- Camila Sousa de Almeida
- Aracaju, Sergipe, Brazil
- Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)
terça-feira, 6 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A Majestade, o Sabiá
Lembro que quando estava fazendo o curso de hipnose um colega observou que esta música parecia estar descrevendo um transe... E não é que parece mesmo?!
Meus pensamentos
Tomam formas e viajo
Vou pra onde Deus quiser
Um vídeo-tape que dentro de mim
Retrata todo o meu inconsciente
De maneira natural
Ah! Tô indo agora
Prá um lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o Sabiá
Tô indo agora tomar banho de cascata
Quero adentrar nas matas
Aonde Oxossi é o Deus
Aqui eu vejo plantas lindas e selvagens
Todas me dando passagem perfumando o corpo meu
Está viagem dentro de mim
Foi tão linda
Vou voltar a realidade
Prá este mundo de Deus
Pois o meu eu
Este tão desconhecido
Jamais serei traído
Pois este mundo sou eu
Roberta Miranda
terça-feira, 30 de julho de 2013
A vida privada
Era só um nome e mais algumas palavras. Não, não era. E não conseguia evitar esse algo a mais. Era um rubor, uma tremedeira, eram possibilidades terríveis e, acima de tudo, pensamentos. Que transbordavam pelo suor deixando a dona do nome molhada de crenças. Um... dois... três... quatro... cinco... Passou disso, mudava a história. Era um bicho-de-infinitas-cabeças, com olhos, bocas e ouvidos, prontos para lhe perceber e pensar algo importante sobre isso. Não, não se tratava de dizer um nome e algumas palavras. Não se tratava, por isso. Por isso era um tribunal em que já entrava condenada. Era um filme de terror que só ela mesma assistia. Ah, se soubesse desde o início ser roteirista... Precisou aprender na terapia.
Camila Sousa de Almeida
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Eles passarão... eu passarinho!
Amigos vão embora, mas as
amizades ficam. Ao longo da vida fazemos amigos, mas nunca os perdemos. Podemos
perder o programa, o contato, o telefone... mas não o amigo. Porque se ele vai
embora (ou você vai), vocês carregam um ao outro. Em forma de boas lembranças,
de sentimentos bonitos, de presentes que continuam presentes... Se nada disso existir,
nada foi perdido. Em vez de perder, você ganhou, sabe o quê? Aprendizados. Porque
muitas pessoas se disfarçam, quando na realidade são aprendizados ambulantes, e
andam por aí oferecendo experiências aos montes... Falando assim até parece que
amigos não são aprendizados também. E como são! Aprendemos com eles desde a dar
risada de piada sem graça até a reconhecer nossas faltas. E sabe o que mais
ganhamos com essa perda que não existe? Amigos! Os que existem mesmo e já estão
nas nossas vidas, precisando de mais de nosso tempo, e os que estão a caminho,
e vão precisar também...
Camila Sousa de Almeida
Um sol lindo
Eu tenho uma lembrança que vai ficar pra sempre... De uma viagem que fiz com a família pro interior de Alagoas... No meio da viagem, estávamos passando por um povoado na volta pra casa, quando começou a chover... E as pessoas foram pra rua, era uma chuva forte, e era no meio da tarde... Tava um sol lindo, e aquela água toda caindo... E as crianças faziam uma farra no meio da rua... As mulheres com panelas e baldes... E eles simplesmente dançavam... Eu era menina pequena... Deu uma vontade de chorar quando vi, tamanha era a felicidade que sentia quando via tanta felicidade naquelas pessoas que nunca tinha visto na minha vida... Desde então eu sempre comemorava a chegada da chuva, lembrando dessa cena que me marcou tanto!
Mony Grazielle
Imagem retirada de http://www.jonhbaker.blogspot.com.br/
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Não sabia que sabia ser sábia
Houve um tempo em que Lucile achava
que não sabia o que queria. Andava por aí com seu diário, onde fazia anotações
sobre outras meninas, sobre o que achava delas e o que elas achavam dela. Eram
coisas difíceis de dizer. Ao menos, escrevia. Pensava às vezes em francês,
dizendo para si mesma, com seu rótulo de desastrada, “c’est la vie”. A vida era para ser aceita, tal como era dada,
porque tinha aprendido isso desde cedo em alguma cartilha socializada. Mas o
tempo é mensageiro e fez Lucile perceber que suas dúvidas também podiam ser caminho:
descobriu a profissão de pesquisador, aquela que toda criança já nascia
especializada. Tal descoberta a fez levar a sério seu diário, tão sério que
anotava até piada! Achou que um dia tudo aquilo serviria de material importante
para a evolução da humanidade. Estava certa e errada. Não sabia ela, ainda, que um dia seria muito
pouco... Muito pouco para o monte de dias que ela transformaria todas aquelas
experiências em sabedoria para ajudar os outros. Ela só não sabia que sabia,
desde sempre, o que queria. Pesquisando a si mesma, suas potencialidades, foi evoluindo
e se tornando muito mais humana, aceitando a vida como era... Com uma flor
sorrindo pra ela em cada tropeçada...
Camila Sousa de Almeida
terça-feira, 23 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
Efeito Borboleta
A sua vida pode mudar sutil ou completamente.
Ela pode mudar de rumo quando você resolve fazer amizade com aquela menina que
você desprezava. Ela pode mudar quando você decide fazer uma coisa que acha que
não gosta. Ela muda, quando você escolhe um colégio pela farda, ou por um
motivo qualquer. Sua vida toma um rumo diferente do que poderia tomar quando
você repete uma série; quando adianta uma; quando o início de um curso atrasa;
quando você responde gentilmente alguém na internet. Sua vida muda quando você
faz um post no blog ou nas redes sociais. Sua vida pode mudar,
imprevisivelmente, quando você lê um deles...
Camila Sousa de Almeida
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
O princípio do segundo que foi o primeiro
Mal
tinha começado a escrever e já começou a crescer: fazia do papel a própria
poesia. Mas escrevia gaguejando; soltava versos sozinhos e, com medo da
solidão, não ia adiante com nenhum deles. Foi quando num dia, noturnamente,
abriu uma página debaixo do telhado de brilhantes e enxergou lá dentro uma
palavra única e cintilante: "universo", dizia em letras
pequenas, mas gigantes. Soou como um gritante cochicho em seus ouvidos
infantes. Uma palavra só trazendo sentido para muitas e,
não-verbalmente, uniu os versos que tinha soltos e com eles formou algo
muito mais crescido do que o que tinha acrescido. Foi assim que, num primeiro segundo
incontável pelo tempo, descobriu o poder dos so(l)zinhos...
Camila Sousa de Almeida
sábado, 13 de julho de 2013
A matemática do infinito no ponto final
O ponto é ruim?
Puxe ele, faça um traço.
Continua?
Faça a curva, virou vírgula.
Não satisfez?
Apague, faça outros.
Mais dois desses você ganha o infinito das reticências...
Camila Sousa de Almeida
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A flor da pele
Era “o dia dos namorados”. Era um
dia. Mais um em que Alícia esperava aquele som que não vinha. Nunca tinha
ouvido “eu te amo” da boca de um rapaz. Nem mesmo de uma moça que não fosse
amiga. Não que ela quisesse ouvir isso de uma moça, mas que ela queria ouvir,
queria! Foi para o parque chateada, pensando quanto tempo já estava saindo com
Alesandro e ele não lhe dizia nada. Nada além da hora que iria buscá-la...
Estava sem esperanças no mundo, pois este era feito de pessoas que não falavam
o que ela esperava ouvir. Alícia caminhava e chorava... Foi quando uma flor,
roxinha como a cor que fica quando estamos sarando de um machucado, surgiu
diante de seus olhos molhados. Enxergou profundo. Enxugou suas lágrimas e
desobstruiu as passagens: Alícia pôde sentir o aroma doce da singela e miúda roxinha
cheia de pétalas. Era sensivelmente suave e se espalhava no ar da praça,
enquanto ela inspirava... Alícia chegou mais perto para ver melhor e tocou a
flor, que se deixou ser tocada. Parecia feliz com os carinhos, pois continuava
partilhando seu perfume, e isso a animava. Suas cores eram tão sinceras quanto suas folhas
recém-caídas. Ela só sabia ser ela mesma, tão bonitinha. Alícia permitiu-se a
companhia dela o resto daquele dia. E junto com a noite caiu a ficha: descobriu-se
amada pela flor. E isso era certo, tão certo quanto a raiz da planta firmada na
terra. Alícia nunca fez nada por ela. A flor simplesmente estava ali, entregue,
de corpo, cor e essência, doando a si mesma, sem nada esperar... E o único som
audível era o vento fazendo a planta balançar...
Camila Sousa de Almeida
quarta-feira, 5 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Stairway To Heaven
Ontem estava voando e observei algo interessante: as nuvens. A gente consegue, de baixo ou de cima, ver as nuvens. Brancas ou cinzas, a gente vê. E elas fazem sombra. Nem sempre a gente percebe, mas a gente aproveita as sombras delas. Principalmente quando está mais quente, elas amenizam o dia pra gente. São capazes de tudo isso mas, quando a gente voa, elas não são capazes de impedir que a gente passe através delas. Isso não é fantástico?!
Camila Sousa de Almeida
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Umas coisas
A natureza de dentro é que nem a
natureza de fora.
Tem coisa que pinga em gotas mas
que, quando se junta, nos banha por inteiro.
Tem coisa que vem e vai todo dia,
na mesma hora, parecendo do mesmo jeito.
Tem coisa que desaparece mas
continua existindo, sem a gente ver...
Tem coisa que cresce escondido e
depois se amostra, pra continuar a crescer.
Tem coisa que é a mesma coisa,
mas muda de estado, de estação, de fase... Ou deixa de ser muda, simplesmente.
Tem coisa que se abre e que se
fecha, fazendo cada coisa dessa na hora certa.
Tem coisa que é vermelha e coisa
que é amarela; coisa que se diz sem cor e coisa com muitas delas!
Tem coisa invisível que é bem
forte, coisa pequena que é grande, e coisa bonita que não se enxerga por ser
teimosa.
Tem coisa que parece igual, mas é
diferente; é única, verdadeiramente.
É, as coisas são assim mesmo...
Não são nada disso. As coisas se transformam, pra continuar sendo o que não deixam
de ser, e serem o que é pra ser...
Camila Sousa de Almeida
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