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Aracaju, Sergipe, Brazil
Sou uma terapeuta ericksoniana; trabalho com Psicoterapia Breve, utilizando, sob medida para cada pessoa, técnicas de Hipnose e Arteterapia. Sou também doula: acompanho gestantes durante o pré-natal, parto e pós-parto. Qualquer dúvida e interesse, entre em contato! Terei o maior prazer em poder ajudar. :)

sábado, 17 de março de 2012

Conceito sem pré

RESOLUÇÃO CFP N.º 018/2002

Estabelece normas de
atuação para os psicólogos
em relação ao preconceito e
à discriminação racial.

O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe são conferidas pela Lei n.º 5.766, de 20 de dezembro de 1971 e pelo Decreto 79.822;

CONSIDERANDO a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se lê: “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade humana” e a “Declaração de Durban”, adotada em 8 de setembro de 2001, que reafirma o princípio de igualdade e de não discriminação;

CONSIDERANDO a Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial;

CONSIDERANDO que o racismo é crime inafiançável e imprescritível conforme o art. 5º, XLII da Constituição Federal de 1988;

CONSIDERANDO os dispositivos da lei 7.716, de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor;

CONSIDERANDO os artigos VI e VII dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Profissional dos Psicólogos:

“Art. VI – O Psicólogo colaborará na criação de condições que visem a eliminar a opressão e a marginalização do ser humano.

Art. VII – O Psicólogo, no exercício de sua profissão, completará a definição de suas responsabilidades, direitos e deveres de acordo com os princípios estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 10/12/1948 pela Assembléia Geral das Nações Unidas;”

CONSIDERANDO que o art. 27 do Código de Ética do Psicólogo prevê a quebra do sigilo quando se tratar de fato delituoso cujo conhecimento for obtido através do exercício da atividade profissional;

CONSIDERANDO que o preconceito racial humilha e a humilhação social faz sofrer;

CONSIDERANDO a decisão tomada na reunião plenária do dia 19 de dezembro de 2002, RESOLVE:

Art. 1º - Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão contribuindo com o seu conhecimento para uma reflexão sobre o preconceito e para a eliminação do racismo.

Art. 2º - Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a discriminação ou preconceito de raça ou etnia.

Art. 3º - Os psicólogos, no exercício profissional, não serão coniventes e nem se omitirão perante o crime do racismo.

Art. 4º - Os psicólogos não se utilizarão de instrumentos ou técnicas psicológicas para criar, manter ou reforçar preconceitos, estigmas, estereótipos ou discriminação racial.

Art. 5º - Os psicólogos não colaborarão com eventos ou serviços que sejam de natureza discriminatória ou contribuam para o desenvolvimento de culturas institucionais discriminatórias.

Art. 6º - Os psicólogos não se pronunciarão nem participarão de pronunciamentos públicos nos meios de comunicação de massa de modo a reforçar o preconceito racial.

Art. 7º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

Brasília-DF, 19 de dezembro de 2002.
ODAIR FURTADO
Conselheiro-Presidente

quinta-feira, 8 de março de 2012

É COnsciência

Ainda criança decidi parar de jogar lixo no chão, quando descobri a importância disso. Nem mesmo um pequeno papel de bala ou chiclete eu deixava onde não devia, após tomar essa decisão. Lembro de um dia, quando estava na rua, em que caminhei cerca de cinquenta metros para jogar um pequeno papel desses numa lata de lixo e depois voltei para continuar conversando com minhas amigas. Elas haviam parado tudo para me assistir, sem entender o que eu tinha ido fazer, e quando voltei e expliquei, elas riram de mim. É interessante como cada um enxerga o seu próprio absurdo no alheio, pela incompreensão do que você compreende...

Anos mais tarde, na adolescência, perguntei a uma ambulante que vendia batatinha-frita onde tinha um lixeiro para jogar o copo descartável. Ela me respondeu que não existia e que eu jogasse ali mesmo (no chão da calçada). Eu disse a ela que isso não se fazia e tentei orientá-la; em seguida fui procurar um lixeiro na rua, até encontrar. Voltando para onde estavam meus amigos, um deles, que estava junto comigo na barraca de batata, contou para todo mundo o ocorrido e todos, mais uma vez, riram de mim. E passaram a contar histórias parecidas, onde se divertiam com o fato de jogar lixo no chão por aí...


A ignorância, às vezes, se promove pelas semelhanças. Dentro de você pode não se achar as verdades dos outros, mas a sua, com certeza, você encontrará. A consciência dO QUE É mora profundamente na sabedoria da sua mente inconsciente...

Camila Sousa de Almeida

quinta-feira, 1 de março de 2012

Céu de verão

A lua se espremendo entre as nuvens,

O céu pingando de estrelas,

E as formigas, incansáveis, a carregar

Folhas maiores do que si mesmas;

Como quem não acreditam no impossível,

Como quem não acreditam no que se vê.

A noite, à noite, pode se ver, crê nisso.

Porque se pode ver, pode crer.

A crença quem cria é você.

Camila Sousa de Almeida

Proveitosamente

Certa feita, Syamavati, a rainha consorte do Rei Udayana, ofereceu quinhentas peças de roupas a Ananda, que as aceitou com grande satisfação.
O rei, tomando conhecimento do ocorrido e suspeitando de alguma desonestidade por parte de Ananda, perguntou-lhe o que iria fazer com estas quinhentas peças de roupas.

Ananda respondeu-lhe: "Ó, meu Rei, muitos irmãos estão em farrapos e eu vou distribuir estas roupas entre eles". Assim estabeleceu-se o seguinte diálogo:

"O que farão com as velhas roupas?"
"Faremos lençóis com elas."
"O que farão com os velhos lençóis?"
"Faremos fronhas."
"O que farão com as velhas fronhas?"
"Faremos tapetes com elas."
"O que farão com os velhos tapetes?"
"Usá-los-emos como toalha de pés."
"O que farão com as velhas toalhas de pés?"
"Usá-las-emos como panos de chão."
"O que farão com os velhos panos de chão?"
"Sua alteza, nós os cortaremos em pedaços, misturá-los-emos com o barro e usaremos esta massa para rebocar as paredes das casas". Devemos usar, com cuidado e proveitosamente, todo artigo que a nós for confiado, pois não é "nosso" e nos foi confiado apenas temporariamente. 
 
Trecho retirado de "A Doutrina de Buda" - Siddharta Gautama


AconTecem

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O que você prefere?

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite! 

Desconheço o autor


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ouvidoria do CFP

No dia da psicóloga e psicólogo (27/08/2011), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) inaugurou sua Ouvidoria, instância criada para funcionar como canal de comunicação direta entre os profissionais, os cidadãos em geral e o Conselho, por meio do encaminhamento de críticas, questões, sugestões, dúvidas e elogios.

A criação da ouvidoria no CFP partiu de uma solicitação dos próprios profissionais, registrada entre as deliberações do VII Congreso Nacional de Psicologia (CNP), realizado em 2010.

Além de estreitar a relação da sociedade com o CFP, a Ouvidoria permite também que o cidadão e os psicólogos participem do controle de qualidade dos serviços prestados pela entidade. 
 
O contato pode ser feito das seguintes formas:

- por telefone, gratuitamente e de qualquer parte do país pelo  0800 642 0110;

- por email (ouvidoria@cfp.org.br); 

- pessoalmente, na sede do CFP, em Brasília-DF (Setor de Autarquias Federais Sul, Quadra 2, Bloco B, CEP 70.070- 600); 

- por carta, para o endereço do CFP; 

- por Fax (61 21090150).

Ouçam com atenção...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Diferentes GerAções



O convívio entre as gerações é marcado pela estranheza e às vezes pela incompreensão; alguns gostam do que está diferente enquanto outros reclamam exatamente porque algo mudou. Em todas as épocas, entretanto, podemos observar vantagens e desvantagens; e mudanças em relação a outras épocas que podem significar avanços ou retrocessos, dependendo dos valores que sejam usados como referência para avaliar. 

Hoje, por exemplo, os cidadãos homossexuais, bissexuais e transgêneros têm muito o que comemorar das mudanças conquistadas na sociedade nas últimas décadas, que lhes trouxeram mais liberdade e respeito aos seus direitos, mesmo ainda havendo muito o que se transformar para garantir a dignidade integral de tais indivíduos e grupos. Isto, do ponto de vista dos direitos universais garantidos pela “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, entre outros valores, crenças e políticas que os valorizem. Porém, existem também outras linhas de pensamento, como determinadas crenças religiosas, que podem entender tais mudanças como maléficas. A diversidade humana permite que uma mesma coisa possa ser vista como positiva e negativa.

Mas as dificuldades de relacionamento entre as pessoas de diferentes gerações podem também ser causadas, ao contrário do que se pode pensar com mais frequência, pelas semelhanças entre pais e filhos, avós e netos.

Não é difícil observar dentro (e fora) do consultório histórias de filhos(as) que se magoam com pais/mães magoados(as); netos(as) que guardam rancor de avôs/avós rancorosos(as); teimosia batendo de frente com teimosia; atitudes infantis de filhos(as) que causam e/ou são causadas pela infantilidade emocional da mãe, do pai; etc.

E os(as) filhos(as), às vezes por manterem a inocência da crença de que estes familiares mais velhos são superiores a ele/ela, não enxergam o quanto estes enfrentam também seus próprios problemas. E/ou por estarem mergulhados(as) em suas próprias emoções e culpas, podem não perceber que as dificuldades também estão do lado de lá, e não só do lado de cá.  

Hoje é comum pessoas idosas ficarem deprimidas e precisarem fazer terapia, uma prática que na época de suas juventudes não era habitual. A visão que se tinha de que psicólogo era pra “doido” ou pra gente fraca, ainda persiste em algumas mentalidades, não só nas pessoas que hoje estão na terceira idade. 

Respeitando o tempo e o modo de cada um lidar com suas dificuldades, nós só podemos fazer nossas próprias escolhas. Sabemos que os membros de uma família se influenciam mutuamente, mas é possível viver bem entre as diferenças e semelhanças de quem se convive, a partir do momento que você toma a responsabilidade sobre si, e só sobre si; identificando o que é seu, o que é do outro, e o que você escolhe ser e fazer... para ficar bem, primeiramente, com você. Porque quem está bem consigo se relaciona melhor com os outros. :)

Camila Sousa de Almeida

Chove, chuva!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

UBUNTU

Um antropólogo estudava os usos e costumes de uma tribo na África, e porque ele estava sempre rodeado pelas crianças da tribo, decidiu fazer algo divertido entre elas; Conseguiu uma boa porção de doces na cidade e colocou todos os doces dentro de um cesto decorado com fita e outros adereços, e depois deixou o cesto debaixo de uma árvore.

Aí ele chamou as crianças e combinou a brincadeira, que qu...ando ele dissesse “já”, elas deveriam correr até aquela árvore e o primeiro que agarrasse o cesto, seria o vencedor e teria o direito de comer todos os doces sozinho.

As crianças se posicionaram em linha, esperando pelo sinal combinado.

Quando ele disse “Já!”, imediatamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo juntas em direção do cesto. Todas elas chegaram juntas e começaram a dividir os doces, e sentadas no chão, comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e indignado perguntou por que elas tinham ido todas juntas, quando só uma poderia ter tido o cesto inteiro.

Foi ai que elas responderam: - “UBUNTU!!!” “Como um só de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?“

UBUNTU significa: - “EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS!” 
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carneval


Li na internet uma matéria sobre a “beijação” no carnaval, tratando o assunto de uma forma assustadoramente naturalizante! É inegável que, no Brasil, este é um hábito comum entre os jovens (às vezes também entre os muiiiito jovens e os não tão jovens assim), mas a alta freqüência de um tipo de comportamento não o torna sinônimo de natureza ou saúde, apenas de vulgaridade – ou seja, de um costume popular. 

E tudo que se manifesta de forma massiva na população está refletindo os valores que estão formando os indivíduos; estes, por sua vez, formam a sociedade do presente e do futuro. Abordar este assunto sem a devida seriedade contribui para a manutenção dessa normalização da superficialidade, a qual está criando nas pessoas uma atitude interna de desvalorização de si mesmas e, consequentemente, dos outros – cada um com seus corpos, mentes e sentimentos (relativos a um ser humano, e não a um objeto).

Os perigos à saúde física dessa prática carnavalesca, que se extende pelo ano todo, são fáceis de listar; mas as conseqüências que abrangem os aspectos sociais, psicológicos, emocionais e espirituais envolvidos, não podem ser calculadas... entretanto, não chegam nem a ser um risco, pois estes já são pontos automaticamente afetados. 

Ninguém quer sair emprestando a sua roupa preferida para um monte de gente, né?! E por que faria isso com a única que tem para “vestir sua alma”?

Camila Sousa de Almeida 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Escreva aqui o seu título


Todos nós temos a capacidade de criar instrumentos e, modéstia à parte, somos muito bons nisso! Pra mim, um dos mais úteis já inventados pela humanidade foi a escrita: facilita a transmissão e permanência de aprendizados, permite a comunicação à distância e, para alguns, pode servir até de companhia, deixando certos momentos menos solitários.

Que seriam de alguns indivíduos se não pudessem escrever? Não para os outros, mas para si mesmos. Tem coisas que só depois de colocadas no papel é que são realmente enxergadas pela própria pessoa que fala... que sente... que pensa... que faz... que falta... Na falta de alguém com quem se possa (ou se queira) conversar sobre coisas íntimas ou profundas, você sempre terá a si mesmo. E isso se torna visível para você na sua escrita. 

Quando escreve para si mesmo está se transformando num Eu Maior: você fala e escuta; você é mais do que você mesmo, pois se expande nesse ato que lhe desloca de um lado para outro – do papel e do mundo. Você se vê de fora, a partir de dentro, e descobre que pode não ter respostas, mas com certeza vai se entender. Porque quem escreve sabe o que quer dizer. Ou não sabe, mas, de qualquer forma, a chance de ser seu próprio leitor lhe dá uma compreensão diferente do que você pensou. 

E melhor ainda é saber que pode fazer isso até quem é analfabeto e não sabe escrever com letras; faz com esculturas, com pinturas, com desenhos, com todas as formas que a criatividade possa imaginar!

Criando sem expectativas de reações alheias, estará criando-se... e recriando aquilo que lhe impulsionou a escrever, seja com letras ou não. 

Dentro (e fora) do ser humano nada permanece quieto, tudo dá origem à outra criação. E assim vamos transformando uma coisa em outra... assim, o que poderia ser “sozinho”, se torna um caminho de autocompreensão... 

Camila Sousa de Almeida 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Visibilidade Transgênero no Brasil

Correio Braziliense - 18/01/2012

Jaqueline Gomes de Jesus

Em 29 de janeiro é comemorado em todo o Brasil o Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais, reconhecido por organizações sociais e representações do governo federal, como o Ministério da Saúde — que em 2004 lançou a campanha nacional Travesti e Respeito, a fim de promover o respeito à sua condição.

Apesar de haver pessoas transexuais nos diferentes espaços sociais, políticos, técnicos ou acadêmicos, a sua visibilidade, nos meios de comunicação em particular, é concentrada no aspecto marginal ou criminal, e pouco no cotidiano e demandas.

Pessoas transgênero (travestis ou transexuais) que buscam legalmente adequar o seu registro civil ao nome e ao gênero com o qual se identificam encontram obstáculos desumanizadores, sendo em geral demandadas, mesmo as que não desejam, a se submeterem a arriscadas cirurgias de redesignição genital para que lhes seja concedido o direito fundamental à identidade. Isso, além de ser uma violência institucional, é uma prática eugenista de esterilização forçada contra um grupo populacional, em pleno século 21.

O pequeno espaço conquistado por homens transexuais (pessoas que reivindicam o reconhecimento legal e social como homens) e mulheres transexuais (pessoas que reivindicam o reconhecimento legal e social como mulheres) é fruto de mobilização, geralmente individual, pelo mínimo respeito a suas especificidades e direitos fundamentais.

Esse não é um detalhe qualquer, e também não é suficiente para melhorar as condições do grupo. A sociedade em que vivemos dissemina a crença de que os órgãos genitais definem se uma pessoa será homem ou mulher. Porém, essa construção do sexo não é um fato biológico, é social.

Para a ciência biológica, o que determina o sexo de uma pessoa é o tamanho das suas células reprodutivas (pequenas — espermatozoides —, macho; grandes — óvulos —, fêmea), e só. Biologicamente, isso não define o comportamento masculino ou feminino das pessoas: o que faz isso é a cultura, a qual define alguém como masculino ou feminino, e isso muda de acordo com a cultura de que falamos.

Mulheres de países nórdicos têm características que para nossa cultura são tidas como masculinas. Ser masculino no Brasil é diferente do que é ser masculino no Japão ou mesmo na Argentina. Há culturas para as quais não é o órgão genital que define o sexo. Ser masculino ou feminino, homem ou mulher, é uma questão de gênero. Logo, o conceito que importa para entendermos homens e mulheres é o de gênero.

Muito ainda tem de ser enfrentado para se chegar a um mínimo de dignidade e respeito à identidade das pessoas transexuais, que vai além dos estereótipos.

No que especificamente se refere às mulheres transexuais, não há informação oficial de como órgãos públicos que representam as mulheres, como secretarias, seja em nível federal ou local, têm-se articulado para pensar e tentar auxiliar essas mulheres no que envolve a possibilidade de serem atendidas nas delegacias especializadas; a proteção pela Lei Maria da Penha; o respeito à sua identificação no trabalho e em outros espaços.

Em termos de comunicação de massa, não seria útil uma campanha defendendo o direito de todas as mulheres, biológicas ou não, à dignidade e a serem respeitadas como mulheres? Essa é uma grande preocupação das mulheres transexuais, que tantas vezes sofrem por não serem tratadas como mulheres.

Falando brevemente sobre ações do governo federal, que subscreve o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, observa-se a necessidade de se aprofundar o cumprimento da Portaria nº 233/2010, do Ministério do Planejamento, que adotou o nome social de servidores públicos federais travestis e transexuais, entretanto não foi implementada por alguns órgãos.

Nota-se também que o formato do novo documento de identidade, o Registro de Identidade Civil (RIC), expõe o sexo das pessoas. Isso não existe no atual RG.

O RIC não usa o conceito de gênero, mas o de sexo. O problema é que esse documento, na forma como se encontra, causará maior sofrimento do que o atual RG, para todas as pessoas travestis e transexuais que não conseguiram adequar seus documentos ao gênero com o qual se identificam.

São muitos os desafios para que as pessoas transgênero sejam consideradas humanas, quiçá cidadãs e cidadãos, neste país.


Jaqueline Gomes de Jesus é psicóloga e doutora em psicologia social e do trabalho pela Universidade de Brasília (UnB). 

sábado, 28 de janeiro de 2012

Indo Ou Vindo


 
Ao telefone, escutei alguém próximo também a falar: “tá me ouvindo?”. Segui-o, repetindo a frase que já tenho costume de pronunciar; identificando naquele instante o quanto somos parecidos com pessoas que nem sabemos que existem... 

A falha na comunicação é comum e está além dos problemas nos aparelhos eletrônicos; todos estamos precisando ser ouvidos e ouvir, além de escutar. Eu, alguém próximo, o(s) outro(s) do)s) outro(s) lado(s), o qual me certifico se está a me ouvir... 

“Estou te ouvindo” não precisa ser mais ouvido do que o silêncio de quem está realmente ouvindo... Fiquei a pensar...

Camila Sousa de Almeida


Saiba pedir

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ressignificação dos Paradigmas da Psicologia



Esses dias, mexendo em alguns papéis, encontrei uma pesquisa que respondi há quase três anos sobre como acontece a ressignificação dos paradigmas da Psicologia naqueles que fazem formação em hipnose e psicoterapia ericksoniana. 

Por acreditar que é um bom material para compartilhar com os interessados nesta abordagem, disponibilizo aqui as perguntas e respostas: 

Você é profissional ou estudante de psicologia?
Profissional.
Você já seguia alguma linha teórica em psicologia antes de ter contato com a Abordagem Ericksoniana?
Na época, ainda estudante de Psicologia, estudava e fazia terapia reichiana.
Por que você decidiu iniciar a formação em psicoterapia ericksoniana?
Não sabia da existência da linha ericksoniana, entrei no curso interessada na hipnose e só então descobri que era apenas uma das ferramentas de toda uma abordagem...
O que contribuiu para que você permanecesse nela?
Me apaixonei pela sua filosofia e pelo fato de se adaptar a cada indivíduo, ao invés de tentar adaptá-lo a modelos pré-estabelecidos. Além disso, todas as áreas da minha vida foram afetadas positivamente pela filosofia ericksoniana.
Você acredita que Abordagem Ericksoniana é diferente das demais que são estudadas na academia?
Sim, em diversos aspectos. Posso citar, além da característica já comentada, que as outras em geral acreditam que a tomada de consciência do que está no inconsciente é necessária para a resolução do problema, e/ou que o sofrimento é parte imprescindível do processo terapêutico.
Como foi para você o processo de entendimento desta abordagem.
 Vivenciá-la foi parte importante do aprendizado. O modo de ensino do professor, que colocava em prática vários dos princípios e técnicas; as tarefas (vivenciais) passadas para a turma durante o curso; e o próprio processo terapêutico pessoal, ajudaram a absorver não só consciente mas também inconscientemente a abordagem...
Quais foram as principais dificuldades que você encontrou para assimilar as técnicas e conceitos dessa perspectiva?
    A única dificuldade que recordo agora foi no início do curso, quando ainda faltavam exemplos e vivências.
Você concorda com a abordagem Ericksoniana?
     Sim, completamente. Porque não há uma limitação como as outras, já que nós ericksonianos podemos utilizar, além dos nossos, conceitos e técnicas de qualquer outra abordagem, contanto que não contrariem a nossa filosofia.
 Você acredita que a sua formação acadêmica contribuiu para essa opinião? De que forma?
   Como disse Einstein, “a mente que se abre para uma nova idéia, nunca mais volta ao seu tamanho original”. Tudo contribuiu... conhecer diversas abordagens me fez perceber que todas têm um pouco de razão. Mas se limitam a um pedaço da verdade, que é adequada para alguns e não para todos... o bom da ericksoniana é que não preciso me limitar e sim utilizar tudo o que aprendi, no contexto adequado.
 Você utiliza ou pretende utilizar as técnicas não-convencionais da Psicoterapia Ericksoniana?
  Sim, trabalho com a abordagem ericksoniana! Devo me adaptar a cada cliente, e isso pode significar utilizar técnicas não-convencionais. 
 Camila Sousa de Almeida

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A verdadeira verdade


No mundo muita coisa acontece por causa da "verdade". Ou da perseguição a ela. Ou da perseguição às pessoas, por causa dela. Muitos têm a pretensão de possuí-la ou conhecê-la; enquanto outros não acreditam nem em si mesmos, buscando apenas fazer-se acreditar. Porque qualquer coisa se torna “verdade” se alguém acredita. 

Guerras se travam entre possuidores de “verdades” que tornam o outro lado errado... “A sua verdade não é verdade; a verdadeira verdade é a minha”. Relacionamentos se complicam e até se arruinam pela disputa de quem está ou ficará com ela; aquela que às vezes é mais cobiçada do que os filhos numa eventual separação...

Na verdade, ninguém conhece a verdade. Nem mesmo sobre si mesmo – “verdade” provada pela existência da sua mente inconsciente. Se for verdadeiro consigo mesmo, você poderá notar que a “verdade” que você pode verdadeiramente descobrir é que a verdade é dividida. Em partes, como um elefante... Tromba, barriga, patas... E todo o restante. 

Camila Sousa de Almeida


domingo, 22 de janeiro de 2012

Alfabeto Emocional

O DR. Juan Hitzig (professor de biogerontologia) estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes. Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos 5 trilhões de células que formam um organismo.

Condutas S: serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso, promovem a secreção de SEROTONINA.


Condutas R: ressentimento, raiva, rancor, reprovação, repressão, resistência facilitam a secreção de CORTISOL, hormônio corrosivo para as células.


Condutas S geram atitudes A: ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.


Condutas R geram atitudes D: depressão, desânimo, desespero e desolação.


Aprendendo este alfabeto emocional viveremos mais tempo e melhor porque o “SANGUE RUIM” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento.
O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável. Tenha uma excelente vida! Cheia de serotonina . . .
 

Fonte - Dr. Juan Hitzig

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Explicando Ericksonianamente

Um jovem queria uma explicação clara sobre o método de Erickson. Erickson interrompeu a conversa e levou o jovem para fora da sala. Apontou para a rua e perguntou-lhe o que via. Surpreendido, o jovem respondeu que via uma rua. “Nota algo nessas árvores?” Finalmente o jovem notou que todas estavam inclinadas para Este. “Tem razão, excepto uma. A segunda a contar do fim da rua, essa está inclinada para Oeste. Sempre há uma excepção” 

(Jay Haley, 1967)


Siga Seu Coração, Ele É Mais Inteligente Do Que Você Pensa

O coração é também o primeiro órgão formado no útero. O resto vem depois.

Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo. Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce-, autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de  ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência.”

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula. Um EEG que mede as ondas cerebrais mostra que os sinais eletromagnéticos do coração são muito mais fortes do que as ondas cerebrais, de que uma leitura do espectro de freqüência do coração podem ser tomadas a partir de três metros de distância do corpo … sem colocar eletrodos sobre ele!

A freqüência eletromagnética do Coração produz arcos para fora do coração e volta na forma de um campo saliente e arredondado, como anéis de energia. O eixo desse anel do coração se estende desde o assoalho pélvico para o topo do crânio, e todo o campo é holográfico, o que significa que as informações sobre ele podem ser lidas a partir de cada ponto deste campo.

O anel eletromagnético do Coração não é a única fonte que emite este tipo de vibração. Cada átomo emite energia nesta mesma frequencia. A Terra está também no centro de um anel, assim é o sistema solar e até mesmo nossa galáxia … e todos são holográficas. Os cientistas acreditam que há uma boa possibilidade de que haja apenas um anél universal abrangendo um número infinito e interagindo dentro do mesmo espectro. Como os campos eletromagnéticos são anéis holográficos, é mais do que provável que a soma total do nosso Universo esteja presente dentro do espectro de freqüência de um único anél.

Isto significa que cada um de nós está ligado a todo o Universo e como tal, podemos acessar todas as informações dentro dele a qualquer momento. Quando ficamos quietos para acessar o que temos em nossos corações, nós estamos literalmente conectados à fonte ilimitada de Sabedoria do Universo, de uma forma que percebemos como “milagres” entrando em nossas vidas.

Quando desconectamos e nos desligamos da sabedoria inata de amor do Coração, baseado nos pensamentos, o intelecto refletido no ego assume o controle e opera independentemente do Coração, e nós voltamos para uma mentalidade de sobrevivência baseada no medo, ganância, poder e controle. Desta forma, passamos a acreditar que estamos separados, a nossa percepção de vida muda para uma limitação e escassez, e temos que lutar para sobreviver. Este órgão incrível, que muitas vezes ignoramos, negligenciamos  e construimos  muros ao redor, é onde podemos encontrar a nossa força, nossa fé, nossa coragem e nossa compaixão, permitindo que a nossa maior inteligência emocional guie nossas vidas.

Devemos agora mudar as engrenagens para fora do estado baseado no medo mental que temos sido ensinados a acreditar, e nos movermos para viver centrados no coração. Para que esta transformação ocorra, é preciso aprender a meditar, “entrar em seu coração” e acessar a sabedoria interior do Universo. É a única maneira, é O Caminho. A medida que cada um de nós começa esta revolução tranquila de viver do Coração, vamos começar a ver os reflexos em nossas vidas e em nosso mundo. Esta é a forma como cada um de nós vai criar uma mudança no mundo, criar paz, criar harmonia e equilíbrio, e desta forma, vamos todos criar o Paradigma do Novo Mundo do Céu na Terra.

Rebecca Cherry

"SUS a solução que a sociedade brasileira construiu”

Pais gays podem ser melhores pais por que escolhem ter filhos, afirma estudo


Crianças criadas por pais gays se dão tão bem na vida como filhos criados por casais heterossexuais - e eles podem ser favorecidos na educação quando se trata de tolerância e sensibilidade à discriminação.

Na primeira semana de janeiro, o republicano Rick Santorum disse a uma plateia de New Hampshire que as crianças estão melhores com os pais na prisão do que com pais gays. E na segunda semana do mês, o Papa Bento XVI declamou considerar o casamento gay uma ameaça "para o futuro da humanidade", citando a necessidade que as crianças tenham lares heterossexuais.

No entanto, investigações sobre famílias chefiadas por gays e lésbicas não faz jus às afirmações.  Pais gays "tendem a ser mais motivados, mais comprometidos do que os pais heterossexuais, em média, porque eles escolheram para serem pais", afirmou Abbie Goldberg, psicólogo na Universidade de Clark em Massachusetts, que pesquisa parentalidade de gays e lésbicas. Gays e lésbicas raramente se tornam pais por acidente, em comparação com uma taxa de quase 50% de gravidez acidental entre heterossexuais, Goldberg disse. "Isso se traduz em um maior compromisso em média e um maior envolvimento”.

E enquanto a pesquisa indica que as crianças de pais gays mostram algumas diferenças no desempenho, saúde mental, funcionamento social e outras medidas, essas crianças podem ter a vantagem de modelos abertos de espírito de tolerância, e do papel das relações equitativas, de acordo com algumas pesquisas. “Obviamente que isso não quer dizer que pais heterossexuais não podem trazer estas mesmas qualidades para a mesa dos pais” lembra Goldberg.

Adotando os mais necessitados

A adoção gay recentemente causou polêmica em Illinois, onde uma instituição Católica de adoção decidiu cessar a oferta de serviços, porque o Estado se recusou a financiamentos para grupos que concordassem em não discriminar gays e lésbicas. Em vez de acatar, Catholic Charities, fechou a instituição.

Oposição católica à parte, a pesquisa sugere que os pais gays e lésbicas são na verdade um poderoso recurso para as crianças que precisam de adoção. De acordo com um relatório de 2007 pelo Instituto Williams e do Instituto Urban, 65 mil crianças viviam com os pais adotivos gays entre 2000 e 2002 e outros 14 mil em lares adotivos dirigidos por gays e lésbicas. 

Um relatório de outubro 2011 por Evan B. Donaldson, do Instituto de Adoção, constatou que, de adoções de gays e lésbicas em mais de 300 agências, 10% das crianças foram adotadas com mais de seis anos - normalmente uma idade muito difícil de adotar. Aproximadamente 25% tinham mais de três anos, 60% dos casais de gays e lésbicas adotaram crianças de todas as etnias e mais da metade das crianças adotadas por gays e lésbicas tinham necessidades especiais.

O relatório não compara as preferências de adoção de casais gays diretamente com as de casais heterossexuais, afirma David Brodzinsky, diretor de pesquisas do Instituto e coeditor da "Adoção por Lésbicas e Gays: A Nova Dimensão da Diversidade Família" (Oxford University Press, 2011). Mas a pesquisa sugere que gays e lésbicas são mais propensas a adotar mais velhos, crianças com necessidades especiais e minorias. 

Além disso, Brodzinsky disse: “Não há evidências que sugerem que gays e lésbicas não aceitam doações abertas, situação em que a criança mantém contato com seus pais biológicos. E as estatísticas confirmam que os pais biológicos, muitas vezes, não têm problema com seus filhos sendo criados por casais do mesmo sexo”, acrescentou.

Bons pais

A pesquisa mostrou que crianças criadas por casais do mesmo sexo - ambos os filhos, adotados e biológicos – não apresentam problemas sobre a saúde mental, funcionamento social, rendimento escolar e uma variedade de outras medidas de sucesso de vida do que filhos criados por casais heterossexuais.

Segundo a socióloga Judith Stacey da New York University e o sociólogo Tim Biblarz da University of Southern California não há nenhuma dúvida, a partir da pesquisa, que as crianças de pais homossexuais estão crescendo para ser tão bem ajustados e bem sucedidos.

Stacey comente que a questão é que as pessoas afirmam que as crianças precisam de um pai e de uma mãe e estão deturpando a pesquisa, a maioria dos quais compara crianças de famílias monoparentais com filhos de casais homossexuais. “Dois bons pais são melhores do que um bom pai”, declarou Stacey, mas um bom pai é melhor do que dois pais ruins. E o gênero parece não fazer diferença. 

A tolerância

Na verdade, encontrar diferenças entre como as crianças criadas por pais gays e por pais heterossexuais acabam em questões de tolerância e de abertura de espírito, de acordo com Goldberg. 

Um homem de 33 anos de idade, com uma mãe lésbica disse a Goldberg: "Eu me sinto mais aberto, uma pessoa mais tolerante por ter sido criada em uma família não tradicional, e acho que aqueles que me conhecem concordariam. Minha mãe propôs um impacto positivo sobre as diferenças entre as pessoas”.

Filhos de pais gays também relataram sentir menos frustrado por estereótipos de gênero do que teria sido se criados em lares heterossexuais. “Isso é provavelmente porque gays e lésbicas tendem a ter relações mais igualitárias do que casais heterossexuais”, afirma Goldberg. Eles também são menos apegados a rígidos estereótipos de gênero si. "Homens e mulheres se sentiram como se estivessem livres para buscar uma ampla gama de interesses", disse Goldberg. "Ninguém estava lhes dizendo: 'Oh, você não pode fazer isso, isso é coisa de menino ou isso é coisa de menina”.

Se o casamento homossexual trás desvantagens, de qualquer forma, não tem nada a ver com o gênero dos pais, mas sim a reação da sociedade para com as famílias, disse o sociólogo da Universidade de Indiana, Brian Powell, o autor de "Relações homossexuais e os americanos" e "Definições de Família“ (Russell Sage Foundation, 2010).

"Imagine uma criança que vive com dois pais em que, legalmente, apenas um dos pais é permitido para ser seu pai," Powell lembra. "Nessa situação, a família não é vista como autêntica ou verdadeira por outros. Essa seria a desvantagem”.

Em um estudo publicado neste mês, no Journal of Marriage and Family, Goldberg entrevistou um grupo de 49 adolescentes e de jovens adultos com pais homossexuais e descobriu que nenhum deles rejeitou o direito de gays e de lésbicas de casar.

Foto: Reprodução/Chris Harvey / Shutterstock.com


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