade ou se fala na rua, ao mesmo tempo em que se incentiva a socializar. 

É bom saber a hora de brincar e de ser séri@, saber dar e reconhecer limites. Equilibrar o tempo de trabalho, com um tempo para os próprios cuidados, para o lazer, regando a auto-estima com atenção e carinho. 

É preciso priorizar as urgências sem deixar de manter os compromissos. Buscar as melhores respostas para as constantes perguntas. Revisitar a infância, aprendendo de novo seu dinamismo e sabedoria.

É muito bom dar-se um banho bem dado, tomar um chazinho quente, e saber passar a noite em claro fazendo algo importante, mesmo que o corpo queira estar dormindo. 

É necessário disciplinar-se e ter dentro da rotina flexível um tempo para exercícios físicos. Ensinando o corpo, a mente também aprende; pois a vida é lúdica. 

Por esses e tantos outros motivos, eu recomendo: seja mãe de si mesm@.
Camila Sousa de Almeida


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