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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)
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sábado, 6 de dezembro de 2014

O método de Lou



Lou era uma menina feliz. Tanto, que vivia tomando liberdade com as pessoas que mal conhecia. Brincava sozinha, ria de si e se fazia perguntas que realmente respondia...

Adolescente, filosofava na fila do pão, com quem estivesse ali presente. Abraçava de verdade e agradecia qualquer coisa... Até mesmo um tropeção. Porque ajudava a enxergar o caminho de outro jeito, dizia. 

Lou tirava tempo para não fazer nada e levava isso muito a sério. Tinha a língua solta, e o corpo apto para dançar a qualquer momento! Não ligava quando só havia música dentro da sua cabeça... 

Se lhe pediam uma mão, ela dava duas, de corpo e alma! E quando lhe olhavam torto na rua, um poema ousado recitava. Usava azul com laranja e listras com bolinhas, mas nunca pintou os cabelos...

Lou cresceu e apareceu mais ainda. Grande, pôde testemunhar a ciência aprendendo com os artistas. Na velhice se tornou a maior novidade: foi chamada para dar uma palestra, sobre o seu infalível método de tratamento para diversos tipos de sofrimentos, intitulado “Lou Cura”.

Camila Sousa de Almeida


quarta-feira, 9 de julho de 2014

O segredo da felicidade

Há uma fábula maravilhosa sobre uma menina órfã que não tinha nem família nem ninguém para amá-la.

Certo dia, sentindo-se excepcionalmente triste e sozinha, ela foi passear por um prado e viu uma pequena borboleta presa num arbusto de espinhos. Quanto mais a borboleta lutava para se libertar, mais os espinhos cortavam suas asas frágeis. A menina órfã libertou cuidadosamente a borboleta de sua prisão de espinhos. Em vez de voar para longe, a pequena borboleta transformou-se numa bonita fada. A menina esfregou os olhos, sem acreditar.

- Por sua maravilhosa gentileza – disse a boa fada à menina -, vou realizar qualquer desejo que você escolher.

A menina pensou um pouco e depois respondeu:
- Eu quero ser feliz!

A fada disse:
- Muito bem – e, inclinando-se na direção dela, sussurrou alguma coisa no seu ouvido. Em seguida, a fada desapareceu.

Enquanto a menina crescia, não havia ninguém na região tão feliz quanto ela. Todos lhe perguntavam o segredo da sua felicidade. Ela apenas sorria e respondia:
- O segredo da minha felicidade é que ouvi o que uma boa fada me disse quando eu era menina.

Quando estava bem velhinha, em seu leito de morte, todos os vizinhos se reuniram à sua volta, com medo de que o maravilhoso segredo morresse com ela.
- Conte, por favor – imploraram eles. – Conte o que a boa fada disse.

A adorável velhinha simplesmente sorriu e respondeu:
- Ela me disse que todo mundo, por mais seguro que pareça, quer seja velho ou novo, rico ou pobre, precisa de mim.
 


The Speaker’s Sourcebook  
Histórias para Aquecer o Coração dos Adolescentes
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A descoberta



Eu tive um sonho. É tudo muito simples... Tinha alguém conversando comigo quando percebi, olhando pra frente, uma pedra se destacando do que tinha ao seu redor, meio descoberta de terra. Peguei, olhei de perto, e vi como era bonita sua cor. E anunciei ao mundo: olha que pedra bonita!!! E, você sabe, quando falamos com o mundo todo estamos é falando com nós mesmos... Percebi que sua cor brilhante era mais interna e só podia ser percebida por quem olhasse atentamente pra ela. Bom, ainda bem que não deixei a conversa da pessoa me distrair ao ponto de não enxergar aquela beleza ali diante de mim... Levei a descoberta comigo. Afinal, a gente gosta de ter coisas bonitas com a gente...
Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 6 de maio de 2014

Pode ser





Lembro de um dia, quando era criança, que estava sentindo algo que nunca havia sentido antes. Questionei minha mãe como era “dor de cabeça”, na tentativa de descobrir um jeito de nomear aquilo. Apesar da explicação recebida, continuei na dúvida. Afinal, conceitos são feitos de palavras mais ou menos difíceis e não de sensações pessoais precisas. Como poderia saber se o que eu estava sentindo correspondia àquelas palavras que ela me dizia? Era muito duvidoso... Mas para quem está conhecendo o mundo tudo precisa ser batizado, então resolvi que, naquele momento, era a famigerada “dor de cabeça” que eu tinha. Mas eu sabia que aquela era apenas uma possibilidade...
Camila Sousa de Almeida

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Quem está rindo?



A criança aprende “as verdades” sobre o mundo e sobre si mesma com os exemplos vivos, vividos e presenciados. Um potencializador de aprendizados infantis é a brincadeira, que não é apenas coisa de criança, mas também de ex-crianças, que continuam crescendo... É na espontaneidade de uma piada que as crenças sobre o mundo são transmitidas e perpetuadas.

No trânsito, se alguém comete um ato considerado burro ou desajeitado, o pai faz o comentário “é mulher!”. E isso não acontece uma, nem duas, nem três vezes... Sobre homens isso nunca é dito. 

Se a empregada não acerta fazer direito a comida ou lavar a roupa adequadamente é motivo de chacota, pois “não se faz mais mulher como antigamente” ou senão “você não é mulher não?!”. 
 
Se os preços dos alimentos no supermercado aumentam constantemente e é necessário pagar mais pelo mesmo de sempre, isso não tem nada a ver com o sistema ou o governo, é porque “mulher gasta muito e adora pegar mais dinheiro”.

Claro, não se fala isso sério, apenas se leva com bom humor as diferenças culturais entre os gêneros. Não importa se alguém está se magoando ao ser constantemente depreciado, o que importa é não perder a piada! Que nem os meninos na escola que se divertem chamando os outros de “quatro-olhos” ou “rolha-de-poço”, não é?! Pois é, mulheres de todas as idades estão sofrendo todos os dias o que se chama de bullying. Porque, pra quem faz, não é violência. Só pra quem está fazendo mesmo...

Se pra você que está lendo serviu a carapuça, de que adianta pagar terapia para sua filha ou esposa, ou quem sabe ser o próprio terapeuta, querendo melhorar a baixa autoestima de suas clientes, se na rua e em casa você está brincando de depreciar as mulheres da sua vida?

Felizmente, mulheres crescem e podem deixar de acreditar em mentiras.

Camila Sousa de Almeida


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