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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

terça-feira, 26 de junho de 2012

AvaliAção Psicológica


Sabemos que podemos prejudicar alguém não só pelos atos que praticamos, mas também pela negligência do que não fazemos ou não falamos. Por isso estou a escrever. 

Tive a oportunidade de ouvir algumas vezes, das próprias pessoas que se preparavam ou já haviam realizado uma cirurgia bariátrica, depoimentos sobre os procedimentos pré-operatórios que me deixaram preocupada com o funcionamento, que me pareceu comum, da “avaliação psicológica” dentro desse contexto específico. 

Em primeiro lugar, muitos pacientes vão ao psicólogo (da equipe do cirurgião, obrigatoriamente) com o objetivo de enganar o profissional, para que ele não alongue o processo e/ou não impeça a cirurgia, avaliando-o como não preparado para tal. Mentem e tentam fingir maturidade, esclarecimento e equilíbrio para conseguirem o mais rápido possível o que querem: a autorização para a cirurgia. 

O psicólogo, por sua vez, parece não atentar para tais sutilidades – ou finge que não percebe (o que eu prefiro não acreditar que aconteça), dando o seu aval após duas sessões – ou pouco mais que isso – com um paciente até então desconhecido. Será que em poucos encontros de determinados minutos conheceu?

Uma situação tão séria e delicada que, se não compreendida e bem elaborada, tanto mental quanto emocionalmente, pode levar à morte, não pode de maneira alguma ser tratada desse jeito. Pessoas que se submetem a esse tipo de cirurgia não podem de jeito nenhum extrapolar os seus limites – que mudaram radicalmente, quase que do dia pra noite. Algumas pessoas, que não tiveram o devido acompanhamento psicológico (antes, durante e depois), não conseguem se controlar e morrem por causa disso. Você pode pesquisar, acontece. 

Nossos comportamentos são gerados por um misto de nossa vontade consciente com nossas tendências/inclinações inconscientes. A presença de impulsos que não conseguimos controlar intencionalmente, com esforço, indicam a necessidade de um trabalho psicoterapêutico que ajude a transformar a condição emocional em que tais impulsos existem e se manifestam.

Quando não é conseqüência de algum distúrbio orgânico, a obesidade costuma ser coadjuvante da ansiedade e não raro é conseqüência de algum vazio emocional que a pessoa tenta preencher com a ingestão de alimentos. Portanto, é preciso mexer em muito mais do que no corpo.

Um psicólogo não resolverá os seus problemas, apenas vai lhe ajudar a resolvê-los; da mesma forma, uma operação de redução de estômago e similares apenas vai facilitar mudanças que você quer, precisa fazer e vai depender de você...

Camila Sousa de Almeida


...Tudo...


:)


terça-feira, 19 de junho de 2012

A vida é terapêutica!





Quando pensamos em terapia geralmente imaginamos um profissional, um paciente/cliente(s) e um ambiente específico, como um consultório, onde o primeiro emprega no segundo técnicas aprendidas em cursos e formações da área em que atua. Sim, a terapia pode ser assim. Mas essa não é a forma mais freqüente de acontecer. 

Espontaneamente, todo mundo pratica terapia! Em si mesm@ e nos outros; às vezes atingindo, mesmo com gestos simples, profundamente... A diferença pode estar na inconsciência de quem faz/recebe, enquanto o terapeuta profissional sabe o que pretende e age intencionalmente na direção desses objetivos. 

O lazer, o prazer em se fazer algo que se gosta de fazer, é uma terapia popular e bem estabelecida. Assim como os sinceros beijos, abraços, sorrisos... Há quem se transforme ao dançar, cantar, tocar, ler, cozinhar, pedalar, escrever, caminhar, viajar, nadar, fotografar, malhar, bronzear, plantar, costurar, pintar, tricotar, conversar, limpar, ler, elogiar, organizar... A lista nunca vai acabar...

As atividades de todos os dias podem ser terapêuticas, em diferentes graus das atividades mais esporádicas que o são também. Uma pausa no trabalho para beber água ou tomar um café é uma prática terapêutica, não?! O próprio trabalho pode ser. Perceba a diferença que pequenas coisas fazem no seu estado, no seu ser. E você pode perceber isso quando não as pratica também... 

O objetivo essencial da terapia, como a compreendo, é saudavelmente proporcionar bem-estar, qualidade de vida. E isso, com certeza, você sempre pode fazer por você mesmo, em qualquer lugar! Mesmo que em algum momento ou situação específica você precise ir fazer terapia com alguém especializado, em algum lugar determinado para isso. 

Camila Sousa de Almeida

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CFP NA CÚPULA DOS POVOS

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) tem, historicamente, se dedicado à luta em defesa dos direitos humanos, da justiça social e da igualdade. 

Para o debate na Cúpula dos Povos, que acontece no Rio de Janeiro, de 15 a 23 de junho de 2012, o CFP traz questões centrais para a sociedade, como emergências e desastres e suas relações com a preservação ambiental, protagonismo e justiça social e a dimensão subjetiva do desenvolvimento sustentável, levantadas sob a perspectiva do compromisso da Psicologia com a construção do bem comum. 

Considerar os efeitos das condições do ambiente sobre os comportamentos humanos, e dos comportamentos humanos sobre as condições do ambiente, partindo da compreensão de que nos ecossistemas cada elemento tem sua função e todos os organismos são necessários, também é papel da Psicologia. 

A Psicologia pode cumprir um importante papel na construção de novas relações entre indivíduo e ambiente, que partem da ideia de que homens, mulheres e o planeta são parte de um mesmo todo e que podem estar integrados e inter-relacionados para a construção do bem comum, em que são considerados o bem estar social e a preservação do meio ambiente. 

Participe da nossa programação e visite o nosso estande!

CFP NA CÚPULA DOS POVOS
 
Conferência A Psicologia e o Compromisso com a Construção do Bem Comum
Data e horário 15 de junho de 2012 às 14h
Local Tenda 17, Flora Tristan, Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro-RJ (perto da entrada do Aterro, ao lado da Plenária 5, via Rua do Russel, Glória)
Conferencista Marcus Vinícius: Psicólogo, doutor em saúde coletiva, professor da Universidade Federal da Bahia, onde coordena o Laboratório de Estudos Vinculares e Saúde Mental do Instituto de Psicologia.
ESTANDE DO CFP
Estande n° 65, Aterro do Flamengo, em frente ao Hotel Novo Mundo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Meu? Seu? Eu?


Já presenciei várias vezes um adulto dizendo para uma criança com medo de algum bichinho: "ele/a está com mais medo do que você"...

Camila Sousa de Almeida

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Existe!

 
Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.
 Eduardo Galeano




terça-feira, 5 de junho de 2012

Marcha das Vadias



O assunto do momento, pelo menos pra mim e pra uma boa parte de mulheres e homens que costumam acompanhar os movimentos sociais, é a Marcha das Vadias. Eu sei que nem todo mundo ouviu falar ou, se ouviu, não entendeu de cara do que se trata. O julgamento que alguns fazem a partir do termo escolhido para dar nome ao movimento é um exemplo claro de um tipo de atitude contra a qual o mesmo luta pra transformar: o preconceito e a discriminação pela aparência. 

Tudo começou em 2011, numa universidade em Toronto, no Canadá, quando um policial disse em uma palestra para as mulheres não usarem roupas de vadias, para evitarem estupros. Não aceitando serem culpabilizadas pela violência sofrida, as mulheres se organizaram para protestar contra o machismo e as diferenças sociais dele derivadas, tais como a utilização do corpo feminino como objeto pela mídia; as diferenças de salário entre homens e mulheres, pelo mesmo trabalho realizado; os estupros, abusos e violências sofridas pelas mulheres no mundo todo, em diversos contextos e culturas; entre tantas outras, já que cada marcha vai acrescentando as peculiaridades locais à medida que vai ganhando o mundo. 

Um ponto interessante de tudo isso é que a luta me parece estar ganhando força devido a uma mudança muito importante que aconteceu internamente no grupo: a condenação de umas pelas outras, devido ao uso de determinados tipos de roupas e comportamentos sexuais, que demonstrava a tal da competitividade feminina, foi substituída pela defesa de todas por todas. Pois até mesmo as mulheres acusavam-se umas às outras de serem "vadias"... O machismo internalizado pelas próprias mulheres acabou se tornando seu maior inimigo, na medida em que as separavam... afinal, a união faz a força.  

As palavras que usamos ganham o significado que damos, por isso, a violência verbal pode se transformar em libertação: denominar-se "vadia" agora, pode significar ser uma mulher que luta, e não só pela sua liberdade, mas de tod@s, sem distinção! Compreendo que o lema da liberdade e do respeito, assim como qualquer outro, implica na prática pessoal como exemplo. Lutar pela liberdade de tod@s não significa concordar ou compartilhar de suas condições, preferências e escolhas. Para ser livre não basta ser respeitad@; tem que respeitar. E esse é um movimento muito profundo...

Camila Sousa de Almeida


À primeira vista


domingo, 3 de junho de 2012


Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar

Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar

Tom Zé

sábado, 2 de junho de 2012

+ uma história

Medicalização e Sociedade

Inteiramente

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.


Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.

Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.

Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


Supostos autores: John Lennon / Martha Medeiros

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A chegada da Paz

Hoje eu vou contar uma história bonita. E de todas as histórias bonitas essa é a mais! Foi a que eu escolhi contar pra você.

Um dia, que não era dia, era noite, uma gata escolheu ser livre e sair pelas ruas a miar. Miou tanto que sua voz rouca foi ouvida, e uma mulher livre, subindo em sua escada, a acolheu. 

Só os livres podem ajudar alguém sem perder a liberdade. Por isso, isso aconteceu. A gata não procurava por ninguém, na verdade. Os seres humanos que buscam gatos e gatas para cuidar. Mas os encontros acontecem por um encaixe perfeito se encaixando numa cabeça quebrada; no quebra-cabeças, as diferentes peças formam uma única imagem. 


Assim, mulher, gata, liberdades, passaram a sair na foto. A grafia ficou pra ser minha parte. 

Estranhamente bom de se ver era que a calma da gata não se esgotava. Parecendo mais receber do que dar, ela preenchia o que parecia estar em falta na casa. A mulher sarou o coração a partir dessa entrada. A paz chegou, e ela passou a viver melhor. Esse era o nome da gata.

Camila Sousa de Almeida

domingo, 20 de maio de 2012

Hipnose - Perguntas e Respostas


VOCÊ TEM MEDO DE HIPNOSE?

Hipnose é um assunto repleto de mitos difundidos pelo senso comum; hipnotizadores de palco, pessoas que fazem demonstrações públicas e sensacionalistas contribuem muito para isso. Os verdadeiros profissionais de saúde utilizam a hipnose como ferramenta terapêutica e esta, nas mãos de um terapeuta capacitado e ético, não precisa ser temida. Abro aqui um espaço para vocês fazerem perguntas específicas sobre a hipnose, para que possamos esclarecer melhor o que é verdade ou não.

L.M.: Através da hipnose, o profissional de saúde pode levar o paciente à vidas passadas? Como funciona?

Camila Sousa: Oficialmente, a utilização da hipnose é regulamentada pelos Conselhos de Psicologia, Medicina e Odontologia*. Contudo, outros tipos de profissionais utilizam-na, como os terapeutas alternativos. Vidas passadas é um conceito que não é abordado pela Psicologia e nenhum psicólogo está autorizado a trabalhar com base nele. Nós, psicólogos, temos o princípio ético de não induzir nossos clientes/pacientes a convicções de nenhuma espécie, mas respeitar as crenças de cada um. Se realizo um trabalho com hipnose e meu cliente acredita que teve contato com vidas passadas, esta é a verdade dele, e será aceita por mim. Mas eu não irei realizar um trabalho afirmando que será relacionado a vidas passadas, independente desta ser a crença dele, compreende? Se a pessoa tem isso como objetivo, há terapeutas alternativos que fazem esse trabalho.

Dr. José Hamilton Vargas: Hipnose é realmente algo instigante! Já tive pacientes que se beneficiaram com esta técnica para superação de medos e fobias específicas.

Parabéns, Camila, pela excelente explicação!

K.C.: sou leiga e gostaria de saber se o paciente sabe que entrou em transe, ficamos conscientes? lembramos de tudo?

Camila Sousa: O estado de transe pode ser percebido por alguns sinais que os indivíduos apresentam, interna e externamente, como mudanças na respiração, nos batimentos cardíacos, no comportamento muscular, no reflexo de engolir, na frequência de piscar os olhos, para citar alguns. Os sinais apresentados não são iguais para todos e uma mesma pessoa também pode variá-los nos diversos transes que experimenta. A pessoa pode perceber seu próprio estado alternativo de consciência e isso fica mais fácil a cada vez que ela entra em transe. A hipnose trabalha com o inconsciente, mas o consciente é também um auxiliar do processo, assim como utilizamos as nossas duas mãos para realizar certas atividades. Escrevemos diretamente com uma mão, mas a outra contribui segurando o papel, por exemplo. Mas, mesmo estando presente naquela atividade, a mão que segura o papel pode ser esquecida ou não percebida por alguns momentos, porque o foco se concentrou totalmente na mão que escrevia. É comum que isso aconteça, mas não é regra. Após o transe as pessoas podem lembrar de tudo, de quase tudo ou não lembrar de nada. Assim como você pode não estar mais lembrado do que lanchou ontem, ou do sabor daquele doce tão gostoso que comeu semana passada, mas que sabe que adorou... As pessoas não reagem iguais as outras e nem mesmo a si mesmas, pois a diversidade e a mudança são naturais e o ser humano especialmente único.

T.A.: Para quais doenças a hipnose tem sido mais usada como auxilio no tratamento?

Camila Sousa: Bem, para quais tem sido mais usada eu não sei, não conheço dados estatísticos. Mas posso afirmar que pode ser aplicada para uma infinidade de objetivos. Se sua pergunta se limita à “doenças físicas”, a hipnose é eficaz no tratamento de doenças orgânicas e funcionais (aquelas em que não existe lesão ou comprometimento da estrutura de determinado órgão, mas afeta funções fisiológicas ou psicológicas). Sabemos que a imunidade é um fator importante na saúde e está intimamente relacionada às emoções. Através da hipnose podemos aumentar nossa imunidade e empossar nosso organismo de sua capacidade de curar-se e manter-se saudável. A mesma também pode proporcionar controle da dor, analgesia e anestesia: partos são facilitados e suavizados, podendo ocorrer sem dor; dentistas utilizam a hipnose em seus consultórios; grandes cirurgias são realizadas com anestesia apenas hipnótica, entre tantos outros exemplos. Sintomas desagradáveis de doenças graves podem ser manejados mais facilmente e esta ferramenta pode ser um eficiente auxiliar para solucionar disfunções neurológicas, do sistema digestivo, do aparelho respiratório, genitourinário, cardiovascular, problemas de pele, distúrbios do sono, obesidade e disfunções sexuais. Além de tudo o que já foi citado, a hipnose é também utilizada na mudança de hábitos, na superação de sofrimentos psicológicos, como ansiedade, pânico, fobias, depressão, compulsões, transtornos de personalidade, etc. É importante que fique claro que a hipnose não é todo o tratamento; é um poderoso instrumento da psicoterapia, no caso do psicólogo, que também lança mão de outras técnicas. Todos os profissionais necessários a cada caso devem ser consultados e, trabalhando em conjunto em busca de um objetivo comum, o paciente/cliente só tem a ganhar.

R.G.: A técnica da hipnose quando bem manejada pelo terapeuta torna-se um recurso valiosissimo para o processo, pois permite ao cliente caminhar de forma mais prazeirosa e saudável!

Parabéns Pela Iniciativa Camila!!

Sucesso!!

=o**

A.: Oi, Camila
Realmente a hipnose é cercada de mitos e sensacionalismo,excelente iniciativa de esclarecer o que realmente é a hipnose, um recurso rico e comprovadamente eficaz, além de ser um estudo apaixonante, como você mesma diz.

Parabéns pela iniciativa e pelo seu blog que é super criativo e esclarecedor.

Ana

terapiaesaude.blogspot.com

S.R.: Olá galerinha, 

Olá Camila...

Sobre o tópico, já vi pela t.v profissionais mostrando o trabalho em forma de entretedimento, mas sempre falando da maneira de como usar a hipnose como recurso para a cura de doenças e traumas...

Acho hiper interessante, mas confesso que TERIA MEDO de me submeter a hipnose, talvez por "preconceito"(no bom sentido da palavra), teria medo, embora, tenho muita curiosidade, quem sabe um dia, numa oportunidade eu tente.

Abraços.

Camila Sousa: Olá Simone. Medo de que exatamente? Dá uma lida nesse texto do meu blog: http://ericksonianamente.blogspot.com/2009/07/naturalmente.html

abraço

S.R.: Camila, li o poste...tirou minhas dúvidas.

"A pessoa em transe hipnótico não age contra si mesma e pode aceitar ou não as sugestões".

Gostaria de fazer uma pergunta: Quando estamos assistindo T.V, vemos comerciais com propagandas de produtos que nos induzem a comprar, mesmo que consciente digamos não a tal produto...aqui lanço a pergunta: Tal produto fica no incosciente pedindo para ser comprado ou some?

T.S.D.: Não tenho medo acho algo normal.

T.S.D.: Gosto muito da tecnica pois ela ajuda a resolver varios traumas, fazendo com que as pessoas vivam mais felizes.

Camila Sousa: Olá Simone!

Infelizmente, a área de marketing e propaganda procura utilizar-se de todos os conhecimentos possíveis para influenciar as pessoas a desejarem e comprarem seus produtos. As técnicas de PNL (Programação Neurolinguística), linguagem hipnótica, são ferramentas poderosas para produzir mudanças saudáveis na vida das pessoas e deveriam ser utilizadas especialmente para este fim. Esta é a minha opinião. Uma faca não é boa nem má, pode ser usada para cozinhar ou para ferir alguém; é apenas o instrumento que a pessoa usa para alcançar seus objetivos. Se você tem senso crítico diante do que ouve, vê e recebe de sugestões da sociedade de consumo, você pode ter consciência suficiente para tomar suas decisões, diante de tudo que sabe. Você pode escolher comprar ou não, mesmo sentindo desejo por algo. Existem prós e contras, que você pode pesar. Assim como no trabalho com a hipnose terapêutica, em que as sugestões podem ser aceitas ou não... O poder é seu. Você pode tudo.

Camila Sousa: Oi Lakobos!

Que bom! E tudo que nos faz bem, é válido, não é?! :)

J.B.: minha esposa nao acredita em hipnose e tivemos alguns problemas de infidelidade de ambas as partes e isso gerou nossa separação, hoje estamos juntos de novo e ela queria que passasemos os dois por sessoes de hipnose para falar se realmente estamos sendo fieis. isso é possivel? uma pessoal pode mentir estando hipnotizado? a pessoa pode fingir estar hipnotizado pra falar o que quiser ou ela sera realmente sincera?

muito obrigado

S.R.: Oi Camila!

Creio que eu tenho senso crítico!

Eu gosto muito de assisti T.V rsrs... e vi num determinado progama uma pessoa sendo hipnotizada, e no transe foi lhe sugerido que comesse uma cebola, mas o hipnotizador disse para a pessoa que era uma maça! A pessoa comia a cebola como se estivesse comendo uma maça.

Parece que o cérebro é quem manda né?! Sim eu estou no comando, eu posso tudo...mas em transe fico a merce das palavras, o corpo obedece a um progama é isso????

Fora a isso compreendo perfeitamente que a hipnose sendo usada para curar as pessoas...é uma descoberta e tanto.

Beijo

Camila Sousa: jfernando, me desculpe pela demora.

Em primeiro lugar, gostaria que pensasse um pouco no seu relacionamento. Imagino que a confiança tenha sido quebrada, mas a partir do momento que decidiram dar a vocês uma outra chance, por que se apegar ao passado?

Será que duas pessoas que admitiram e conversaram sobre a infidelidade praticada estariam dispostas a retroceder e esconder algo que supostamente fariam novamente?

Uma pessoa pode falar durante o estado de transe (se for terapeuticamente útil), mas ela não falará algo que não queira falar ou algo que possa prejudicá-la, se ela não quer ser prejudicada. Ela continua fiel aos seus valores, então se é capaz de mentir sobre essa situação, ela pode mentir em transe também, compreende?
A hipnoterapia pode ajudá-los de outras formas: auxiliando a encontrar em si mesmos as respostas para suas dúvidas; facilitando a expressão de algo que seja difícil, mas que você quer expressar; resgatando a capacidade de se abrir e confiar, se essa for a vontade de vocês.

Disponha...

Camila Sousa: Oi Simone!

Essa experiência da cebola com gosto de maçã é clássica entre hipnotizadores de palco. Eu, pessoalmente, não concordo com essas práticas com objetivo único de demonstração que, além de não contribuir, pode até prejudicar em alguns casos.

Eu não diria que o cérebro manda, mas a mente, que é algo além do que o aparelho que a possibilita agir. Em primeiro lugar, é preciso deixar algo bem claro: ninguém é hipnotizado se não permitir. Você se permite, você confia, e por isso o hipnotizador (ou mais indicado, o terapeuta) tem influência sobre você. Segundo, as sugestões dadas não necessariamente são aceitas de forma automática, a sua mente inconsciente continua te protegendo durante o transe; seus valores mais profundos permanecem guiando suas respostas e reações.
Uma junção da confiança depositada por você, com a habilidade do hipnotizador/terapeuta em eliciar respostas compatíveis com aquilo que você deseja (ou pelo menos não recusa) para si mesma é que vai determinar a influência exercida sobre você.

Você já ter internamente tudo que é necessário para alcançar seus objetivos é uma descoberta e tanto! :)

Abraço

S.R.: Oi Camila

Obrigada por reponder :)

Compreendi, a mente é quem manda. Mas talvez eu não tenha feito a pergunta corretamente, o que quiz perguntar foi o seguinte. A mente é quem manda, o corpo obedece a esse comando, como o exemplo da maça, o cérebro conhece o gosto da maça correto?! pode ser uma cebola, ou uma manga rs, a pessoa hipnotizada pode esta num alto grau de inconsciência e "comer" a manga achando ser maça.

Ou seja, é verdade ou mentira que alguém faça isso mesmo?

Beijos :*

Camila Sousa: Oi Simone.

Eu não diria "alto grau de inconsciência", eu diria estado alternativo de consciência. E sim, é verdade que esses fenômenos acontecem. E acontecem mais frequentemente do que você imagina. Por exemplo: meninas com anorexia, super magras, se olham no espelho e se vêem gordas! Às vezes as crianças se cortam e nem vêem, continuam brincando sem sentir nada. A partir do momento que percebem que se machucaram, começam a sentir dor...

"Verdade" ou "mentira" pode simplesmente ser aquilo que a mente acredita.

Ah, beijos! rs

L.: Você acredita que a hipnose ajuda nos tratamentos de doenças seja elas emocionais ou não.

Camila Sousa: Sim, a hipnose é um recurso reconhecidamente eficaz para tratar os mais diversos transtornos, sejam eles de ordem psicológica ou física. Até porque nenhuma doença afeta apenas o corpo; não podemos separar um do outro. De qualquer forma, o trabalho com hipnose abrange o ser por completo.

E.: camila, a hipnose é recomendada no caso de toc? pode me esclarecer. abraços

Camila Sousa: Sim, Eduardo. A hipnose pode ser útil no tratamento do TOC.

Porque o nosso inconsciente é responsável pelas nossas reações emocionais, nossas ações automáticas, os comportamentos que não conseguimos evitar por esforço consciente. E por ser uma porta de acesso ao inconsciente, com toda a riqueza que ele tem, a hipnose nos permite trabalhar os padrões desagradáveis de pensamentos e comportamentos característicos do TOC, além da ansiedade.

Deu pra clarear?

abraço

E.: OK! OBRIGADO

Perguntas e respostas realizadas no portal Banco de Saúde entre 16/12/09 e 01/11/10.  

*Atualmente, a utilização da hipnose é regulamentada pelos Conselhos de Psicologia, Medicina, Odontologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. 

sábado, 19 de maio de 2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sabe?!


Sabe aqueles momentos em que a alegria toma conta e a sensação de felicidade pulsa dentro de voce tão forte que fica impossível o oposto da dança e do canto? Os olhos brilhando como dois sóis mais gloriosos que o famoso astro do céu?! Um extrapolar os limites da pele que te conecta com tudo, tão belo, ao seu redor?! Aquela falta de pensamento único que te diversifica os focos na medida em que se concentra internamente na perfeição do que se está vivendo?! Isso mesmo...

E quando, nessas horas, me perguntam o que aconteceu para eu estar assim, eu simplesmente respondo que não há explicação. E não há mesmo, já que esperam justificativa em algo que tenha acontecido para mim... De fato, algo aconteceu. Mas foi em mim. Acontece assim...


 

Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os fins


A morte é uma idéia frequentemente temida. Mas, assim como tudo mais, pode ser encarada de diversas formas, não necessariamente adversas, se olhamos além de uma perspectiva física. Não é difícil observar, dentro das famílias, que a morte do corpo físico pode despertar os espíritos – não aqueles de quem se foi, mas daqueles que, por enquanto, ficam. 

Espírito é uma palavra que aqui utilizo para denominar aquilo que faz alguém querer dizer o que nunca disse; fazer o que não fazia; perdoar, pedir perdão e viver livre de mágoas e dívidas. 

Fins proporcionam (re)nascimentos. Como um ponto no fim de um parágrafo abre espaço para outro começar dizendo coisas novas, ou já ditas, porém reformuladas após uma boa maturação. 

Ironicamente, talvez a morte possa dar sentido à vida; ou mostrar a importância devida do que realmente importa. Entretanto, apesar de tamanho poder de trazer benefícios, ainda assim, tememos tais experiências. Medo de mudanças é o humano medo do desconhecido... 

Mas o novo é que nem o velho: pode ser bom ou nem tanto assim, o que alguns chamam de “ruim”. Mas é natural que – o que dizemos ser – opostos estejam juntos integrando uma coisa só. Eu não conheço todas as moedas de todos os tempos, mas, nunca ouvi falar de nenhuma que tivesse apenas um lado! Independente do seu tamanho, valor ou formato. 

Se tudo que nasce naturalmente tem a morte como inevitável destino, obviamente se pode também destruir o que foi humanamente construído. Você pode deixar morrer ou, até propositadamente, assassinar quem te engana dizendo que é igual a você: seu ego. Um braço é um braço e não todo o seu corpo. Se você não puder usá-lo mais, pode continuar vivendo, adaptando-se às mudanças. 

Se você se permite ser diferente de “si mesmo”, vai deixando morrer a idéia de que as coisas precisam ser de uma forma específica para estar bem...

Camila Sousa de Almeida

Podemos


Tem coisas que não podemos controlar. Tem coisas que 
podemos. Controlemos estas!
Camila Sousa de Almeida 

 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Coisas por trás das coisas


O mundo é cheio de coisa. E uma coisa pode estar cheia de um mundo de coisas além. Onde não vemos uma, vemos outra. 

Muito sofrimento há. Muita alegria também. No mesmo lugar que vemos um pobre a pedir esmola, vemos alguém a lhe dar. No mesmo hospital que encontramos um doente gemendo, há algum profissional a lhe cuidar. É quando uma catástrofe acontece que vemos a mobilização das pessoas para arrecadar bens e, assim, a solidariedade e generosidade praticar. 

Uma coisa está ligada à outra e uma precisa da outra para existir, não?! Sofrer por causa do sofrimento pode ser uma escolha, já que o mesmo pode lhe fazer sorrir; ter esperança; se orgulhar de si; ampliar a vista; aprender algo; aprender a amar... 

Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 1 de maio de 2012

Os nós que se ligam a nós


Malú sonhou comigo. Sonhou com ela mesma. Eu fazia algo que a surpreendia e ela se unia a mim para, juntas, colocarmos em prática algo inusitado. A gente sempre faz isso. Nós, humanos. Usamos os outros como motivos, escudos, desculpas para fazer o que sozinhos não temos coragem. Em grupo, coletivizando-nos, somos outros porque, muitas vezes, assim é que conseguimos ser nós mesmos; usar outros lados de uma personalidade que não costuma se mostrar como é inteira. 
 
Frequentemente enxergamos no lado de fora características que temos e que incomodam, mas em vez de lidarmos com nossas próprias sombras, nos incomodamos explicitamente é com os outros! Às vezes sonhamos com pessoas que não estão representando elas mesmas, mas partes psíquicas nossas... Simbolicamente ou não, todos são parte de nós, enquanto justificamos que somos parte deles. Na verdade, uma coisa não exclui a outra. 

Muitos pais tentam realizar os próprios sonhos e ideais através dos filhos. Como é que funciona isso? Descobrimos que somos diferentes e iguais, à medida que olhamos pra fora. E pra dentro. E pra fora. E pra dentro. E pra fora. E pra dentro... Infinitamente descobrindo Quem Eu Sou, a partir de Quem Nós Somos ou não...

Camila Sousa de Almeida

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