- Camila Sousa de Almeida
- Aracaju, Sergipe, Brazil
- Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
sábado, 6 de dezembro de 2014
O método de Lou
Lou era uma menina feliz. Tanto, que
vivia tomando liberdade com as pessoas que mal conhecia. Brincava sozinha, ria
de si e se fazia perguntas que realmente respondia...
Adolescente, filosofava na fila do pão, com quem estivesse
ali presente. Abraçava de verdade e agradecia qualquer coisa... Até mesmo um
tropeção. Porque ajudava a enxergar o caminho de outro jeito, dizia.
Lou tirava tempo para não fazer nada e
levava isso muito a sério. Tinha a língua solta, e o corpo apto para dançar a
qualquer momento! Não ligava quando só havia música dentro da sua cabeça...
Se lhe pediam uma mão, ela dava duas, de corpo e alma! E
quando lhe olhavam torto na rua, um poema ousado recitava. Usava azul com
laranja e listras com bolinhas, mas nunca pintou os cabelos...
Lou cresceu e apareceu mais ainda.
Grande, pôde testemunhar a ciência aprendendo com os artistas. Na velhice se
tornou a maior novidade: foi chamada para dar uma palestra, sobre o seu infalível
método de tratamento para diversos tipos de sofrimentos, intitulado “Lou Cura”.
Camila Sousa de Almeida
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
O segredo da felicidade
Há
uma fábula maravilhosa sobre uma menina órfã que não tinha nem família nem
ninguém para amá-la.
Certo dia, sentindo-se excepcionalmente triste e sozinha,
ela foi passear por um prado e viu uma pequena borboleta presa num arbusto de
espinhos. Quanto mais a borboleta lutava para se libertar, mais os espinhos
cortavam suas asas frágeis. A menina órfã libertou cuidadosamente a borboleta
de sua prisão de espinhos. Em vez de voar para longe, a pequena borboleta
transformou-se numa bonita fada. A menina esfregou os olhos, sem acreditar.
-
Por sua maravilhosa gentileza – disse a boa fada à menina -, vou realizar
qualquer desejo que você escolher.
A
menina pensou um pouco e depois respondeu:
-
Eu quero ser feliz!
A
fada disse:
-
Muito bem – e, inclinando-se na direção dela, sussurrou alguma coisa no seu
ouvido. Em seguida, a fada desapareceu.
Enquanto
a menina crescia, não havia ninguém na região tão feliz quanto ela. Todos lhe
perguntavam o segredo da sua felicidade. Ela apenas sorria e respondia:
-
O segredo da minha felicidade é que ouvi o que uma boa fada me disse quando eu
era menina.
Quando
estava bem velhinha, em seu leito de morte, todos os vizinhos se reuniram à sua
volta, com medo de que o maravilhoso segredo morresse com ela.
-
Conte, por favor – imploraram eles. – Conte o que a boa fada disse.
A
adorável velhinha simplesmente sorriu e respondeu:
-
Ela me disse que todo mundo, por mais seguro que pareça, quer seja velho ou
novo, rico ou pobre, precisa de mim.
The Speaker’s Sourcebook
Histórias para Aquecer o Coração
dos Adolescentes
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger
sexta-feira, 20 de junho de 2014
A descoberta
Eu tive um sonho. É tudo muito
simples... Tinha alguém conversando comigo quando percebi, olhando pra
frente, uma pedra se destacando do que tinha ao seu redor, meio descoberta de terra. Peguei,
olhei de perto, e vi como era bonita sua cor. E anunciei ao mundo: olha que
pedra bonita!!! E, você sabe, quando falamos com o mundo todo estamos é falando
com nós mesmos... Percebi que sua cor brilhante era mais interna e só podia ser
percebida por quem olhasse atentamente pra ela. Bom, ainda bem que não deixei a
conversa da pessoa me distrair ao ponto de não enxergar aquela beleza ali
diante de mim... Levei a descoberta comigo. Afinal, a gente gosta de ter coisas
bonitas com a gente...
Camila Sousa de Almeida
terça-feira, 6 de maio de 2014
Pode ser
Lembro de um dia, quando era
criança, que estava sentindo algo que nunca havia sentido antes. Questionei
minha mãe como era “dor de cabeça”, na tentativa de descobrir um jeito de
nomear aquilo. Apesar da explicação recebida, continuei na dúvida. Afinal,
conceitos são feitos de palavras mais ou menos difíceis e não de sensações pessoais
precisas. Como poderia saber se o que eu estava sentindo correspondia àquelas
palavras que ela me dizia? Era muito duvidoso... Mas para quem está conhecendo
o mundo tudo precisa ser batizado, então resolvi que, naquele momento, era a
famigerada “dor de cabeça” que eu tinha. Mas eu sabia que aquela era apenas uma
possibilidade...
Camila Sousa de Almeida
segunda-feira, 7 de abril de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Quem está rindo?
A criança aprende “as verdades” sobre
o mundo e sobre si mesma com os exemplos vivos, vividos e presenciados. Um potencializador
de aprendizados infantis é a brincadeira, que não é apenas coisa de criança,
mas também de ex-crianças, que continuam crescendo... É na espontaneidade de
uma piada que as crenças sobre o mundo são transmitidas e perpetuadas.
No trânsito, se alguém comete um
ato considerado burro ou desajeitado, o pai faz o comentário “é mulher!”. E
isso não acontece uma, nem duas, nem três vezes... Sobre homens isso nunca é
dito.
Se a empregada não acerta fazer
direito a comida ou lavar a roupa adequadamente é motivo de chacota, pois “não
se faz mais mulher como antigamente” ou senão “você não é mulher não?!”.
Se os preços dos alimentos no
supermercado aumentam constantemente e é necessário pagar mais pelo mesmo de
sempre, isso não tem nada a ver com o sistema ou o governo, é porque “mulher
gasta muito e adora pegar mais dinheiro”.
Claro, não se fala isso sério, apenas
se leva com bom humor as diferenças culturais entre os gêneros. Não importa se
alguém está se magoando ao ser constantemente depreciado, o que importa é não
perder a piada! Que nem os meninos na escola que se divertem chamando os outros
de “quatro-olhos” ou “rolha-de-poço”, não é?! Pois é, mulheres de todas as
idades estão sofrendo todos os dias o que se chama de bullying. Porque, pra
quem faz, não é violência. Só pra quem está fazendo mesmo...
Se pra você que está lendo serviu
a carapuça, de que adianta pagar terapia para sua filha ou esposa, ou quem sabe
ser o próprio terapeuta, querendo melhorar a baixa autoestima de suas clientes,
se na rua e em casa você está brincando de depreciar as mulheres da sua vida?
Felizmente, mulheres crescem e podem
deixar de acreditar em mentiras.
Camila Sousa de Almeida
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