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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Mudaram as estações!


Existem muitos programas em canais de TV a cabo sobre moda e aparência. Alguns deles também abordam em seus diálogos os aspectos psicológicos envolvidos na forma de alguém se vestir, como a auto-estima e a “necessidade” ou o medo de se mostrar. 

Você pode observar comentários tendenciosos dirigidos aos sorteados(as) para participar desses programas e que, inevitavelmente, transmitem determinadas idéias aos telespectadores. 

Já escutei de alguns que é possível manter a própria personalidade e expressá-la através das roupas, mas de uma forma melhorada e mais adequada socialmente, fazendo algumas mudanças. Já em outro programa a apresentadora comentou: “com essas novas roupas a sua personalidade esquisita será eliminada por completo!”. 

Será que ela queria eliminar a sua personalidade? Sendo o “esquisita” atribuído a ela pelos outros, talvez a mesma utilizasse outro termo para adjetivar o seu estilo, como “original”, por exemplo. A despreocupação em se vestir de acordo com as regras ditadas majoritariamente é uma forma de demonstrar uma preocupação diferente, a defesa de outros valores. Onde fica então a liberdade de expressão “assegurada por lei”, se manifestações pessoais como essas são rechaçadas de várias formas? 

Essa tentativa de padronização das pessoas é causadora de muito sofrimento, estimulando na sociedade atitudes de discriminação, de bullying, de intolerância com as diferenças. Sofrimentos esses que poderiam não existir, simplesmente colocando-se em prática um princípio fundamental da boa convivência: o respeito mútuo, que é acompanhado da aceitação das peculiaridades de cada um - independente de apreciá-las ou não.

No trecho de um programa assisti uma modelo conversar com uma atriz. Esta última dizia para a primeira que “roupa é descartável”; justificando que é porque a moda muda muito, e afirmando ser “desapegada”. 

Essa mentalidade, sim, pode ser descartada. Tal idéia de desapego se mostra completamente equivocada, já que, se você está sempre querendo (e comprando) novas roupas, sem real necessidade, na verdade você está extremamente apegada! O desapego, de fato, se dá a partir da compreensão de que você não precisa de muitas coisas para viver e ser feliz; por isso, você não faz questão de acumular e nem mesmo de comprar mais coisas. E vive isso tranquilamente...

Descartável é aquilo que se usa uma vez e se joga fora, como papel higiênico. Uma roupa, como muitas outras coisas, pode durar anos e anos e continuar servindo para a finalidade para o qual foi comprada. Imagine a quantidade de recursos naturais utilizados para produzir todas as suas roupas... E imagine o tempo que leva para esses recursos se renovarem na natureza... Aposto que as estações não gostam muito das modas “das estações”... 

Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Visão



Quando fazemos alguma coisa com freqüência deixamos de estar atentos a certos detalhes; acostumamo-nos a nos acostumar... Uma criança facilmente se encanta, se espanta e (se) questiona sobre um tanto de coisas que deixamos passar despercebido. Podemos muito bem aprender isso com elas.

Assistir televisão se tornou um hábito comum para muita gente ao longo das últimas décadas, desde a criação do aparelho no início do século passado; e a partir desse, muitos outros hábitos foram sendo inseridos e normalizados através do conteúdo de suas programações. 

Não é à toa que a palavra empregada é “programação”, já que a mesma pode ser considerada um meio capaz de programar as pessoas para o que quer que se deseje, ou seja, planejar o que elas vão querer; e o que vão fazer para conseguir isso. 

Se na televisão se vê predominantemente pessoas de boa aparência (porque usam maquiagem, compram roupas da moda, fazem cirurgias, mantêm o corpo à base de comprimidos, etc) as pessoas vão querer consumir todos os produtos e serviços que se mostram necessários para também serem consideradas aparentemente boas, afinal todo ser humano tem o desejo de ser apreciado. No fundo, todos precisam AMAR e SER amados, e não simplesmente SENTIR-SE assim. E conhecendo esse aspecto da natureza humana, aqueles que têm o domínio de tais meios o usam a favor da manutenção de seus interesses: poder e dinheiro. 

E para estimular a busca desse apreço, é preciso que as pessoas acreditem que só o terão se tiverem as coisas que passam na televisão... E que a vida está difícil; a competitividade é grande; não há suficiente para todos; os “noticiários” mostram isso todos os dias! Para que você se esforce para se destacar e “ser alguém na vida”, o que para eles significa ter dinheiro para poder comprar cada vez mais...  

Tudo que passa na televisão passa antes por uma peneira: vai ao ar aquilo que serve aos interesses daqueles que mandam. Por isso é imprescindível que VOCÊ filtre o que está vendo... 

Observe que os valores que alimentam o capitalismo são fomentados de todas as formas possíveis, afinal um sistema é um conjunto de partes dependentes umas das outras; portanto, a continuidade deste “sistema econômico” depende do incentivo do que ele precisa para sobreviver: que seus produtos e serviços continuem sendo consumidos. Quanto mais consumo, mais produção; quanto mais é produzido, mais será consumido. Um círculo, sem fim...

Tanto a produção quanto o consumo aumentam o poder e o dinheiro dos que já os têm; enquanto aqueles que produzem e consomem massivamente ficam prisioneiros desse círculo vicioso... Os elementos que dão base a essa manutenção são os valores transmitidos em todas as áreas, abrangendo muito além da economia: educação, saúde, trabalho, relacionamentos, religião, lazer, tudo!
 
Semana passada assisti um programa sobre pessoas que têm compulsão por compras. O repórter foi entrevistar uma vendedora de uma loja considerada chique e perguntou se ela tinha alguma cliente que demonstrasse ter este transtorno. A vendedora afirmou ter algumas, então foi questionada se, quando percebia tal fraqueza, não se aproveitava e incentivava que a cliente comprasse mais. Percebi a hesitação em afirmar que sim, mas, diante do comentário efusivo do entrevistador – “ah, se fosse eu me aproveitava!” – a mesma confirmou que fazia isso; afinal entendeu que tal admissão seria aceitável(????) diante dos telespectadores. 

Tirar vantagem da patologia ou fraqueza alheia, “ficar bem”, ou melhor, ganhar dinheiro prejudicando os outros, é apenas um exemplo dos valores que estão sendo normalizados para manter toda esta estrutura supracitada... Talvez, sem nem notar nada disso, você sorriria junto com o repórter dessa entrevista... Ou não?

Tudo isso é, de fato, um exemplo de hipnose para ser realmente temida. Já a hipnose terapêutica, leva você ao autoconhecimento que pode lhe libertar desses aprendizados que estão lhe prejudicando a qualidade de vida. Por isso é ainda mal interpretada, porque pode despertar sua mente para seu próprio potencial e poder, lhe descondicionando da submissão aos outros... 


P.S. 1: “Televisão” (do grego tele - distante e do latim visione – visão).
P.S. 2: Neste texto, por “televisão” entenda qualquer meio de comunicação de massa...

Camila Sousa de Almeida

sábado, 7 de janeiro de 2012

As Coisas

Dizem que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", mas também é verdade que uma coisa é outra coisa...

Camila Sousa de Almeida

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Duplo sentido à direita

MoviMente!



Dançar é um dos exercícios mais completos para o ser humano mais humano ser. É complexo; possibilitando sintonizar corpo e mente numa tal dimensão que, se feito profundamente, faz dançar a alma!

Abrange controle, foco, força, flexibilidade, enquanto vai alternando tensão, relaxamento, explosão e suave deslocamento energético. É dividir para integrar; faz a atenção se espalhar dos pés à cabeça, permitindo que vários gestos se tornem um só, e você se torne expressão de harmonia

É integrar-se consigo mesmo ao mesmo tempo em que se integra com a música e com o outro que possa estar a te acompanhar. E dançar em grupo te faz maior, aumenta a intensidade do ato e a habilidade do seu controle sobre si mesmo, ao estar sabendo respeitar os limites do outro, do ritmo que se faz além... 

Você se percebe base para movimentos alheios, se vê parte de um movimento conjunto e, diminuindo ou aumentando a velocidade de suas ações, você aprende a estar junto

Você, corpo-mente, é seu instrumento. Dance! Mexa-se com intenção

Camila Sousa de Almeida


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Com ciência


Na história da ciência podemos encontrar curiosos casos de pessoas que tiveram a mesma idéia ou desenvolveram semelhantes teorias, mesmo vivendo em diferentes partes do mundo, sem nenhuma comunicação entre si. 

Também é fato que, aquilo a que se reconhece como ciência hoje, ainda não consegue explicar todos os fenômenos que, indubitavelmente, acontecem. 

Felizmente, qualquer coisa pode acontecer mesmo sem ser compreendida. Como os nossos sonhos. Pois se é durante o sono que absorvemos e organizamos as informações recebidas durante a vigília, pode ser que durante esse período é que surjam certas respostas que antes não tínhamos condições de perceber. Assim, nossas questões inacabadas vão sendo trabalhadas inconscientemente através do simbolismo dos nossos sonhos.  

E nesse mundo simbólico podemos encontrar outras partes nossas, representadas nos outros com quem sonhamos. Porque mesmo envolto na própria mente, o ser humano sempre convive e insere o coletivo na sua imaginação/criação. 

Até porque todos nós que aqui vivemos estamos a compartilhar, independente de nosso desejo, a maioria das coisas que existem neste planeta: a terra e tudo que há nela; o ar que respiramos; o céu com o seu sol, lua e estrelas... 

Crescemos parte de uma mesma espécie que, mesmo na diversidade de suas culturas, tem muito mais em comum; as mesmas emoções, necessidades básicas e anseios profundos de amor e aceitação. 

E se compartilhamos mais semelhanças que diferenças, por que seria estranho fenômenos de “coincidências”? Um documentário chamado “Home” explica que as camadas de gelo na Groelândia estão derretendo por causa das indústrias instaladas em outras localidades do planeta. 

Essa conexão invisível também permite que pessoas de diferentes partes de um país, grande como o Brasil, possam escutar a mesma música, ao mesmo tempo, ao sintonizarem determinada rádio... Estranho isso?

Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Com tato se aprende contato

Ela conversa com árvores.

Ela aprende com tato:

Ela é feita de pedaços.

Ela se prende à terra em partes para continuar a crescer em direção ao céu...

Ela é, naturalmente, sábia. 


Camila Sousa de Almeida

domingo, 1 de janeiro de 2012

Tudo

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu... Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora... Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do 'momento ideal'. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida... Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”
   
Fernando Pessoa

domingo, 25 de dezembro de 2011

Se o Rádio Não Toca

Se O Rádio Não Toca!
A música que você quer ouvir
Não procure dançar
Ao som daquela
Antiga valsa
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!...

É muito simples!
É muito simples!
É só mudar a estação
É só girar o botão
É só girar o botão...

Se O Rádio Não Toca!
A música que você quer ouvir
Não procure dançar
Ao som daquela
Antiga valsa
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!...

É muito simples!
É muito simples!
É só mudar a estação
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!...

Se O Rádio Não Toca!
A música que você quer ouvir
Não procure dançar
Ao som daquela
Antiga valsa
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!...

É muito simples!
É muito simples!
É só mudar a estação
É só girar o botão!
É só girar o botão!...

Se O Rádio Não Toca!
A música que você quer ouvir
Não procure dançar
Ao som daquela
Antiga valsa
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!
Não! Não! Não! Não!...

É muito simples!
É muito simples!
É só mudar a estação
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!
É só girar o botão!...

Se O Rádio Não Toca!

Raul Seixas

sábado, 24 de dezembro de 2011

Não é o fim dos anos

O fim do ano não é o fim, é mudança. Nada se perde quando se percebe que são novas oportunidades que se ganha. 

As estações se repetem, mas as flores que desabrocham são outras, mesmo da mesma espécie; 

A chuva que cai não é a mesma chuva, mesmo sendo ainda gotas de água transformando seu estado; 

As folhas que caem, caíram porque secaram, e nessa mudança mudaram de cor, pra você poder identificar a mudança de fase; 

O sol, ah, esse muda, no céu, a todo momento! Deslocando-se, mostra que, mesmo mudando, continua a brilhar... Todos os dias faz a mesma coisa para que você continue tendo a chance de outras coisas experimentar...

Eu voto para que os votos desse fim de ano sejam de agradecimento. Pelas mudanças, e por tudo que não muda, para permitir que mudemos... :)

Camila Sousa de Almeida

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ArteTerapia


Enquanto você dirige, ouve música.
Enquanto navega na internet, conversa.
Enquanto toma banho, canta.
Enquanto viaja no ônibus, dorme.
Enquanto faz uma coisa, faz outra.
É, você já sabe fazer isso.
Aprenda agora a fazer arte enquanto faz terapia.
E/ou vice-versa. 

Camila Sousa de Almeida


Satisfação

domingo, 18 de dezembro de 2011

Em que sentido?



Qual o sentido da vida? É uma pergunta que se responde com o olhar. Mas aquele que não enxerga com o olho. 

O sentido que qualquer ser humano toma quando pula e se solta no ar livremente é pra baixo. 

O sentido do balanço das plantas, que têm folhas e galhos, pode ser diferente dos sentidos por cada um deles tomados; pode ser para os lados, alternando entre um e outro ou entre os quatro. 

O sentido das ondas do mar é pra frente, pra fora; para depois (ou antes?) ir pra trás, pra dentro, onde tudo é a mesma coisa: água. 

O sentido que voam os beija-flores é em direção às flores, onde quer que elas estejam... elas, que costumam estar por aí agradando um, dois, três, quatro, cinco ou mais sentidos... 

O sentido que vai a carona que você pega é o sentido que você quer ir. Independente da velocidade que você vai ser transportado. 

O sentido que vai a água que evapora é pra cima, pro céu; para quando ela tiver se transformado em chuva mude o sentido, indo diretamente pra baixo ou na diagonal, na direção daqueles que, por estarem vivos, estão a se movimentar... e podem estar lembrando de momentos que foram vividos e tudo o que foi sentido com isso...

Camila Sousa de Almeida

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Formação em Hipnose e Psicoterapia Breve 2012


Vivemos um tempo que passa cada vez mais rápido e que anda sendo bastante ocupado. As pessoas têm necessidade de resolver o que precisar ser resolvido de forma prática e eficiente que, não só não atrapalhe, mas facilite o seu dia-a-dia. 

Aliado a isso, os profissionais de qualquer área de atuação têm que manter-se em constante aprimoramento, atualizando-se e buscando acrescentar novos recursos que facilitem o seu trabalho – consequentemente também as suas vidas. 

A hipnose se insere nesse contexto como uma ferramenta poderosa de melhoramento para profissionais de saúde e seus pacientes/clientes, pois tem a capacidade de transformar a qualidade de vida de seus praticantes atuando em todos os aspectos envolvidos: corpo, mente, emoções, relacionamentos e hábitos. 

Somos capazes de muito mais do que habitualmente aparentamos. Entre outras coisas, é isso que você pode aprender, na prática, embarcando na viagem fantástica que é fazer este curso.  


Camila Sousa de Almeida

P.S. Apesar da ênfase na hipnose (autorizada a psicólogos, médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, e estudantes dos respectivos cursos), a formação abrange também outras técnicas que integram a Psicoterapia Breve Ericksoniana, para os psicólogos e médicos psicoterapeutas. 

*Maiores informações, estou à disposição!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Provocação [ando provocando]

Estava andando na calçada.

Ao passar, meu caminhar fez um calango se mexer de onde estava e correr. 

Um movimento vai provocando outro. E assim sucessivamente...

Camila Sousa de Almeida

domingo, 4 de dezembro de 2011

Vivida e Pensada

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
  
Fernando Pessoa

sábado, 3 de dezembro de 2011

Baseado em fatos reais


"Eu não sou depressiva, não tenho TDAH, não sou bipolar nem tenho fobia; mas possuo, aqui e ali, de vez em quando ou frequentemente, características de vários transtornos conhecidos. Mas isso não é suficiente para me enquadrar. Eu sou um quadro sem moldura; não terminei de me pintar." 

Da mesma forma pode ser com você. Não rotule a si mesmo por causa de frases que você encontra em listas de sintomas de determinados diagnósticos, pela internet. Se estiver precisando de ajuda, procure os profissionais indicados. Mas não defina precocemente o que está constantemente se definindo: você.  

Camila Sousa de Almeida

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

EspeciaLista

Um especialista foi chamado para solucionar um problema com um computador de grande porte e altamente complexo. Um computador que vale 12 milhões de reais.

Sentado em frente ao monitor, pressionou algumas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo para si mesmo e desligou o computador.

Tirou uma chave de fenda de seu bolso e deu volta e meia em um minúsculo parafuso. Então ligou o computador e verificou que tudo estava funcionando perfeitamente.

O presidente da empresa se mostrou surpreendido e ofereceu pagar a conta no mesmo instante.

- Quanto lhe devo? - perguntou.

- São mil reais, por favor.

- Mil reais? Mil reais por alguns minutos de trabalho? Mil reais por apertar um parafuso? Eu sei que meu computador vale 12 mil reais, mas mil reais é um valor absurdo! Pagarei somente se receber uma nota fiscal com todos os detalhes que justifique tal valor.

O especialista balançou a cabeça e saiu.

Na manhã seguinte, o presidente recebeu a nota fiscal, leu com cuidado, balançou a cabeça e saiu para pagá-la no mesmo instante sem reclamar.

A nota fiscal dizia: 
 
Serviços prestados

• Apertar um parafuso................1 real

• Saber qual parafuso apertar....999 reais

Autor desconhecido

domingo, 27 de novembro de 2011

ParCeria


Diante do surgimento de diferentes formatos de relacionamento, nas diferentes classes e culturas de nossa sociedade, não podemos mais falar de um padrão único de família, união e casamento. Há várias formas legítimas de estar junto; entretanto, essas novas possibilidades não excluíram velhos problemas, como a tradicional tendência de um – ou ambos os lados – anular sua identidade para se tornar um casal.

Esquece-se da própria individualidade para se tornar um “nós”, que vai para os programas conjuntos, que tem aquele grupo de amigos, que come em determinados lugares, que assiste certos tipos de filme, vivendo assim a vida de um terceiro ser inexistente. 

Na verdade existem dois indivíduos diferentes, mesmo que semelhantes. O que provavelmente torna a união mais interessante, não?!

Observe como agem parceiros de dança: para fazer os mesmos passos utilizam, no mesmo tempo, espaços diferentes. E o que um faz é diferente do que faz o outro, mas eles sincronizam seus movimentos: enquanto um coloca a perna direita para a frente, o outro coloca a perna esquerda para trás; quando um balança pra um lado, o outro balança para o outro e, assim, curiosamente, ambos vão na mesma direção... Há um encaixe; estão fazendo a mesma coisa, sem fazer.

No contato, vão se apoiando mutuamente, dando base para a realização de passos mais complexos. Mesmo quando se soltam dançam juntos, conectados pelo olhar ou simplesmente pela intenção de estar, complementando o outro na sua liberdade de movimentos.  

Parceiros de dança compartilham a alegria do que cada um está fazendo “sozinho”, porque estão acompanhados um do outro. No desenrolar da música, algumas partes se tocam, outras não... Às vezes apenas seguram as mãos e isso é tudo o que precisam para continuar. O ritmo é um só, mas cada um encontra seu jeito de dançar junto

Camila Sousa de Almeida

sábado, 19 de novembro de 2011

O desafio do rei a seus três filhos

Um grande rei tinha três filhos e queria escolher um para seu herdeiro. Era muito difícil, pois os três eram muito inteligentes, muito corajosos. Qual deles escolher? Então perguntou a um grande sábio, e o sábio sugeriu uma coisa...

O rei foi para casa e pediu que os três filhos se reunissem. Deu a cada um deles um saco de sementes de flores e disse a eles que estava partindo em uma peregrinação. "Levará alguns anos, talvez dois ou três, talvez até mais. Esse é um teste para vocês. Vocês terão que devolver essas sementes quando eu voltar. Aquele que as proteger melhor será meu herdeiro." E partiu.

O primeiro filho trancou as sementes em um cofre de ferro, pois quando o pai voltasse poderia devolvê-las no mesmo estado.

O segundo filho pensou: "Se eu as trancar, as sementes irão morrer. Meu pai pode argumentar que nos deu sementes vivas, que poderiam crescer, e que agora estavam mortas e não poderiam mais gerar flores." Então foi ao mercado, vendeu as sementes e guardou o dinheiro. Pensou: "Quando meu pai retornar, irei ao mercado, comprarei novas sementes e darei a ele sementes melhores que as primeiras."

O terceiro, contudo, encontrou melhor solução. Voltou ao jardim e espalhou as sementes em vários lugares.

Três anos depois, quando o pai retornou, o primeiro filho abriu o cofre. As sementes estavam mortas, apodrecidas. O pai lhe perguntou: "O que é isso? Foram estas as sementes que lhe dei? Elas podiam florescer e liberar doces aromas, mas suas sementes estão fedendo. Estas não são as minhas sementes."

Foi procurar o segundo filho. Ele correu até o mercado, comprou sementes, voltou para casa e disse: "Aqui estão as sementes." O pai lhe respondeu: Você se saiu melhor do que o primeiro, mas não foi tão bom quanto eu teria desejado."


Então foi procurar o terceiro. Tinha grande esperança, mas também medo: "O que ele terá feito?" E o terceiro filho levou-o ao jardim, onde havia milhares de plantas florescendo, flores por toda parte. E o filho disse: "Estas são as sementes que você me deu. Em breve irei colher as sementes e as darei de volta a você." O pai disse então: "Você é o meu herdeiro. É assim que se deve proceder com sementes."

Osho - Tarô da Transformação

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sentindo o sentido

 
Você já parou para observar que quando nós abraçamos alguém sentimos algumas partes dessa pessoa e outras não? Você já reparou que partes dessa pessoa você não sente? E as partes que você sente mas ainda não se deu conta que sente?
Você já percebeu que quando abraçamos alguém, pensando no quanto gostamos dessa pessoa, estamos funcionando como um sol? Irradiando todo o nosso gostar, todo o nosso carinho, amor, afeto? Talvez nós possamos ser como o sol quando abraçarmos alguém... e se pararmos para pensar direitinho, talvez possamos ser como a lua também. Até mesmo a lua irradia a energia que recebe. Já viu como a lua pode iluminar as nossas noites? Nós, da mesma forma, podemos receber uma energia que nos chega de fora e também, da mesma forma, podemos deixá-la ir... se a energia chegou até nós é porque está em movimento e se está em movimento não vai parar em nós, assim como você já faz com a sua respiração automaticamente. Quando você respira, recebe o ar que vem de fora, absorve tudo aquilo que vai ser útil a cada uma de suas células, nutrindo-as saudavelmente, ao mesmo tempo em que o ar, automaticamente, vai absorvendo tudo aquilo que suas células não precisam e assim você joga fora o que não precisa ficar com você, o que não lhe faz bem. E você já sabe fazer tudo isso não sabe? Talvez seu inconsciente já tenha se dado conta daquilo que seu consciente ainda não percebeu e talvez agora você possa, conscientemente, se dar conta daquilo que o seu inconsciente já percebeu.  

Camila Sousa e Thiago Moraes

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É a Gota D' Água!

Este vídeo retrata bem alguns modos de pensar da população em relação a uma questão bem específica e de grande importância para o país e o planeta: a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Tais tipos de pensamento se estendem a outros assuntos de influência nacional/mundial, mas que, infelizmente, não interessa a todos os indivíduos. 

Muitas vezes é só uma questão de esclarecimento, para que alguém passe a se importar; e é exatamente o que este vídeo está buscando. É uma ótima iniciativa que qualquer um, mesmo individualmente, pode copiar. O mar é feito da união de gotas.

Camila Sousa de Almeida


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Assunto: fobia?


Criamos e aprendemos muita coisa durante toda a vida.  Algumas delas são prejudiciais, como os medos que, em excesso, viram fobias. Aprendendo a pedir ajuda quando não conseguimos resolver algo sozinhos, podemos aprender a superar, entre outras coisas, uma fobia. 

Tive uma cliente que chegou para resolver sua fobia de sapos e conseguiu alcançar este objetivo. Após alguns meses tendo parado a terapia, me enviou um e-mail com o seguinte relato: 


”Camila

Ontem eu estava no Parque da Sementeira e senti uma coisinha batendo em minha perna. Pensei: "Será um grilo?". Pois fui conferir e vi que era, na verdade, uma rã. Então, pensei: "Ah, não é um grilo, é só uma rã." E continuei a conversa...

Quanta felicidade e orgulho :)
Obrigada!”

As coisas mudam, a gente supera e às vezes só repara quando algo acontece, e nos ajuda a reparar que mudou, ou que a mudança não mudou... :)

Camila Sousa de Almeida

domingo, 6 de novembro de 2011

Emocionando-se


Viver metodicamente, planejando com antecedência, dá mais segurança, isso é certo. Mas seguro mesmo você nunca estará, pois tentando ter tudo sob controle você descobre que não pode controlar o trânsito. Nem o dos outros, de seus carros... 

O fluxo da vida, cheia de variáveis que lhe escapam entre os dedos quanto mais você aperta as mãos, é feito de escapulidas, descobertas, do inesperado. Por isso, você pode esperar muitas emoções. Porque quando você foge delas, mais rápido as encontra: você fica tenso, receoso, ansioso, preocupado. Não dá para não se emocionar. 

Mas perde algumas sensações emocionantes quem tenta escapar disso tudo buscando uma (utópica) completa segurança; perde a emoção de estar a caminho da rodoviária a poucos minutos de sair seu ônibus, e a emoção de chegar a tempo e, por isso, sentir-se feliz e aliviado. 

Pra tudo há um preço. Que, nesse caso, poderia ser o preço da passagem e alguns momentos a mais na outra cidade. Por outro lado, quem sabe assim se evitaria algo desagradável ou se teria ganhos que não se teria indo no ônibus planejado. Não sabemos, não temos como saber. E muitas vezes é isso que dá a impressão de estar realmente vivendo sabendo viver. 

Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Completa mente v a z i o

 
Uma cadeira vazia é cheia de possibilidades. 

Numa cadeira cheia outras possibilidades existem. 

Então o que pode ser completamente vazio?

Camila Sousa de Almeida


domingo, 30 de outubro de 2011

Ericksoniana-mente-hiperativa


A vida virtual é tão versátil quanto qualquer outra vida, pois também lhe dá a opção de fazer o que quiser com ela. Você pode se afastar das pessoas ou se aproximar delas; pode se esconder ou se mostrar para o mundo; pode usá-la para “não fazer nada” ou criar alguma coisa interessante; pode ser quem é ou, ousadamente, buscar ser quem deseja ser...

De uma conversa entre duas pessoas que jamais se viram pessoalmente é possível nascer um “bebê”? Trocando idéias sobre nossos blogs, eu e Senna, do ‘Mente Hiperativa²’, nos perguntamos por que boa parte das pessoas que lêem nossas postagens não comentam sobre elas. 

E tivemos uma boa idéia: perguntar pra vocês!

Sendo assim aqui estamos, apresentando o nosso bebê recém-nascido, desejando que ele cresça e aprenda muito com todos vocês. Para isso, precisamos entender um pouco do que se passa na sua cabeça...

No começo não foi fácil lidar com esta idéia, pois um bebê não tem futuro definido, não vem com manual, ele vai se definindo pela própria existência. Mas nossa criação foi fruto da sintonia, da sincronia, pois seus pais não acreditam em coincidências e sabem que a vida naturalmente nos move de encontro aos semelhantes.

Esperamos que vocês, queridos leitores, ensinem com carinho esse bebê, comentando sobre seus ausentes comentários, para que ele possa crescer e aprender um pouco mais sobre esse mundinho em que ele se inseriu... :)

Camila Sousa de Almeida e Ricardo Senna

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