Ainda criança decidi parar de jogar lixo no chão, quando descobri a importância disso. Nem mesmo um pequeno papel de bala ou chiclete eu deixava onde não devia, após tomar essa decisão. Lembro de um dia, quando estava na rua, em que caminhei cerca de cinquenta metros para jogar um pequeno papel desses numa lata de lixo e depois voltei para continuar conversando com minhas amigas. Elas haviam parado tudo para me assistir, sem entender o que eu tinha ido fazer, e quando voltei e expliquei, elas riram de mim. É interessante como cada um enxerga o seu próprio absurdo no alheio, pela incompreensão do que você compreende...
Anos mais tarde, na adolescência, perguntei a uma ambulante que vendia batatinha-frita onde tinha um lixeiro para jogar o copo descartável. Ela me respondeu que não existia e que eu jogasse ali mesmo (no chão da calçada). Eu disse a ela que isso não se fazia e tentei orientá-la; em seguida fui procurar um lixeiro na rua, até encontrar. Voltando para onde estavam meus amigos, um deles, que estava junto comigo na barraca de batata, contou para todo mundo o ocorrido e todos, mais uma vez, riram de mim. E passaram a contar histórias parecidas, onde se divertiam com o fato de jogar lixo no chão por aí...
Anos mais tarde, na adolescência, perguntei a uma ambulante que vendia batatinha-frita onde tinha um lixeiro para jogar o copo descartável. Ela me respondeu que não existia e que eu jogasse ali mesmo (no chão da calçada). Eu disse a ela que isso não se fazia e tentei orientá-la; em seguida fui procurar um lixeiro na rua, até encontrar. Voltando para onde estavam meus amigos, um deles, que estava junto comigo na barraca de batata, contou para todo mundo o ocorrido e todos, mais uma vez, riram de mim. E passaram a contar histórias parecidas, onde se divertiam com o fato de jogar lixo no chão por aí...

A ignorância, às vezes, se promove pelas semelhanças. Dentro de você pode não se achar as verdades dos outros, mas a sua, com certeza, você encontrará. A consciência dO QUE É mora profundamente na sabedoria da sua mente inconsciente...
Camila Sousa de Almeida














